Introdução: A história da educação médica, anteriormente utilizando métodos unicamente centrados no professor, basicamente teóricos, evoluiu para o ensino teórico-prático. Assim, evidenciou-se a necessidade de reformulação dos métodos pedagógicos, especialmente no ensino das habilidades cirúrgicas. O uso de metodologias ativas visa promover a aprendizagem mais prática e envolvente para os estudantes de Medicina, como resposta à demanda por médicos capacitados e adaptáveis às necessidades contemporâneas da prática médica.
Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar os fatores que influenciaram no desempenho e na evolução cognitiva dos alunos no componente curricular Habilidades Cirúrgicas 2 (HC2).
Método: Trata-se de um estudo qualiquantitativo realizado com discentes de Medicina em curso na disciplina HC2 durante o período estudado em uma escola médica de Salvador, na Bahia. A coleta de dados incluiu a aplicação de formulários online com questões sociodemográficas, itens em escala Likert de 5 pontos e perguntas discursivas, aplicadas ao início e ao final do componente curricular, com análise estatística e qualitativa das respostas.
Resultado: Em média, 86 discentes participaram do estudo. A maioria dos discentes (86,2% ao início e 86,0% ao final) considerou as aulas práticas e a discussão de casos clínicos complementares ao estudo. Quanto ao tempo nas bancadas, 65,5% concordaram que foi suficiente ao início, aumentando para 68,6% ao final. Ademais, 58,1% apontaram a necessidade de mais momentos práticos. Quanto ao estudo prévio das temáticas a serem abordadas em sala, 71,3% afirmaram tê-lo feito ao início, caindo para 58,1% ao final. Sobre a utilização de materiais didáticos adicionais além dos disponibilizados previamente, 56,3% afirmaram, ao início, que não os utilizaram e 51,1%, ao final, também não. Ao término do período da disciplina, 91,9% dos discentes relataram bom desempenho.
Conclusão: Os discentes avaliaram as metodologias de ensino utilizadas no componente estudado como eficientes para o aprendizado das habilidades cirúrgicas, contribuindo para uma formação médica mais eficaz. Destacaram o aumento da confiança e observaram maior competência técnica ao final. Apesar disso, observou-se a necessidade de incentivo ao estudo prévio e à busca por materiais complementares. Também foi mencionado que maior tempo de prática seria desejável. A atuação dos monitores destacou-se como elemento positivo no processo de aprendizado.
Palavras-chave:
Educação em Saúde; Habilidades Cirúrgicas; Educação Cirúrgica; Estudantes de Medicina; Formação Acadêmica