Arte, Biopolítica e Resistência

Art, Biopolitics and Resistance

L'Art, la Biopolitique et la Résistance

Carminda André Sobre o autor

RESUMO

Na obra Em Defesa da Sociedade, Michel Foucault apresenta a ideia de que houve, em certo momento da história do ocidente europeu, a interiorização da guerra nos modos de organização social. De que teria havido um deslocamento do valor da guerra para a política, positivando-a, legitimando a própria guerra como um modo de governar e, por consequência, como modo de vida. Nesse viés, Foucault observa que a política que se desenvolve nos Estados Modernos é a guerra continuada por outros meios. Governa-se para manter a guerra. Este ensaio discute alguns impactos desse discurso no campo das artes.

Palavras-chave:
Subjetividade; Biopolítica; Arte de Rua; Resistência

ABSTRACT

In Society Must Be Defended, Michel Foucault presents the idea that there was at one point in the history of western Europe, the internalization of the war in the modes of social organization. That would have been a value shift from war to politics, asserting it, legitimizing the war itself as a way of governing and, therefore, as a way of life. In this vein, Foucault notes that the policy is developed in the Modern is war continued by other means. Governors to keep the war. This essay discusses some impacts of this discourse in the arts.

Keywords:
Subjectivity; Biopolitics; Street Art; Resistance

RÉSUMÉ

Dans Il fault défendre la société, Michel Foucault présente l'idée qu'il y avait à un moment dans l'histoire de l'Europe occidentale, l'intériorisation de la guerre dans les modes d'organisation sociale. Cela aurait été un changement de la valeur de la guerre à la politique, c'est affirmer, légitimer la guerre elle-même comme une façon de gouverner et, par conséquent, comme un mode de vie. Dans cette veine, note Foucault que la politique est développée dans la guerre moderne est poursuivi par d'autres moyens. Gouverneurs de garder la guerre. Cet essai discute des impacts de ce discours dans les arts.

Mots-clés:
La Subjectivité; La Biopolitique; Street Art; De la Résistance

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Referências

  • BEY, Haken. Zona Autônoma Temporária. 2. ed. São Paulo: Conrad, 2004. (Coleção Baderna)
  • DELEUZE, Gilles. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. v. 3. São Paulo: Ed. 34, 1996.
  • FOUCAULT, Michel. Em Defesa da Sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999. (Coleção Tópicos)

  • 1
    Carminda Mendes André é doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. É professora na área de Artes Cênicas na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP, em São Paulo. E-mail: carminda.stenio@uol.com.br

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Dez 2011

Histórico

  • Recebido
    Jul 2011
  • Aceito
    Set 2011
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