Accessibility / Report Error

Nutrição funcional no pós-operatório de cirurgia plástica: enfoque na prevenção de seroma e fibrose

RESUMO

Introdução:

Com base na grande variedade de possíveis sequelas e intercorrências de cirurgias estéticas e no papel da nutrição no processo de recuperação dessas, percebe-se a necessidade de práticas terapêuticas que garantam eficácia do resultado estético final. Método: O presente estudo caracteriza-se como uma revisão não sistemática que associou possíveis nutrientes, compostos bioativos e fitoterápicos que previnam ou amenizem seroma e fibrose no pós operatório. Para tanto, foram utilizados artigos de revistas científicas do meio eletrônico, legislações nacionais e livros didáticos, publicados entre os anos de 2002 e 2012. Resultados: Demonstrou-se que as principais causas de seroma e fibrose são cicatrização alterada, inflamação, estresse oxidativo e edema. Dessa forma, foi elaborado um guia prático com os nutrientes, compostos bioativos e fitoterápicos que podem ser utilizados a fim de prevenir, controlar ou amenizar as complicações no pós-cirúrgico de procedimentos estéticos. Conclusão: Salientou-se que para o tratamento das condições abordadas é fundamental que haja um trabalho multiprofissional, enfatizando um acompanhamento médico, nutricional e fisioterápico que abranja as alterações conhecidas na fisiopatologia de seroma e fibrose.

Descritores:
Seroma; Fibrose; Nutrição; Alimento funcional; Fitoterapia

ABSTRACT

Introduction:

Based on the wide range of possible consequences and complications of plastic surgery and the role of nutrition in the recovery process of these, we see the need for therapeutic practices to ensure effectiveness of the final aesthetic result.

Method:

This study is characterized as a non-systematic review of the possible associated nutrients, bioactive compounds and herbal medicines to prevent seroma and fibrosis. Thus, we used scientific journal articles from electronic media, national laws and textbooks published between 2002 and 2012.

Results:

We demonstrated that the main causes of seroma and fibrosis are changed healing, inflammation, oxidative stress and edema. Thus, we designed a practical guide with nutrients, bioactive compounds and herbal medicines that can be used to prevent, control or mitigate the complications after plastic surgery.

Conclusion:

It was emphasized that for the treatment of covered conditions is essential that there is a multidisciplinary approach, emphasizing a medical, nutritional and therapeutic monitoring covering the known changes in the pathophysiology of seroma and fibrosis.

Keywords:
Seroma; Fibrosis; Nutrition; Functional food; Phytotherapy

INTRODUÇÃO

A Associação Brasileira de Cirurgia Plástica demonstra que houve um número substancial de cirurgias plásticas, tanto estéticas quanto reparadoras nos últimos anos. A quantidade de intervenções coloca o país como o segundo mercado em cirurgias plásticas no mundo, perdendo apenas para os EUA, onde há cerca de 800 mil procedimentos ao ano11 Ferreira FR. Cirurgias estéticas, discurso médico e saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 2011;16(5):2373-82..

No Brasil, a cada três anos, são realizadas mais de 1.000.000 de cirurgias estéticas. Contudo, a eficiência de uma cirurgia plástica não depende só do planejamento do ato cirúrgico. A preocupação com os cuidados nos períodos pré e pós-operatório tem sido salientada como um importante fator para prevenção de complicações e promoção de um resultado estético mais satisfatório11 Ferreira FR. Cirurgias estéticas, discurso médico e saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 2011;16(5):2373-82.,22 Flores A, Brum KO, Carvalho RM. Análise descritiva do encaminhamento médico a tratamentos fisioterapêuticos dermato-funcionais nos períodos pré e pós-operatório de cirurgias plásticas cosméticas. O mundo da saúde. 2011;35(4):408-14..

Em relação às complicações, percebe-se que as locais são as mais frequentes - edema, seroma, equimose, hematoma, fibrose e necrose do retalho dermogorduroso, seguidas das complicações sistêmicas que são mais raras - trombose venosa profunda e embolia pulmonar33 Di Martino M, Nahas FX, Novo NF, Kimura AK, Ferreira LM. Seroma em lipoabdominoplastia e abdominoplastia: estudo ultrassonográfico comparativo. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2010;25(4):679-87..

Apesar da popularidade das cirurgias estéticas, há necessidade de aprimoramentos técnicos para melhoria do aspecto físico pós-operatório, bem como para reduzir as complicações. Uma série de fatores de risco foi proposta, entre eles cirurgia abdominal prévia, tabagismo, hipertensão e obesidade44 Momeni A, Heier M, Bannasch H, Stark B. Complications in abdominoplasty: a risk factor analysis. Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery. 2009;62(10):1250-54..

