Lectinas de sementes de Pisum arvense comportam-se diferentemente das proteinas de reserva durante a germinação no escuro

A mobilização das proteínas de sementes de Pisum arvense L. durante a germinação na ausência de luz foi estudada. As sementes foram completamente exauridas de suas reservas após 22 dias de germinação e as plântulas cresceram até o 18° dia de germinação. Experimentos de eletroforese em gel de poliacrilamida em presença de SDS indicaram que as principais bandas protéicas, correspondendo às proteínas de reserva de alta massa molecular, foram detectadas apenas até o 7° dia após a germinação. Entretanto, as bandas protéicas correspondentes às lectinas da semente puderam ser detectadas ao longo de todo o processo germinativo, sugerindo que essas proteínas são fortemente resistentes à ação das proteases da semente e devem, de alguma forma, ser importantes para o estabelecimento das plântulas. A atividade hemaglutinante nos cotilédones foi detectada até o 22° dia de germinação, indicando que as lectinas também permaneceram ativas quando os cotilédones estavam bastante exauridos de suas reservas.

Germinação de sementes; mobilização de proteínas; lectina


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