Bário e sódio em plantas de girassol cultivadas em solos tratados com cascalho de perfuração

Jésus Sampaio Junior Nelson M. B. do Amaral Everaldo Zonta Marcio O. L. Magalhães Sobre os autores

RESUMO

Objetivou-se, neste trabalho, avaliar os efeitos da aplicação de dois resíduos gerados na perfuração de poços de petróleo no desenvolvimento e absorção de bário e sódio por plantas de girassol. Os resíduos foram gerados durante a perfuração do poço 7‑ MGP‑98D‑BA localizado na Bahia. As doses dos resíduos utilizadas foram: Testemunha – sem aplicação de bário; compreendendo apenas os teores naturais do solo; Testemunha – corrigida (com adubação e sem resíduo) e doses de 300, 3000 e 6000 mg kg-1 de bário equivalentes à aplicação de 16,6, 165,9 e 331,8 Mg ha-1 do resíduo do secador e 2,6, 25,7 e 51,3 Mg ha-1 do resíduo da centrífuga. As plantas cultivadas na primeira dose do resíduo do secador e na segunda dose do resíduo da centrífuga, apresentaram crescimento e acúmulo de massa seca iguais aos das plantas sob condições ideais de cultivo (Testemunha corrigida). As maiores doses dos resíduos do secador e da centrífuga afetaram o desenvolvimento das plantas. A absorção de bário pelo girassol não foi afetada com o aumento das doses. O sódio mostrou-se o elemento mais crítico presente nos resíduos, interferindo no desenvolvimento do girassol.

Palavras-chave:
metais pesados; Helliantus annus ; salinização

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