Tendo em vista os fatores de risco citados, percebe-se que esses podem levar a deficiências nutricionais, que por sua vez são as causas mais facilmente reversíveis para diminuir a suscetibilidade a complicações e cicatrização prejudicada. Além disso, as expectativas dos pacientes podem exceder as metas e experiências do cirurgião, elevando a necessidade de otimizar os resultados estéticos com o auxílio de práticas alternativas a técnica cirúrgica55 Rahm D. Perioperative nutrition and nutritional supplements. Plastic SurgicalNursing. 2005;25(1):21-8..

Por esse motivo e com o objetivo de melhorar os efeitos da intervenção cirúrgica, é essencial avaliar o estado nutricional do paciente e planejar a ingestão de macro e micronutrientes no período entre o peri e pós-operatório66 Badwal RS, Bennett J. Nutritional considerations in the surgical patient. The Dental Clinics of North America. 2003;47(2):373-93..

Com base na crescente difusão de cirurgias estéticas no Brasil, na grande variedade de possíveis sequelas e intercorrências dessas operações, no papel da nutrição no processo de cicatrização, inflamação e imunidade, da necessidade de trabalhos multiprofissionais e, principalmente, na escassez de estudos que tratem desses assuntos, percebe-se a importância da atual pesquisa para a melhoria da recuperação, qualidade de vida e autoestima do paciente, além da eficácia do resultado estético final11 Ferreira FR. Cirurgias estéticas, discurso médico e saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 2011;16(5):2373-82.,33 Di Martino M, Nahas FX, Novo NF, Kimura AK, Ferreira LM. Seroma em lipoabdominoplastia e abdominoplastia: estudo ultrassonográfico comparativo. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2010;25(4):679-87..

Diante do exposto, o presente estudo objetiva realizar uma revisão literária das causas de seroma e fibrose associando possíveis nutrientes, compostos bioativos e fitoterápicos que possam prevenir ou amenizar essas complicações após a cirurgia plástica e organizá-los em um guia prático que auxilie na aplicação clínica.

MÉTODO

Esse estudo caracteriza-se como uma revisão não sistemática da literatura, sendo que para o levantamento literário utilizou-se dados provenientes de artigos de revistas científicas do meio eletrônico, legislações nacionais e livros didáticos disponíveis na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), publicados entre os anos de 2002 e 2012.

Em relação à busca de artigos científicos, foram con-- sultadas as bases de dados do Google Acadêmico, National Library of Medicine, Estados Unidos -Medline, Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde - Lilacs, Science Direct, Pubmed e Scielo, sendo utilizados os seguintes indexadores em português, bem como seus correspondentes em inglês: “complicações”, “pós-operatório”, “fibrose”, “seroma”, “cicatrização”, “colágeno”, “inflamação”, “sistema imune”, “estresse oxidativo”, “edema”, “alimentação”, “nutrientes” e “nutrição funcional”.

Seroma e Fibrose

O seroma possui prevalência de 1 até 57%,, sendo os valores mais frequentes entre 10 e 15% após abdominoplastia33 Di Martino M, Nahas FX, Novo NF, Kimura AK, Ferreira LM. Seroma em lipoabdominoplastia e abdominoplastia: estudo ultrassonográfico comparativo. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2010;25(4):679-87.,77 Hafezi F, Nouhi AH. Abdominoplasty and seroma. Ann Plast Surg. 2002;48(1):109-10.. No Brasil, estudos em relação a esse procedimento cirúrgico apontam percentuais com alta variabilidade atingindo de 1,8 até 30%88 Arantes HL, Rosique RG, Rosique, MJF, Mélega JM. Há necessidade de drenos para prevenir seroma em abdominoplastias com pontos de adesão? Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2009;24(4):521-524.

9 Nurkim MV, Mendonça LB, Martins PAM, Silva JLB, Martins PDE. Incidência de Hematoma e Seroma em Abdominoplastia com e sem uso de Drenos. Rev. Soe. Bras. CiroPlást. 2002;17(l):69-74.

10 Silva RF, Arantes HL, Maciel PJ, Pinheiro AS. Comparação entre drenagem aspirativa e pontos de adesão na prevenção de seroma em pós-operatório de abdominoplastia associada à lipoaspiração. 2011;26(3):74-74.
-1111 Baroudi R, Ferreira CA. Seroma: how to avoid it and how to treat it. Aesthet Surg J.1998;18(6):439-41..

Essa desordem é definida como um acúmulo de fluido seroso ocorrido pelo extravasamento de plasma e linfa profundamente ao retalho dermogorduroso, por deslocamento do retalho abdominal, secção de vasos sanguíneos e linfáticos, interrupção dos canais linfáticos, por um processo inflamatório e cicatricial aumentado e pelo aumento da atividade fibrinolítica33 Di Martino M, Nahas FX, Novo NF, Kimura AK, Ferreira LM. Seroma em lipoabdominoplastia e abdominoplastia: estudo ultrassonográfico comparativo. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2010;25(4):679-87.,77 Hafezi F, Nouhi AH. Abdominoplasty and seroma. Ann Plast Surg. 2002;48(1):109-10.,1212 Oliveira EA, Valera F, Monte ALR, López C. Prevenção do seroma nas abdominoplastias associadas à lipoaspiração e sem drenagem ativa. Revista da Sociedade Brasileira Cirurgia Plástica. 2008;23(1):41-47..

