Diabetes mellitus referido e fatores associados em idosos residentes em Campina Grande, Paraíba

Self-reported diabetes mellitus and associated factors among elderly living in Campina Grande, Paraíba, Brazil

Tarciana Nobre de Menezes Natane Daiana Silva Sousa Andreia da Silva Moreira Dixis Figueroa Pedraza Sobre os autores

Resumos

OBJETIVO:

Verificar a prevalência de diabetes mellitus referido e fatores associados em idosos residentes em Campina Grande-PB.

METODOLOGIA:

Trata-se de estudo transversal, de base populacional e domiciliar, com indivíduos de 60 anos de idade ou mais, de ambos os sexos. O diabetes mellitus referido foi considerado variável dependente para fins de análise e de estudo das possíveis associações. As variáveis independentes avaliadas foram: grupo etário, situação conjugal, nível socioeconômico, estado nutricional, prática de atividade física regular, tabagismo e ingestão de bebida alcoólica. Para identificar os fatores associados ao diabetes mellitus referido, foram realizadas análises de regressão univariada e multivariada, por meio do SPSS 17.0.

RESULTADOS:

Foram avaliados 806 idosos (69,1% mulheres), com média etária de 72,4 anos (DP=8,76). A prevalência de diabetes mellitus referido foi de 14,7%. Tanto entre homens como entre mulheres, constatou-se maior prevalência do diabetes mellitus referido no grupo etário de 60 a 69 anos (50% e 48,2%, respectivamente). O diabetes mellitus referido esteve associado às variáveis sobrepeso/obesidade (IC95%: 1,028-4,248; p=0,042) e ingestão de bebidas alcoólicas (IC95%: 1,107-3,092; p=0,019) entre as idosas. Entre os homens, houve associação com a doença referida apenas com a ingestão de bebidas alcoólicas no passado (IC95%: 1,082-13,085; p=0,037).

CONCLUSÃO:

Os resultados deste estudo sugerem influência do estado nutricional e da ingestão de bebidas alcoólicas (atual ou passada) sobre o diabetes mellitus referido em idosos. Conhecer os fatores modificáveis que influenciam essa doença é fundamental para subsidiar o planejamento de ações voltadas para promoção, prevenção e diagnóstico precoce desse agravo.

Idoso; Diabetes Mellitus; Fatores de Risco


OBJECTIVE:

To determine the prevalence of self-reported diabetes mellitus and associated factors in elderly living in the city Campina Grande-PB, Brazil.

METHODOLOGY:

Cross-sectional, population- and home-based study with individuals aged 60 years or older of both sexes. Self-reported diabetes mellitus was considered dependent variable for purposes of analysis and study of possible associations. Independent variables were: age group, marital status, socioeconomic level, nutritional status, regular practice of physical activities, smoking and alcohol consumption. To identify factors associated with self-reported diabetes mellitus, univariate and multivariate regression analyses were performed, using SPSS 17.0.

RESULTS:

Overall, 806 elderly patients (69.1% women) with mean age of 72.4 years (SD=8.76) were assessed. Prevalence of self-reported diabetes mellitus was 14.7%. Higher prevalence of self-reported diabetes mellitus in the age group of 60-69 years (50.0% and 48.2%, respectively) was observed both among men and women. Self-reported diabetes mellitus was associated with overweight/obesity (95% CI: 1.028-4.248, p=0.042) and alcohol consumption (95% CI: 1.107-3.092, p=0.019) among women. Among men, there was an association with the disease only for the past consumption of alcoholic beverages (95% CI: 1.082-13.085, p=0.037).

CONCLUSION:

The results suggest an influence of nutritional status and alcohol consumption (current or past) on diabetes mellitus in the elderly. Knowing the modifiable factors that influence this disease is critical to support the planning of actions for promotion, prevention and early diagnosis of this condition.

Elderly; Diabetes Mellitus; Risk Factors


INTRODUÇÃO

O avanço das tecnologias da área da saúde, o desenvolvimento de políticas públicas voltadas aos idosos e a valorização da atenção primária à saúde, dentre outros aspectos, contribuíram para o significativo aumento da expectativa de vida no Brasil e o marcante envelhecimento populacional.1. Bulgarelli AF, et al. Estudo das queixas sobre saúde bucal em uma população de idosos na cidade de Ribeirão Preto-SP. Rev Bras Geriatr Gerontol 2009;12(2):175-91.

