Constituintes químicos de Richardia grandiflora (Cham. & Schltdl.) Steud. (Rubiaceae)

Dentre as diversas formas de terapia para a prevenção e cura de doenças, as plantas foram, indubitavelmente, as mais amplamente utilizadas desde o início da humanidade. O Brasil tem grande diversidade de plantas com potenciais medicinais, ainda não pesquisados, e que são promissoras fontes de inovações terapêuticas e farmacológicas. A família Rubiaceae, considerada a maior da ordem Gentianales, possui cerca de 637 gêneros e 10.700 espécies. Richardia grandiflora (Cham. & Schltdl.) Steud., conhecida popularmente como ervanço, poaia ou ipeca-mirim, tem indicações etnofarmacológicas para uso contra hemorróidas e como vermífugo na forma de decocto. Visando a contribuir com o estudo quimiotaxonômico da família Rubiaceae e tendo em vista a ausência de dados na literatura acerca da constituição química de Richardia grandiflora, esta foi submetida a um estudo fitoquímico para o isolamento de seus constituintes químicos, através dos métodos cromatográficos usuais, e posterior identificação estrutural dos mesmos, utilizando-se os métodos espectroscópicos de RMN ¹H e 13C uni e bidimensionais, além de comparações com modelos da literatura. Deste estudo pioneiro com R. grandiflora foram isolados e identificados cinco constituintes: uma mistura dos esteróides beta-sitosterol e estigmasterol, o ácido o-hidroxibenzóico, o ácido m-metoxi-p-hidroxi-benzóico e a feofitina A, todos inéditos no gênero Richardia.

Richardia grandiflora; Rubiaceae; beta-sitosterol; estigmasterol; ácido o-hidroxibenzóico; ácido m-metoxi-p-hidroxi-benzóico; feofitina A


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