A fisiopatologia primária dessa complicação é pouco elucidada e controversa, porém pode causar abaulamento e flutuação do local, levando a desconforto; insatisfação; predisposição a morbidades - necrose, deiscência e sepse; retardo da cicatrização, atraso da recuperação, da terapia adjuvante e da alta hospitalar; sendo que o tratamento consiste em punção, drenagem e medicamentos1313 Hashemi E, Kaviani A, Najafi M, Ebrahimi M, Hooshman H, Montazeri A. Seroma formation after surgery for breast câncer. World Journal of Surgical Oncology. 2004;2(44):1-5.,1414 Kuroi K, Shimozuma K, Taguchi T, Imai H, Yamashiro H, Oh-sumi S et al. Evidence-Based Risk Factors for Seroma Formation in Breast Surgery.Japanese Journal of Clinical Oncology. 2006;36(4):197-206..

A idade do paciente, hipertensão arterial, utilização de heparina, Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, concentração de proteína e albumina baixas e concentração sérica alta de IL-1-AR, têm sido recentemente relatados como estando relacionados a um elevado risco de formação de seroma no pós-operatório1515 Al-Gaithy ZKA, Ayuob NN. Vascular and cellular events in postmastectomy seroma: an immunohistochemical study. Cellular Immunology. 2012:272(2):130-6.. As estratégias de tratamento baseiam-se em uso medicamentos, entre eles antibiótico, anti-inflamatório, analgésico e diurético; bem como aspiração, drenagem por punção e cirurgia reparadora1616 Shermak MA, Rotellini-Coltvet LA, Chang D. Seroma development following body contouring surgery for massive weight loss: patient risk factors and treatment strategies. Plastic and Reconstrutive Surgery.2008;122(1):280-8..

Em contrapartida, a fibrose ocorre no tecido lipoaspirado como um processo reparativo, porém caracterizado pela formação ou desenvolvimento anormal e em excesso de tecido conjuntivo fibroso constituído por elastina e colágeno, gerando lesões endurecidas ou nodulares1717 Guirro E, Guirro R. Fisioterapia em estética: fundamentos, recursos e patologias. São Paulo: Editora Manole; 2002.. Em uma análise retrospectiva de 25 anos nas bases de dados de 26.259 atendimentos de quatro cirurgiões, a prevalência de fibrose foi de 2,3%1818 Triana L, Triana C, Barbato C, Zambrano M. Liposuction: 25 Years of Experience in 26,259 Patients Using Different Devices. Aesthetic Surgery Journal. 2009;29(6):509-12..

Destaca-se que essa complicação, que pode ocorrer principalmente após lipoaspiração, possui causa genética por falhas enzimáticas ou processo patológico e que a eficiência da circulação sanguínea e linfática é determinante no processo de cicatrização, no trauma agudo ou na inflamação crônica1919 Schwuchow LS, Souza VP, Pellini E, Caloy L, Resende TL. Estudo do uso da drenagem linfática manual no pós-operatório da lipoaspiração de tronco em mulheres. Revista da Graduação. 2008;1(1):1-9.. Além disso, a formação da fibrose é mediada pela interação entre fatores de crescimento e citocinas pró-fibróticos, bem como por influência desses mecanismos na matriz extracelular, tensão mecânica e estresse oxidativo2020 Mu X, Bellayr IH, Walters TJ, Li Y. Mediators leading to fibrosis - how to measure and control them in tissue engineering. Operative Techniques in Orthopaedics. 2010;20(2):110-18..

O tratamento do quadro torna-se importante para evitar futuras deformidades, sendo necessário atuar no início da síntese de colágeno que aumenta entre o sexto e o décimo sétimo dia, sendo que após o quadragésimo segundo dia esse processo cessa e acontece o remodelamento do colágeno depositado2121 Altomare M, Machado B. Cirurgia plástica: terapêutica pré e pós. São Paulo: Fontes; 2006..

Tendo em vista, as possíveis causas de seroma e fibrose, que incluem cicatrização, formação de colágeno, inflamação, disfunção imune, estresse oxidativo e edema, torna-se necessário entender as reações envolvidas nos processos supracitados e relacioná-los com a nutrição funcional.

A Figura 1 demonstra a teia metabólica da interrelação dos fatores contribuintes para formação de seroma e fibrose.

Figura 1
Teia de inter-relação metabólica de seroma e fibrose. Adaptado de Vasquez2222 Vasquez A. Web-like interconnections of physiological factors. Integrative Medicine 2006;5(2):32-7.