O crescimento do contingente de idosos contribuiu para uma mudança no perfil de morbidade representado pelo aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), as quais configuram a principal causa de morte no mundo.2. Goulart FAA. Doenças crônicas não transmissíveis: estratégias de controle e desafios para os sistemas de saúde. Brasília: OPAS; 2011. Dentre as DCNTs, o diabetes mellitus representa grave problema de saúde pública, devido a sua elevada prevalência mundial, que atinge contornos epidêmicos, sendo um dos principais fatores de risco cardiovascular e cerebrovascular.3. Sartorelli DS, Franco LJ. Tendências do diabetes mellitus no Brasil: o papel da transição nutricional. Cad Saúde Pública 2003;19(Sup 1):S29-36.

Em 2010, cerca de 347 milhões de pessoas no mundo tinham diabetes mellitus e estima-se que em 2030 esta será a sétima principal causa de morte.4. Word Health Organization [Internet]. Geneva: WHO. 2013. Mídia Centre, fact sheets n.312, Diabetes; [revisado em 2013 Oct; acesso em 2013 mai 2]; [cerca de 6 telas]. Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs312/em/índex.html
http://www.who.int/mediacentre/factsheet...
De acordo com estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde, estima-se que no Brasil aproximadamente 11,3 milhões de pessoas serão diabéticas no ano de 2030 e esse aumento ocorrerá, sobretudo, entre os indivíduos dos grupos etários mais avançados.5. Wild S, Roglic G, Green A, Sicree R, King H. Global Prevalence of Diabetes: estimates for the year 2000 and projections for 2030. Diabetes Care 2004;27(5):1047-53.

Determinar a prevalência do diabetes não é tarefa simples, uma vez que a definição de caso é baseada na determinação da glicemia e no uso atual de hipoglicemiantes, o que aumenta o custo e as dificuldades operacionais para obter tais estimativas.6. Passos VM, Barreto SM, Diniz LM, Lima-Costa MF. Type 2 diabetes: prevalence and associated factors in a Brazilian community. The Bambuí health and aging study. São Paulo Med J 2005;123(2):66-71. Sendo assim, a morbidade referida tem sido utilizada como alternativa em inquéritos de saúde, tais como a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD), realizada no Brasil, e o National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), realizado nos Estados Unidos.7. Lima-Costa MF, Peixoto SV, Firmo JOA, Uchoa E. Validade do diabetes auto-referido e seus determinantes: evidências do projeto Bambuí. Rev Saúde Pública 2007;41(6):947-53 Nessas pesquisas, a informação foi obtida por meio da seguinte pergunta: "Algum médico já disse que você tem/tinha diabetes?".

A utilização da morbidade referida para estimar a prevalência do diabetes mellitus apresenta vantagens, pois é um instrumento de baixo custo e rapidez na obtenção da informação, o que viabiliza sua utilização em grandes populações.8. Goldman N, I-Fen L, Weinsteinc M, Yu-Hsuan L. Evaluating the quality of self-reports of hypertension and diabetes. J Clin Epidemiol 2003;56(2):148-54.

Os fatores associados ao desenvolvimento do diabetes mellitus podem ser classificados em três grupos: hereditários, comportamentais e socioeconômicos. Dentre esses, se destacam os fatores de risco comportamentais como: tabagismo; alimentação inadequada com ingestão elevada de alimentos fonte de gorduras trans e saturadas, sal e açúcar; sobrepeso e obesidade; sedentarismo; inatividade física; e consumo abusivo de bebidas alcoólicas.9. World Health Organization. Surveillance of risk factors for noncommunicable diseases: the WHO step wise approach. Geneva: WHO; 2001. Há evidências científicas de que esses fatores causam a maioria dos novos casos de diabetes mellitus e aumentam o risco de complicações em pessoas que têm a doença.2. Goulart FAA. Doenças crônicas não transmissíveis: estratégias de controle e desafios para os sistemas de saúde. Brasília: OPAS; 2011.

