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Estimativa de taxas de mortalidade por idade e sexo para pequenas áreas com regressão de TOPALS: uma aplicação para o Brasil em 2010

Resumo

A alta variabilidade dos dados nos registros vitais, em razão do baixo número de pessoas expostas, impõe sérios problemas para estimação da mortalidade por idade e sexo em pequenas áreas. Muitas abordagens atuais, incluindo as mais utilizadas no Brasil, estimam as taxas específicas de mortalidade assumindo pressupostos matemáticos rígidos sobre o verdadeiro padrão etário da mortalidade. Padronização indireta, por exemplo, assume que todas as áreas dentro de uma área maior (microrregiões em uma mesorregião, por exemplo) possuem um padrão de mortalidade idêntico, com diferença constante no nível das taxas logarítmicas por idade. Propomos um método estatístico mais flexível que combina regressão Poisson com um modelo relacional denominado TOPALS (DE BEER, 2012). Usamos o novo método para estimar as taxas específicas de mortalidade em pequenas áreas no Brasil (estados, mesorregiões, microrregiões e municípios) em 2010. Resultados para o estado de Minas Gerais mostram diferenças notáveis no padrão de mortalidade por idade entre pequenas áreas adjacentes, demonstrando as vantagens do uso de um método de estimação mais flexível.

Palavras-chave
Mortalidade; Pequenas áreas; Método TOPALS; Regressão Poisson

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