FATORES QUE CONTRIBUEM PARA FORMAÇÃO DE SEROMA E FIBROSE

Cicatrização e formação de colágeno

A cicatrização é um processo dinâmico e imediato de reparação tecidual em resposta a uma lesão com o objetivo de restituir as características anatômicas, estruturais e funcionais. Essa recuperação é composta por três fases, que acontecem simultaneamente. A fase inflamatória, a qual é dependente de vitamina K, tem duração de quatro a seis dias e é constituída por hemostasia, fagocitose e migração celular. Do terceiro dia até semanas após, ocorre a etapa chamada proliferativa, granulação ou fibroplasia, sendo que nessa os requerimentos de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas A, C e do complexo B, ferro, zinco e magnésio, que aumentam para propiciar a proliferação de células, síntese de colágeno e neovascularização. Finalmente, a fase de maturação ou remodelamento pode estender-se até 2 anos por proporcionar estabilização ao colágeno e aumento da resistência da cicatriz2323 Bottoni A, Bottoni A, Rodrigues RC, Celano RMG. Papel da nutrição na cicatrização. Revista Ciências em Saúde. 2011;1(1):1-5..

A Figura 2 expõe as fases da cicatrização, tipos celulares predominantes e resposta vascular2424 Mathes SJ. Plastic Surgery. In: Ono MCC. Influência da dieta imunomoduladora na cicatrização cutânea em ratos [Dissertação]. Curitiba:Universidade Federal do Paraná, Pós-Graduação em Clínica Cirúrgica;2009. 136 p..

Figura 2
Fases da cicatrização, tipos celulares redominantes e resposta vascular.

Nessa sistemática, a nutrição é tida como um fator preponderante, visto que muitos nutrientes podem influenciar as fases de cicatrização, por estarem envolvidos na síntese de novos tecidos, supressão da oxidação, otimização da cicatrização e auxiliando inclusive na imunocompetência2525 Dias CA. Nutrição e Cicatrização de Feridas - Suplementação Nutricional? [Monografia]. Porto:Universidade do Porto, Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação;2009. 61p..

Com base nos fatores nutricionais, percebe-se que a diminuição dos aminoácidos, ácidos nucleicos ou quaisquer cofatores envolvidos no processo de reparação são significativamente prejudiciais. A subnutrição pré-operatória e, principalmente, a deficiência de proteínas e disfunções no DNA interferem na síntese de colágeno, proliferação de fibroblastos, diminuição da angiogênse e redução de proteoglicanos. Além disso, a deficiência de carboidratos leva ao catabolismo proteico e juntamente com o déficit de vitaminas e minerais, como exemplos vitamina A, tiamina, vitamina C e zinco, pioram o quadro2626 Gantwerker EA, Hom DB. Skin: Histology and Physiology of Wound Healing. Facial Plast Surg Clin North Am.2011;19(3):441-53..

Inflamação e sistema imunológico

A inflamação é a primeira etapa do processo de cicatrização e está intimamente ligada ao estresse oxidativo e capacidade antioxidante reduzida. Porém, quando essa inflamação passa a ser crônica, caracteriza-se uma resposta inflamatória prolongada e a destruição de tecidos. Muitas citocinas secretam células inflamatórias como TGF-1 e IL-13 que são fibrinogênicos2020 Mu X, Bellayr IH, Walters TJ, Li Y. Mediators leading to fibrosis - how to measure and control them in tissue engineering. Operative Techniques in Orthopaedics. 2010;20(2):110-18..

A fase inflamatória é composta pelo influxo de neutrófilos, macrófagos e linfócitos para a lesão, bem como vasoconstrição, agregação plaquetária, aumento da permebilidade vascular; a etapa proliferativa abrange a granulação, o influxo de fibroblastos e queratinócitos, reepitelização, formação de capilares e produção de matriz extracelular; o estágio final ou de remodelação é dependente do equilíbrio entre síntese e degradação do colágeno2727 Wild T, Rahbarnia A, Kellner M, Sobotka L, Eberlein T. Basics in nutrition and wound healing. Nutrition. 2010;26(9):862-6..

Nesse sentido, a idade, o estado nutricional, as doenças crônicas, a ingestão calórcia, a liberação de cortisol, o estresse, a dor e a anestesia afetam a função imune do organismo, podendo interferir negativamente no sistema de defesa do paciente. A deficiência de nutrientes como zinco, selênio e vitamina B6 alteram a imunidade e a proteção do hospedeiro, elevando o risco de infecções no pós operatório2828 Rahm D, Labovitz JM. Perioperative Nutrition and the Use of Nutritional Supplements. Clin Podiatr Med Surg. 2007;24(2):245-59..

Junto a esses nutrientes, Mitchell, Ulrich e McTiernan2929 Mitchell BL, Ulrich CM, McTiernan A. Supplementation with vitamins or minerals and immune function: can the elderly benefit? Nutrition Research. 2003;23(8):1117-39. citam as vitaminas A, C e E, pelas funções antioxidantes e no metabolismo celular, sendo que somente a vitamina E é comprovadamente um reforço ao sistema imune, visto que o restante dos nutrientes possuem comprovação científica escassa e/ou incosistente. Porém, os autores salientam que altas doses das vitaminas B1, B2, B6, folato e niacina podem prejudicar a imunologia e a suplementação acima de 800 mg/dia de vitamina E ou maior do que 100 mg/ dia de zinco parecem não apresentar benefícios e possuir efeitos na proliferação de linfócitos respectivamente.