Estudos verificando os fatores associados ao diabetes mellitus referido em idosos têm sido realizados tanto no Brasil7. Lima-Costa MF, Peixoto SV, Firmo JOA, Uchoa E. Validade do diabetes auto-referido e seus determinantes: evidências do projeto Bambuí. Rev Saúde Pública 2007;41(6):947-53 , 1010 . Mendes TAB, Goldbaum M, Segri NJ, Barros MBA, Cesar CLG, Carandina L et al. Diabetes mellitus: fatores associados à prevalência em idosos, medidas e prática de controle e uso de serviços de saúde em São Paulo, Brasil. Cad Saúde Pública 2011;27(6):1233-43. , 1111 . Viegas-Pereira APF, Rodrigues RN, Machado CJ. Fatores associados à prevalência de diabetes auto-referido entre idosos de Minas Gerais. Rev Bras Estud Popul 2008;25(2):365-76 como internacionalmente.1212 . Balogun WO, Gureje O. Self-reported prevalence type 2 diabetes in the Ibadan study of ageing: relationship with urban residence and socioeconomic status. Gerontology 2013;59(1):3-7.

13 . Ruoling C, Yiqing S, Zhi H, EJ Brunner. Predictors of diabetes in older people in urban China. Plos One 2012;7(11):1-11.
- 1414 . Barceló A, Gregg EW, Pastor-Valero M, Robles SC. Waist circumference, BMI and the prevalence of self-reported diabetes among the elderly of the United States and six cities of Latin America and the Caribbean. Diabetes Res Clin Pract 2007;78(3):418-27. No entanto, há escassez, na literatura científica, de estudos abordando a temática referente ao diabetes mellitus referido em idosos e fatores associados, na Região Nordeste brasileira e mais especificamente, no estado da Paraíba. Diante do exposto, o presente estudo teve como objetivo identificar a prevalência de diabetes mellitus referido e seus fatores associados em idosos residentes no município de Campina Grande, Paraíba, Brasil.

Material e Métodos

Trata-se de estudo de base populacional, domiciliar, do tipo transversal, com coleta de dados primários. A população foi constituída por indivíduos com 60 anos de idade ou mais, de ambos os sexos, residentes habituais da cidade de Campina Grande-PB. Foram excluídos do estudo idosos que apresentassem debilidade clínica grave, sem possibilidades terapêuticas; e os idosos que estivessem ausentes de Campina Grande por mais tempo que a pesquisa de campo no setor censitário de residência do idoso.

Para o cálculo da amostra, utilizou-se uma estimativa de prevalência dos desfechos de, no mínino, 50%, com limite de confiança de 95%, admitindo-se erro de 5% e correção amostral de 2,1, resultando numa amostra de 806 idosos.

A amostra deste estudo foi constituída por idosos residentes em 24 setores censitários, dos seis Distritos Sanitários da cidade de Campina Grande. Para a seleção da amostra, foi utilizada a metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divide as cidades em setores censitários, os quais foram obtidos de forma aleatória.

A obtenção da amostra ocorreu da seguinte forma: todos os quarteirões de cada setor censitário foram numerados, para posterior sorteio. Após escolha aleatória do quarteirão, a identificação do primeiro domicílio ocorreu considerando como ponto de partida a esquina inicial do setor, em sentido horário. A cada domicílio selecionado, foi saltado um número de nove domicílios, de acordo com cada setor censitário, e assim sucessivamente, a fim de se obter melhor distribuição. Foi considerado domicílio o local utilizado como habitação de uma ou mais pessoas. Os locais constituídos por estabelecimentos coletivos como hospitais, clínicas, escolas, clubes, quartéis e similares, mesmo que destinados aos idosos, foram excluídos da seleção aleatória e, por conseguinte, do estudo.

Se no domicílio selecionado não residisse idoso ou se o mesmo não aceitasse ou não pudesse participar do estudo, outro idoso era procurado no domicílio mais próximo. Quando residia idoso no domicílio, mas ele estivesse ausente, eram realizadas até mais duas visitas de retorno.

O trabalho de campo foi realizado no período de março a setembro de 2007, por três duplas de entrevistadores alunos (voluntários e bolsistas) de cursos de graduação da área da saúde, os quais foram treinados pela coordenadora do estudo. O diabetes mellitus referido (sim, não) foi considerado como variável dependente para fins de análise e de estudo das possíveis associações. Para obtenção da informação sobre o diabetes mellitus referido, foi perguntado ao idoso: "Um médico ou outro profissional de saúde lhe disse que você tem alguma dessas doenças?", tendo oito opções de resposta, entre elas o diabetes mellitus.

As variáveis independentes avaliadas foram: grupo etário (60 a 69 anos, 70 a 79 anos, 80 anos ou mais), situação conjugal (com companheiro, sem companheiro), nível socioeconômico (A/B, C, D/E), estado nutricional (baixo-peso, eutrofia, sobrepeso/obesidade), prática de atividade física regular (sim, não), tabagismo (nunca fumou, fumante atual, ex-fumante) e ingestão de bebida alcoólica (nunca; sim; já ingeriu, mas atualmente não).

