Translocação e tolerância de cobre em mudas de espécies arbóreas cultivadas em solo contaminado

Rodrigo F. da Silva Clovis O. Da Ros Douglas L. Scheid André L. Grolli Rudinei De Marco Evandro L. Missio Sobre os autores

RESUMO

Concentrações elevadas de cobre (Cu) podem ser tóxicas às plantas; contudo, algumas espécies podem ser tolerantes a solo contaminado por este metal. Objetivou-se avaliar, no trabalho, a translocação e a tolerância de Cu em mudas de timbaúva, pata-de-vaca e amendoim-bravo submetidos a solo contaminado com o referido metal. O trabalho foi conduzido em casa de vegetação por 120 dias utilizando-se, como substrato, um Latossolo Vermelho com textura argilosa. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em arranjo fatorial (3 x 6), sendo três espécies florestais (timbaúva, pata-de-vaca e amendoim-bravo) e seis doses de Cu no solo (0, 60, 120, 180, 240 e 300 mg kg-1), com seis repetições. Foram avaliados a massa seca total, os teores e a quantidade acumulada de Cu no sistema radicular e, na parte aérea, índice de tolerância, índice de translocação e o coeficiente de impacto no teor relativo. A timbaúva evidenciou menor redução da massa seca total com a elevação das doses de cobre no solo indicando ser uma espécie capaz de diminuir a translocação do metal para a parte aérea e tolerar doses de até 236 mg kg-1 do metal no solo. As mudas de timbaúva são mais tolerantes à contaminação do solo com cobre que as de amendoim-bravo e pata-de-vaca.

Palavras-chave:
metal pesado; fitorremediação; reflorestamento; cobertura do solo

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