Estresse oxidativo

O processo de isquemia-reperfusão durante a cirurgia plástica gera um estado de estresse oxidativo, que por sua vez é caracterizado por aumento de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs) liberados por tecidos danificados e células inflamatórias e está inter-relacionado com a formação de fibrose. O excesso de EROs danifica componentes celulares, como proteínas, lipídios e ácidos nucleicos, gerando o desequilíbrio oxidante-antioxidante, o qual é representado por elevação de NADPH oxidase, ativação do citocromo C e xantina oxidase, disfunções na respiração mitocondrial e supressão da superóxido dismutase2020 Mu X, Bellayr IH, Walters TJ, Li Y. Mediators leading to fibrosis - how to measure and control them in tissue engineering. Operative Techniques in Orthopaedics. 2010;20(2):110-18..

Os agentes anestésicos são uma fonte considerável de oxidação, causando a formação de oxigênio reativo, que provocam dano ao tecido e a cicatrização. O excesso de radicais livres, como citado, apresenta inúmeros efeitos prejudiciais, como supressão da imunidade, função celular modificada, aumento da peroxidação lipídica e interação inadequada dos nutrientes formadores de colágeno, que por sua vez causa a perda da flexibilidade do tecido3030 Rahm D. A Guide to Perioperative Nutrition. Aesthetic Surgery Journal. 2004;24(4):385-90..

Paralelamente, o estresse oxidativo durante e após o procedimento cirúrgico envolve ativação inflamatória, endócrina e imunológica, caracterizadas por produção maciça de citocinas, entre elas interleucina 1, 2, 6 e 8, que são responsáveis pela progressão e amplificação da resposta imune e pela ativação de macrófagos, plaquetas e mastócitos, os quais formam radicais livres, tornando um ciclo vicioso3131 Gitto E, Reiter RJ, Cordaro SP, et al. Oxidative and inflamma-- tory parameters in respiratory distress syndrome of preterm newborns: Beneficial effects of melatonin. Am J Perinatol. 2004; 21(4):209-16..

Parte superior do formulário

Segundo Ratnam e colaboradores3232 Ratnam D, Ankola D, Bhardwaj V, Sahana D, Kumar M. Role of antioxidants in prophylaxis and therapy: A pharmaceutical perspective. J. Control Release. 2006;113(2):189-207., o sistema de defesa antioxidante humano não é completo sem os antioxidantes dietéticos, o que confirma a importância da ingestão diária destes compostos.

Nesse contexto, os antioxidantes - carotenóides, vitamina A e C, selênio e compostos fenólicos - podem neutralizar os radicais livres resultantes do procedimento cirúrgico, desempenhando um papel importante na prevenção de danos adicionais. Algumas enzimas também desempenham função antioxidante, como catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase, porém há nutrientes que servem de co-fatores para o bom funcionamento das mesmas. Embora perceba-se a necessidade de suplementação dos nutrientes antioxidantes e dos co-fatores de enzimas, essa atividade ainda não é bem esclarecida na literatura. Comumente, uma combinação de nutrientes em doses baixas é prescrita em detrimento a mega-doses, para somente suprir as perdas sanguíneas e teciduais após a cirurgia2828 Rahm D, Labovitz JM. Perioperative Nutrition and the Use of Nutritional Supplements. Clin Podiatr Med Surg. 2007;24(2):245-59.,3333 Kücükakin B, Gögenur L, Reiter RJ, Rosenberg J. Oxidative Stress in Relation to Surgery: Is There a Role for the Antioxidant Melatonin? Journal of Surgical Research. 2009;152(2):338-47..

Edema

O edema é gerado pela inflamação através do aumento da permeabilidade vascular de um exsudato não infeccioso que vaza para o espaço intersticial, proporciona uma camada úmida que contem fatores de crescimento essenciais à cicatrização e facilita a penetração de células inflamatórias na lesão, entretanto quando o edema é demasiado o mesmo propicia o desenvolvimento de fibrose e seroma2626 Gantwerker EA, Hom DB. Skin: Histology and Physiology of Wound Healing. Facial Plast Surg Clin North Am.2011;19(3):441-53..

Outros fatores contribuintes

Com base na teia de inter-relação metabólica demons-- trada na Figura 1, pode-se observar que vários desequilíbrios orgânicos contribuem negativamente para a formação de seroma e/ou fibrose, tendo como base que a Nutrição Funcional possui uma abrangência multidisciplinar focada na expressão genética e na individualidade bioquímica3434 Brioschi EF, Brioschi ML, Yeng LT, Teixeira MJ. Nutrição funcional no paciente com dor crônica. Rev Dor. 2009;10(3):276-85..