O nível socioeconômico de cada idoso foi verificado por meio da utilização de um questionário1515 . Associação Nacional de Empresas de Pesquisa. Critério de classificação econômica Brasil. São Paulo: ANEP; 1999. constituído por informações sobre o grau de instrução e itens de posse da família. Cada dado gera uma pontuação cujo somatório corresponde a determinada classe econômica (A1, A2, B1, B2, C, D, E). Para fins estatísticos, a classificação do nível socioeconômico de cada idoso foi redefinida nas seguintes categorias: A/B, C e D/E.

O estado nutricional dos idosos foi verificado por meio da avaliação do índice de massa corporal (IMC), que consiste na razão entre o peso e o quadrado da estatura (kg/m2). O peso e a estatura foram mensurados com base nas técnicas propostas por Gordon et al.1616 . Gordon CC, Chumlea WC, Roche AF. Stature, recumbent length, and weight. In: Lohman TG, Roche AF, Martorell R, editors. Anthropometric standardization reference manual. Champaign, Illinois: Human Kinetics Books; 1988. p. 3-8. Para a mensuração da estatura, foi utilizado um antropômetro portátil. Para mensuração do peso, foi utilizada balança eletrônica digital portátil, tipo plataforma, com capacidade para 150kg e sensibilidade de 100g. Para análise do estado nutricional, foi considerada a classificação do IMC proposta pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS):1717 . Lebrão ML, Duarte YAO, organizadores. SABE: saúde, bem-estar e envelhecimento. O Projeto Sabe no município de São Paulo: uma abordagem inicial. Brasília: OPAS; 2003. baixo-peso (<23 kg/m2), eutrofia (≥23 kg/m2 e < 28 kg/m2), sobrepeso (≥28 kg/m2 e <30 kg/m2) e obesidade (≥30 kg/m2). Para fins estatísticos, a classificação foi redefinida da seguinte forma: baixo-peso, eutrofia, sobrepeso/obesidade.

A prática de atividade física regular foi considerada entre aqueles idosos que praticavam algum tipo de atividade física ao menos três vezes por semana, por, no mínimo, 30 minutos.

Análise estatística

Foram verificadas as proporções de idosos que referiram e que não referiram presença de diabetes mellitus de acordo com as variáveis independentes. Para identificação dos fatores associados ao relato de diabetes mellitus, foram realizadas análises de regressão univariada, para cálculo dos odds ratios (OR) brutos, com intervalo de confiança (IC) de 95%. Para elaboração do modelo final, foi utilizada análise de regressão logística multivariada, com o método de inclusão passo a passo (forward stepwise), para o cálculo do OR ajustado. As informações estatísticas foram obtidas com o auxílio do aplicativo estatístico Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 17.0.

Aspectos éticos

A pesquisa maior da qual este estudo faz parte foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), registrada sob CAAE 0136.0.133.000-06. Todos os idosos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido depois de receberem explicações verbais e escritas a respeito do estudo.

RESULTADOS

A amostra deste estudo foi composta por 806 idosos (69,1% mulheres), com idade variando de 60 a 103 anos e média de 72,4 anos (DP=8,76). Na tabela 1, é possível observar a distribuição dos idosos de acordo com o diabetes mellitus referido, sexo e grupo etário. A prevalência de diabetes mellitus referido foi de 14,7%. Do total de idosos que referiram diabetes mellitus, 73,9% eram mulheres e 48,7% tinham entre 60 e 69 anos. Não foi verificada associação estatisticamente significativa entre diabetes mellitus referido e sexo (p=0,161) e grupo etário (p=0,389).

Tabela 1.
Distribuição dos idosos de acordo com o diabetes mellitus referido, sexo e grupo etário. Campina Grande-PB, 2007.

A tabela 2 apresenta a regressão univariada em relação ao desfecho diabetes mellitus referido e fatores associados entre as mulheres. Entre as idosas que referiram diabetes mellitus, verificou-se maior prevalência entre as que tinham 60 a 69 anos (48,2%), sem companheiro (51,8%), do nível socioeconômico D/E (49,4%), com sobrepeso/obesidade (48,8%), não praticantes de atividade física (77,6%), que nunca fumaram (49,4%) e que nunca ingeriram bebida alcoólica (61,2%). Houve associação estatisticamente significativa entre o diabetes mellitus referido e as variáveis sobrepeso/obesidade (IC95%: 1,028-4,248; p=0,042) e ingestão de bebidas alcoólicas (IC95%: 1,107-3,092; p=0,019).

