Introdução: A inteligência artificial (IA) tem sido progressivamente incorporada à educação médica, modificando as formas de acesso e utilização do conhecimento.
Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a percepção de estudantes de Medicina sobre o uso da IA no processo de aprendizagem.
Método: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de abordagem qualiquantitativa, realizado com 108 estudantes de Medicina. Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado online e analisados por estatística descritiva e análise de conteúdo temática.
Resultado: A maioria dos participantes (97,2%) relatou utilizar ferramentas de IA, com destaque para o ChatGPT (95,4%). As principais aplicações incluíram tutoria (84,3%), atividades acadêmicas (65,7%) e disciplinas básicas, especialmente anatomia/morfofuncional (50,9%) e fisiologia (41,7%). Entre os benefícios, destacaram-se a melhora na compreensão de conteúdos complexos (85,2%), a otimização do tempo de estudo (78,7%) e o acesso rápido à informação (63%). Foram identificadas preocupações relacionadas à confiabilidade das informações, ao viés algorítmico e à dependência tecnológica. A maioria dos estudantes (79,6%) demonstrou preferência por métodos híbridos de aprendizagem.
Conclusão: A IA está amplamente integrada à rotina acadêmica dos estudantes, sendo percebida como ferramenta complementar, cujo uso requer abordagem crítica.
Palavras-chave:
Inteligência Artificial; Educação Médica; Aprendizagem; Estudantes de Medicina; Tecnologia Educacional