Nesse contexto, percebe-se que as disfunções estruturais podem contribuir com a inflamação e o estresse oxidativo. A interação corpo e mente, baseada na depressão, ansiedade e estresse psicoemocional, leva a inflamação, declínio das funções do sistema imune, além de hiperpermeabilidade intestinal e excreção urinária de nutrientes. Problemas na destoxificação, por sua vez, sobrecarregam o organismo iniciando um processo pró-inflamatório e, por fim, a disbiose intestinal prejudica a digestão e absorção dos alimentos, produzindo substâncias algogênicas e inflamatórias capazes de ativar o sistema imune2222 Vasquez A. Web-like interconnections of physiological factors. Integrative Medicine 2006;5(2):32-7..

Papel da nutrição funcional

A alimentação funcional tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar, além das funções nutricionais básicas dos alimentos. Para tanto, inicialmente identifica-se os mediadores dos sintomas apresentados pelo paciente e correspondentes a cada sistema da teia de interrelação metabólica. Na conduta funcional, opta-se então por condutas que inibam ou modulem os desencadeadores, procurando restabelecer o equilíbrio dos sistemas, possibilitando abordagem multidimensional e maior eficácia terapêutica3434 Brioschi EF, Brioschi ML, Yeng LT, Teixeira MJ. Nutrição funcional no paciente com dor crônica. Rev Dor. 2009;10(3):276-85.,3535 Henry CJ. Functional foods. Eur. J. Clin. Nutr. 2010;64(1):657- 659..

Visto que há aumento das necessidades nutricionais no hipermetabolismo e nessas desordens orgânicas, na maioria das vezes os requerimentos de nutrientes não são satisfeitos com a alimentação tradicional, sendo que suplementos e/ou alimentos fortificados tornam-se necessários. Nesse contexto, uma grande variedade de complementos nutricionais estão disponíveis para melhorar os causadores de seroma e fibrose2525 Dias CA. Nutrição e Cicatrização de Feridas - Suplementação Nutricional? [Monografia]. Porto:Universidade do Porto, Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação;2009. 61p..

Segundo Rahm3030 Rahm D. A Guide to Perioperative Nutrition. Aesthetic Surgery Journal. 2004;24(4):385-90., a suplementação nutricional no período pré e pós operatório pode ter um impacto significativo sobre o resultado cirúrgico, reduzindo hematomas, edema e inflamação, promovendo a cicatrização adequada da incisão, além de aumentar a imunidade e diminuir o estresse oxidativo. Dessa forma, ao abordar o estado nutricional e fornecer orientações focadas na suplementação, o cirurgião estético ou nutricionista podem influenciar positivamente na prevenção das complicações pós-operatórias.

Contudo, a suplementação deve ser específica à deficiência nutricional, sendo a ingestão alimentar a principal fonte, evitando que a quantidade administrada ultrapasse valores farmacológicos e gere efeitos colaterais. Nesse contexto, os suplementos que causam sangramento prolongado, interação medicamentosa ou anestésica e distúrbios cardiovasculares devem ser suspensos duas semanas antes e uma semana depois do procedimento cirúrgico2727 Wild T, Rahbarnia A, Kellner M, Sobotka L, Eberlein T. Basics in nutrition and wound healing. Nutrition. 2010;26(9):862-6..

Os nutrientes necessários, bem como suas doses diárias e funções, para a regulação dos processos ligados à prevenção de seroma e fibrose estão descritos nos Quadros 1, 2, 3 e 4.

Quadro 1
Doses diárias, funções e observações de macronutrientes que podem prevenir, amenizar ou tratar seroma e fibrose.
Quadro 2
Doses diárias, funções e observações de micronutrientes que podem prevenir, amenizar ou tratar seroma e fibrose.
Quadro 3
Doses diárias, funções e observações de compostos bioativos que podem prevenir, amenizar ou tratar seroma e fibrose.
Quadro 4
Nome popular, nome científico, doses diárias, funções e observações de fitoterápicos que podem prevenir, amenizar ou tratar seroma e fibrose

CONCLUSÃO

Conforme a pesquisa realizada, demonstrou-se que o seroma e a fibrose são causados por alterações fisiológicas exacerbadas e inter-relacionadas, como o processo de cicatrização, formação de colágeno, inflamação, sistema imunológico, estresse oxidativo e edema, e que há vários componentes da alimentação funcional, entre eles nutrientes, compostos bioativos e fitoterápicos bem documentados que podem ser utilizados a fim de prevenir, controlar ou amenizar as complicações no pós-cirúrgico de procedimentos estéticos.

Nesse sentido, torna-se essencial que os desequilíbrios nutricionais e metabólicos sejam reconhecidos, bem como corrigidos pelo profissional comprometido eticamente com a saúde e beleza do paciente, por meio da ingestão alimentar ou em segundo plano pela suplementação, contudo observando contraindicações e possíveis efeitos adversos. É importante salientar que para o tratamento das condições abordadas é fundamental que haja um trabalho multidisciplinar, enfatizando um acompanhamento médico, nutricional e fisioterápico que abranja, verdadeiramente, todas as alterações conhecidas na fisiopatologia de seroma e fibrose.