Tabela 2.
Regressão univariada em relação ao desfecho diabetes mellitus referido e fatores associados entre as mulheres. Campina Grande-PB, 2007.

As mulheres com sobrepeso/obesidade apresentaram chance duas vezes maior de manifestarem o desfecho que as eutróficas. As idosas que afirmaram ingerir bebida alcoólica apresentaram chance 1,85 vez maior de referirem diabetes mellitus, quando comparadas às que nunca ingeriram.

Quanto aos homens que referiram diabetes mellitus, constatou-se maior prevalência entre os do grupo etário de 60 a 69 anos (50,0%), com companheira (90,0%), do nível socioeconômico C (46,7%), eutróficos (48,1%), não praticantes de atividade física (86,7%), ex-fumantes (66,7%) e que já ingeriram bebida alcoólica, mas não atualmente (73,3%). Houve associação estatisticamente significativa apenas entre o diabetes mellitus referido e a variável ingestão de bebidas alcoólicas (IC95%: 1,082-13,085; p=0,037).

Na tabela 3, é apresentada a regressão univariada em relação ao desfecho diabetes mellitus referido e fatores associados entre os homens. Os idosos que afirmaram ter ingerido bebida alcoólica, mas não atualmente, apresentaram chance 3,7 vezes maior de referirem o diabetes mellitus quando comparados aos que nunca ingeriram.

Tabela 3.
Regressão univariada em relação ao desfecho diabetes mellitus referido e fatores associados entre os homens. Campina Grande-PB, 2007.

Com relação aos resultados da regressão logística multivariada para idosos que referiram diabetes mellitus, tanto entre os homens como entre as mulheres, foram incluídas no modelo as variáveis ingestão de bebidas alcoólicas, situação conjugal, estado nutricional e prática de atividade física regular, as quais apresentaram valor de p<0,20 na associação com o diabetes mellitus referido. Após serem testados os modelos, permaneceu, tanto entre os homens como entre mulheres, apenas a variável ingestão de bebidas alcoólicas.

DISCUSSÃO

O diabetes mellitus constitui uma doença bastante limitante, capaz de causar grandes danos à capacidade de realizar atividades diárias, à qualidade de vida e à autonomia do indivíduo, acarretando complicações encefálicas e cardiovasculares, doença renal crônica, amputações, cegueira, entre outros.1818 . Francisco PMSB, Belon AP, Barros MBA, Carandina L, Alves MCGP, G Moises et al. Diabetes auto-referido em idosos: prevalência, fatores associados e práticas de controle. Cad Saúde Pública 2010;26(1):175-84. Estudos têm sido realizados em diferentes países para determinar a prevalência do diabetes entre idosos.1010 . Mendes TAB, Goldbaum M, Segri NJ, Barros MBA, Cesar CLG, Carandina L et al. Diabetes mellitus: fatores associados à prevalência em idosos, medidas e prática de controle e uso de serviços de saúde em São Paulo, Brasil. Cad Saúde Pública 2011;27(6):1233-43.

11 . Viegas-Pereira APF, Rodrigues RN, Machado CJ. Fatores associados à prevalência de diabetes auto-referido entre idosos de Minas Gerais. Rev Bras Estud Popul 2008;25(2):365-76
- 1212 . Balogun WO, Gureje O. Self-reported prevalence type 2 diabetes in the Ibadan study of ageing: relationship with urban residence and socioeconomic status. Gerontology 2013;59(1):3-7. , 1919 . Andrade F. Estimating diabetes and diabetes-free life expectancy in Mexico and seven major cities in Latin America and the Caribbean. Rev Panam Salud Publica 2009;26(1):9-16.

20 . Reyes-Morales H, Gómez-Dantés H, Torres-Arreola LP, Tomé-Sandoval P, Galván-Flores G, González-Unzaga MA et al. Necesidades de salud en áreas urbanas marginadas de México. Rev Panam Salud Pública 2009;25(4):328-36.
- 2121 . Pelegrini A, Coqueiro RS, Petroski EL, Benedetti TRB. Diabetes mellitus auto-referido e sua associação com excesso de peso em idosos. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2011;13(6):442-7.

