Resumo
Neste artigo, analiso a política editorial da Zahar Editores, empresa que ocupou um lugar central na publicação de livros de ciências sociais no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. Por meio da análise do catálogo de publicações da editora, entrevistas e documentos históricos, busco compreender como a adoção de uma política editorial de traduções foi fundamental para a configuração das ciências sociais no país, de forma a contribuir para a compreensão da história dessas disciplinas, ao chamar a atenção para as condições materiais de circulação de ideias. A publicação de manuais universitários e de livros monográficos de autores estrangeiros funcionou para a Zahar como estratégia de inserção no mercado emergente de livros para estudantes de ensino superior. A editora estabeleceu redes de interação significativas e viabilizou a publicação de obras e autores que passaram a ser referência em debates intelectuais e políticos.
Palavras-chave:
Sociologia da edição; História das ciências sociais; Zahar Editores; Sociologia da cultura; História intelectual