Além disso, tendo em vista a complexidade do tema, são necessários mais estudos sobre a influência do consumo alimentar com intuito de melhorar os resultados cirúrgicos, a qualidade de vida e a estética dos pacientes. Dessa forma, sugere-se o uso de outros métodos validados cientificamente para a avaliação das complicações em questão, objetivando resultados que contemplem todas as variáveis envolvidas no diagnóstico, prevenção e tratamento de seroma e fibrose.

REFERÊNCIAS

  • 1
    Ferreira FR. Cirurgias estéticas, discurso médico e saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 2011;16(5):2373-82.
  • 2
    Flores A, Brum KO, Carvalho RM. Análise descritiva do encaminhamento médico a tratamentos fisioterapêuticos dermato-funcionais nos períodos pré e pós-operatório de cirurgias plásticas cosméticas. O mundo da saúde. 2011;35(4):408-14.
  • 3
    Di Martino M, Nahas FX, Novo NF, Kimura AK, Ferreira LM. Seroma em lipoabdominoplastia e abdominoplastia: estudo ultrassonográfico comparativo. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2010;25(4):679-87.
  • 4
    Momeni A, Heier M, Bannasch H, Stark B. Complications in abdominoplasty: a risk factor analysis. Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery. 2009;62(10):1250-54.
  • 5
    Rahm D. Perioperative nutrition and nutritional supplements. Plastic SurgicalNursing. 2005;25(1):21-8.
  • 6
    Badwal RS, Bennett J. Nutritional considerations in the surgical patient. The Dental Clinics of North America. 2003;47(2):373-93.
  • 7
    Hafezi F, Nouhi AH. Abdominoplasty and seroma. Ann Plast Surg. 2002;48(1):109-10.
  • 8
    Arantes HL, Rosique RG, Rosique, MJF, Mélega JM. Há necessidade de drenos para prevenir seroma em abdominoplastias com pontos de adesão? Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2009;24(4):521-524.
  • 9
    Nurkim MV, Mendonça LB, Martins PAM, Silva JLB, Martins PDE. Incidência de Hematoma e Seroma em Abdominoplastia com e sem uso de Drenos. Rev. Soe. Bras. CiroPlást. 2002;17(l):69-74.
  • 10
    Silva RF, Arantes HL, Maciel PJ, Pinheiro AS. Comparação entre drenagem aspirativa e pontos de adesão na prevenção de seroma em pós-operatório de abdominoplastia associada à lipoaspiração. 2011;26(3):74-74.
  • 11
    Baroudi R, Ferreira CA. Seroma: how to avoid it and how to treat it. Aesthet Surg J.1998;18(6):439-41.
  • 12
    Oliveira EA, Valera F, Monte ALR, López C. Prevenção do seroma nas abdominoplastias associadas à lipoaspiração e sem drenagem ativa. Revista da Sociedade Brasileira Cirurgia Plástica. 2008;23(1):41-47.
  • 13
    Hashemi E, Kaviani A, Najafi M, Ebrahimi M, Hooshman H, Montazeri A. Seroma formation after surgery for breast câncer. World Journal of Surgical Oncology. 2004;2(44):1-5.
  • 14
    Kuroi K, Shimozuma K, Taguchi T, Imai H, Yamashiro H, Oh-sumi S et al. Evidence-Based Risk Factors for Seroma Formation in Breast Surgery.Japanese Journal of Clinical Oncology. 2006;36(4):197-206.
  • 15
    Al-Gaithy ZKA, Ayuob NN. Vascular and cellular events in postmastectomy seroma: an immunohistochemical study. Cellular Immunology. 2012:272(2):130-6.
  • 16
    Shermak MA, Rotellini-Coltvet LA, Chang D. Seroma development following body contouring surgery for massive weight loss: patient risk factors and treatment strategies. Plastic and Reconstrutive Surgery.2008;122(1):280-8.
  • 17
    Guirro E, Guirro R. Fisioterapia em estética: fundamentos, recursos e patologias. São Paulo: Editora Manole; 2002.
  • 18
    Triana L, Triana C, Barbato C, Zambrano M. Liposuction: 25 Years of Experience in 26,259 Patients Using Different Devices. Aesthetic Surgery Journal. 2009;29(6):509-12.
  • 19
    Schwuchow LS, Souza VP, Pellini E, Caloy L, Resende TL. Estudo do uso da drenagem linfática manual no pós-operatório da lipoaspiração de tronco em mulheres. Revista da Graduação. 2008;1(1):1-9.
  • 20
    Mu X, Bellayr IH, Walters TJ, Li Y. Mediators leading to fibrosis - how to measure and control them in tissue engineering. Operative Techniques in Orthopaedics. 2010;20(2):110-18.
  • 21
    Altomare M, Machado B. Cirurgia plástica: terapêutica pré e pós. São Paulo: Fontes; 2006.
  • 22
    Vasquez A. Web-like interconnections of physiological factors. Integrative Medicine 2006;5(2):32-7.