Apesar de estudos com idosos mostrarem associação do diabetes mellitus referido e sexo,1919 . Andrade F. Estimating diabetes and diabetes-free life expectancy in Mexico and seven major cities in Latin America and the Caribbean. Rev Panam Salud Publica 2009;26(1):9-16. nível socioeconômico,1313 . Ruoling C, Yiqing S, Zhi H, EJ Brunner. Predictors of diabetes in older people in urban China. Plos One 2012;7(11):1-11. atividade física regular,2222 . Sociedade Brasileira de Diabetes. Atualização brasileira sobre diabetes. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Diabetes; 2006. tabagismo2323 . Luo J, Rossouw J, Tong E, Giovino GA, Lee CC, Chen C et al. Smoking and diabetes: does the increased risk ever go away? Am J Epidemiol 2013;177(12):1918-29. e situação conjugal,1010 . Mendes TAB, Goldbaum M, Segri NJ, Barros MBA, Cesar CLG, Carandina L et al. Diabetes mellitus: fatores associados à prevalência em idosos, medidas e prática de controle e uso de serviços de saúde em São Paulo, Brasil. Cad Saúde Pública 2011;27(6):1233-43. neste estudo essas associações não foram observadas. No entanto, há que se considerar a elevada prevalência de idosos que referiram diabetes mellitus com idade entre 60 e 69 anos; com baixo nível socioeconômico; não apresentando prática de atividade física regular; não tabagistas; e com companheira (observado apenas entre os homens), tendo em vista que algumas dessas variáveis precisam ser consideradas em estratégias preventivas.

Essas estratégias são importantes para o controle metabólico da doença, pois esse controle rigoroso, associado a medidas relativamente simples, é capaz de prevenir ou retardar o aparecimento das complicações crônicas do diabetes, resultando em melhor qualidade de vida ao indivíduo diabético.1010 . Mendes TAB, Goldbaum M, Segri NJ, Barros MBA, Cesar CLG, Carandina L et al. Diabetes mellitus: fatores associados à prevalência em idosos, medidas e prática de controle e uso de serviços de saúde em São Paulo, Brasil. Cad Saúde Pública 2011;27(6):1233-43.

Neste estudo, entre as mulheres, as maiores proporções de idosas que referiram diabetes mellitus foram verificadas entre as com sobrepeso/obesidade, as quais apresentaram risco significativamente aumentado. Esse achado corrobora outras pesquisas realizadas com idosos.1818 . Francisco PMSB, Belon AP, Barros MBA, Carandina L, Alves MCGP, G Moises et al. Diabetes auto-referido em idosos: prevalência, fatores associados e práticas de controle. Cad Saúde Pública 2010;26(1):175-84. , 1919 . Andrade F. Estimating diabetes and diabetes-free life expectancy in Mexico and seven major cities in Latin America and the Caribbean. Rev Panam Salud Publica 2009;26(1):9-16. , 2424 . Tinoco ALA, Brito LF. Sobrepeso e obesidade medidos pelo índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC) e relação cintura quadril (RCQ), de idosos de um município da Zona da mata Mineira. Rev Bras Geriatr Gerontol 2006;9(2):63-73.

A presença de obesidade constitui fator de risco importante para o aumento do diabetes mellitus não insulinodependente ou tipo 2 e da morbi-mortalidade por outras doenças, como dislipidemias, hipertensão arterial, doença da vesícula biliar, doença coronariana isquêmica, doenças ósteo-articulares e em alguns tipos de câncer. Além disso, as mulheres apresentam maior prevalência de obesidade quando comparadas aos homens, principalmente os idosos.2525 . Kain J, Vio F, Albala C. Obesity trends and determinant factors in Latin América. Cad Saúde Pública 2003;19(suppl 1):S77-86. Em estudo populacional realizado em Florianópolis- SC com o objetivo de verificar a associação entre o diabetes mellitus e o excesso de peso em idosos, observou-se que o excesso de peso foi positivamente associado ao diabetes mellitus independentemente de sexo, faixa etária, renda mensal, grau de instrução, atividade física regular e hipertensão arterial.2121 . Pelegrini A, Coqueiro RS, Petroski EL, Benedetti TRB. Diabetes mellitus auto-referido e sua associação com excesso de peso em idosos. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2011;13(6):442-7.

