Desempenhos na Área de Competência Educação em Saúde: Autoavaliação de Estudantes de Medicina

Performance in Health Education Competency: Self-Assessment of Medical Students

Frantchesca Fripp dos Santos Camila Zamban de Miranda Karina Cenci Pertile Mariane Silveira Barbosa Antônio Prates Caldeira Simone de Melo Costa Sobre os autores

Resumo:

Introdução:

As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para o curso de Medicina, publicadas no ano de 2014, descrevem as competências esperadas para o egresso. O objetivo deste estudo foi investigar como os estudantes de Medicina se avaliam na área de competência educação em saúde.

Método:

Trata-se de um estudo transversal analítico com estudantes dos dois últimos anos de quatro escolas médicas de Minas Gerais, Brasil. Aplicou-se um questionário embasado nas DCN e fundamentado em três ações-chave: identificação de necessidades de aprendizagem individual e coletiva, promoção da construção e socialização do conhecimento e promoção do pensamento científico e crítico e apoio à produção de novos conhecimentos. Realizou-se a análise descritiva e bivariada pelo teste qui-quadrado de Pearson, com nível de significância 5%. O teste analisou desempenhos na área de educação em saúde conforme sexo, ano de graduação e autoavaliação da experiência na atenção primária à saúde (APS).

Resultados:

Participaram 524 estudantes, a maioria do sexo feminino (57,0%), com idade entre 21 e 25 anos (66,9%), matrícula no último ano da graduação (65,3%), com participação em liga acadêmica (55,6%) e experiência positiva no âmbito da APS (78,5%). A maioria dos estudantes considerou “ótimo” o próprio desempenho nos quesitos de aprendizado com as relações interprofissionais (69,0%), identificação das próprias necessidades de aprendizagem (63,5%) e promoção de ações de educação em saúde da mulher (66,5%). Os estudantes avaliaram que o desempenho deles é “ruim/regular” no uso de sistemas de informação (33,8%) e na adoção de metodologia científica na leitura crítica de artigos técnico-científicos (21,2%). Foram associados à “boa/ótima” experiência em APS os seguintes desempenhos: apoio à produção de novos conhecimentos, construção e socialização de conhecimentos para a comunidade e promoção de ações de educação em saúde da mulher (p < 0,05). Nesse último desempenho, destaca-se a diferença significante entre sexos: as estudantes do sexo feminino avaliaram-se melhor que os homens (p < 0,05).

Conclusão:

A experiência positiva na APS está associada com desempenhos de fundamental importância para atuação médica, tanto na abordagem individual como na coletiva.

Palavras-chave:
Educação em Saúde; Estudantes de Medicina; Educação Médica; Avaliação de Desempenho Profissional; Competência Profissional

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