  • 23
    Bottoni A, Bottoni A, Rodrigues RC, Celano RMG. Papel da nutrição na cicatrização. Revista Ciências em Saúde. 2011;1(1):1-5.
  • 24
    Mathes SJ. Plastic Surgery. In: Ono MCC. Influência da dieta imunomoduladora na cicatrização cutânea em ratos [Dissertação]. Curitiba:Universidade Federal do Paraná, Pós-Graduação em Clínica Cirúrgica;2009. 136 p.
  • 25
    Dias CA. Nutrição e Cicatrização de Feridas - Suplementação Nutricional? [Monografia]. Porto:Universidade do Porto, Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação;2009. 61p.
  • 26
    Gantwerker EA, Hom DB. Skin: Histology and Physiology of Wound Healing. Facial Plast Surg Clin North Am.2011;19(3):441-53.
  • 27
    Wild T, Rahbarnia A, Kellner M, Sobotka L, Eberlein T. Basics in nutrition and wound healing. Nutrition. 2010;26(9):862-6.
  • 28
    Rahm D, Labovitz JM. Perioperative Nutrition and the Use of Nutritional Supplements. Clin Podiatr Med Surg. 2007;24(2):245-59.
  • 29
    Mitchell BL, Ulrich CM, McTiernan A. Supplementation with vitamins or minerals and immune function: can the elderly benefit? Nutrition Research. 2003;23(8):1117-39.
  • 30
    Rahm D. A Guide to Perioperative Nutrition. Aesthetic Surgery Journal. 2004;24(4):385-90.
  • 31
    Gitto E, Reiter RJ, Cordaro SP, et al. Oxidative and inflamma-- tory parameters in respiratory distress syndrome of preterm newborns: Beneficial effects of melatonin. Am J Perinatol. 2004; 21(4):209-16.
  • 32
    Ratnam D, Ankola D, Bhardwaj V, Sahana D, Kumar M. Role of antioxidants in prophylaxis and therapy: A pharmaceutical perspective. J. Control Release. 2006;113(2):189-207.
  • 33
    Kücükakin B, Gögenur L, Reiter RJ, Rosenberg J. Oxidative Stress in Relation to Surgery: Is There a Role for the Antioxidant Melatonin? Journal of Surgical Research. 2009;152(2):338-47.
  • 34
    Brioschi EF, Brioschi ML, Yeng LT, Teixeira MJ. Nutrição funcional no paciente com dor crônica. Rev Dor. 2009;10(3):276-85.
  • 35
    Henry CJ. Functional foods. Eur. J. Clin. Nutr. 2010;64(1):657- 659.
  • 36
    Demling RH. Nutrition, Anabolism, and the Wound Healing Process: An Overview. Eplasty. 2009;9(1):65-94.
  • 37
    Rowe DJ, Baker AC. Perioperative Risks and Benefits of Herbal Supplements in Aesthetic Surgery. Aesthetic Surgery Journal. 2009;29(2):150-57.
  • 38
    Williams JZ, Barbul A. Nutrition and Wound Healing. Critical care nursing clinics of North America. 2012;24(2):179-200.
  • 39
    Collins CE, Kershaw J, Brockington S. Effect of nutritional supplements on wound healing in home-nursed elderly: A randomized Trial. Nutrition. 2005;21(2):147-55.
  • 40
    Nunes LAS, Silva FO, Ceglio AC, Venturini TS. Efeitos da Suplementação com Panax ginseng Sobre Parâmetros de Estresse Oxidativo e Lesão Muscular Induzidos por Exercício Exaustivo Agudo em Ratos. Revista Ciências em Saúde. 2011;1(1):1-8.
  • 41
    Shetyy V, Schwartz HC. Wound Healing and Perioperative Care. Oral Maxillofacial Surg Clin N Am. 2006;18(1):107-13.
  • 42
    Pitzer GB, Patel KP. Proper care of early wounds to optimize healing and prevent complications. Facial Plast Surg Clin N Am. 2011;19(3):491-504.
  • 43
    Marques N. Nutrição clínica funcional: Fitoterapia. São Paulo:VP Editora; 2011.
  • 44
    Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopéia Brasileira / Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2011. 126p.
  • 45
    Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 5, de 11 de dezembro de 2008. Determina a publicação da “Lista de medicamentos fitoterápicos de registro simplificado”. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 12 dez. 2008.
  • 46
    Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução de Diretoria Colegiada nº 10 de 10 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 mar. 2010.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    30 Jun 2023
  • Data do Fascículo
    Oct-Dec 2014

Histórico

  • Recebido
    24 Nov 2012
  • Aceito
    29 Jun 2013
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Rua Funchal, 129 - 2º Andar / cep: 04551-060, São Paulo - SP / Brasil, Tel: +55 (11) 3044-0000 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: rbcp@cirurgiaplastica.org.br