Reconhecendo o sobrepeso e a obesidade como fatores de risco para o diabetes mellitus, as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes recomendam a redução de peso como uma das principais medidas de tratamento não farmacológico da doença.2626 . Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2009. São Paulo: Sociedade Brasileira de Diabetes; 2009.

Ainda entre as mulheres, foi observado que a ingestão atual de bebidas alcoólicas esteve associada com o diabetes mellitus, tendo as idosas apresentado maior risco quando comparadas às que nunca ingeriram bebidas alcoólicas. Belon et al.,2727 . Belon AP, Belon AP, Francisco PMSB, Barros MBA, César CLG, Carandina L, Goldbaun L et al. Diabetes em idosos: perfil sócio-demográfico e uso de serviços de saúde. In: Encontro Nacional de Estudos Populacionais: Anais do 19º Encontro Nacional de Estudos Populacionais; população governança e bem-estar; 29 de setembro a 03 de outubro de 2008; Caxambu, MG. Caxambu: ABEP; 2008. p. 1-10. ao realizarem estudo de base populacional com idosos em seis municípios do estado de São Paulo, verificaram significância estatística entre a frequência da ingestão de álcool igual ou superior a duas vezes por semana e o diabetes mellitus. Estudo realizado por Passos et al.6. Passos VM, Barreto SM, Diniz LM, Lima-Costa MF. Type 2 diabetes: prevalence and associated factors in a Brazilian community. The Bambuí health and aging study. São Paulo Med J 2005;123(2):66-71. com o objetivo de descrever a prevalência e fatores clínicos associados ao diabetes entre os adultos e idosos também verificou tal associação.

Na literatura, ainda não há descrição exata dos mecanismos de ação do álcool sobre o diabetes; entretanto, alguns estudos documentam forte ligação entre o consumo de álcool e liberação de adipocinas e marcadores de inflamação, o que pode estar relacionado com a patogênese do diabetes mellitus.2828 . Sierksma A, Patel H, Ouchi N. Effect of moderate alcohol consumption on adiponectin, tumor necrosis factor-alpha, and insulin sensitivity. Diabetes Care 2004;27(1):184-9. , 2929 . Li S, Shin HJ, Ding EL, van Dam RM. Adiponectin levels and risk of type 2 Diabetes: a systematic review and meta-analysis. JAMA 2009;302(2):179-88. Além dessa possível influência da ingestão de bebidas alcoólicas sobre o desenvolvimento do diabetes mellitus, uma vez que a doença esteja instalada, a ingestão crônica de bebidas alcoólicas pode influenciar o desenvolvimento do diabetes mellitus, pois pode acentuar problemas nutricionais, convulsões, hipoglicemia, neuropatia e outras condições sanitárias comuns a pacientes diabéticos e pessoas dependentes de álcool.3030 . Brick J, Wallen MC, Lorman WJ. Interaction of alcohol with medications and other drugs. In: Brick J, editor. Handbook of the medical consequences of alcohol and drug abuse. 2nd. New York: Haworth Press; 2008. p. 529-65.

Quanto aos homens deste estudo, a única variável significativamente associada ao diabetes mellitus referido foi a ingestão de bebidas alcoólicas no passado e atualmente não. Estudo prospectivo envolvendo 36.527 participantes com idades entre 40 e 69 anos, na Austrália, verificou que os homens ex-bebedores apresentaram maior risco para o diabetes mellitus tipo 2, quando comparados aos abstêmios.3131 . Hodge AM, English DR, O'Dea K, Giles GG. Alcohol intake, consumption pattern and beverage type, and the risk of type 2 diabetes. Diabet Med 2006;23(6):690-7.

Embora neste estudo tenha sido observada associação entre diabetes e ingestão de bebidas alcoólicas no passado, estudos primários longitudinais, revisões sistemáticas e meta-análises que incluem idosos em suas amostras têm evidenciado que o consumo moderado de álcool é fator de proteção para o diabetes mellitus tipo 2 em homens e mulheres, enquanto que abstêmios e bebedores compulsivos têm maior risco de apresentar diabetes.3232 . Babor T, Rehm J, Jernigan D, Vaeth P, Monteiro M, Lehman H. Alcohol, diabetes, and public health in the Americas. Rev Panam Salud Pública 2012;32(2):151-5.

Na literatura consultada, não foi encontrado estudo que explicasse o mecanismo pelo qual a ingestão passada, e não atual, da bebida alcoólica, estaria influenciando no diabetes mellitus. No entanto, diante dessa constatação, tanto neste estudo como em outros, há que suscitar o questionamento sobre o fato de os efeitos da ingestão de bebidas alcoólicas serem tão maléficos e duradouros para o acometimento do diabetes mellitus que, mesmo tendo parado de beber, o indivíduo em determinado momento da vida sofrerá suas consequências.

Como pode ser observado, as variáveis que se apresentaram significativamente associadas ao diabetes mellitus referido, tanto em mulheres como em homens, estão relacionadas ao estilo de vida, como é o caso do excesso de peso e da ingestão de bebidas alcoólicas. Ainda que os fatores não modificáveis, como o histórico familiar e a idade, possam estar presentes, na prática, os fatores modificáveis ou comportamentais devem ser priorizados nas estratégias de intervenção.3333 . Lyra R, Oliveira M, Lins D, Cavalcanti N. Prevenção do diabetes mellitus tipo 2. Arq Bras Endocrinol Metab 2006;50(2):239-49. Assim, fazem-se necessárias estratégias preventivas eficazes que atuem sobre esses fatores, incluindo o incentivo à prática regular de atividade física e à adoção de hábitos saudáveis.2121 . Pelegrini A, Coqueiro RS, Petroski EL, Benedetti TRB. Diabetes mellitus auto-referido e sua associação com excesso de peso em idosos. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2011;13(6):442-7.

Em indivíduos portadores de diabetes mellitus, uma alimentação balanceada associada a um programa de exercícios físicos regulares vem mostrando benefícios na melhoria do controle glicêmico, na redução da frequência cardíaca, da pressão arterial, dos níveis de lipídios plasmáticos, de variáveis antropométricas e do índice de massa corporal (IMC).3434 . Vancea DMM, Vancea JN, Pires MIF, Reis MA, Moura FB, Dib SA. Efeito da freqüência do exercício físico no controle glicêmico e composição corporal de diabéticos tipo 2. Arq Bras Cardol 2009;92(1):23-30. , 3535 . Monteiro LZ, Fiani CRV, DE Freitas MCF, Zanetti ML, Fossi MC. Redução da pressão arterial, da IMC e da glicose após treinamento aeróbico em idosas com diabete tipo 2. Arq Bras Cardiol 2010;95(5):563-70.

No presente estudo, algumas limitações podem ser apontadas em relação à cautela na interpretação dos dados apresentados, pois a prevalência do diabetes mellitus referido indica uma estimativa dos casos conhecidos. Além disso, o desenho transversal do estudo não permite distinguir se os fatores que apresentaram associação com o diabetes mellitus referido são causas ou efeitos da própria doença. No entanto, o delineamento e a metodologia utilizados no estudo foram suficientes para atender aos objetivos propostos. Além disso, há que se considerar a relevância do mesmo, tanto pela temática, como por se tratar de pesquisa domiciliar com amostra representativa da população de idosos de uma cidade do Nordeste brasileiro.

Com isso, sugere-se a realização de estudos longitudinais acerca do diabetes mellitus em idosos e os prováveis fatores de risco em amostras representativas da população idosa, que permitam maior conhecimento sobre a temática. É importante, ainda, que esses estudos sejam realizados em diferentes cidades e regiões, no intuito de fornecer informações específicas de cada localidade.

CONCLUSÃO

Os resultados obtidos neste estudo sugerem uma provável influência da ingestão de bebidas alcoólicas sobre o diabetes mellitus em indivíduos idosos, tanto do sexo masculino como feminino. No entanto, houve diferença entre as categorias influenciadoras, tendo sido entre as mulheres a ingestão atual de bebidas alcoólicas e entre os homens a ingestão no passado, e não atualmente.

Identificar a prevalência do diabetes mellitus é essencial para o entendimento da magnitude do problema; além disso, o diabetes mellitus é uma doença crônica que exige tratamento e controle contínuos. Sendo assim, conhecer os fatores e características modificáveis que influenciam suas complicações é fundamental para traçar estratégias de mudanças de comportamentos relacionados à saúde e exercer importante papel em sua prevenção.

Diante dos achados deste estudo, ressalta-se a importância de estimar a prevalência do diabetes mellitus e seus fatores associados na população idosa, uma vez que seus resultados constituem notável subsídio para o planejamento de ações, programas e políticas de saúde voltadas para a promoção, prevenção e diagnóstico precoce desse agravo.

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  • Apoio financeiro: Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPESQ)/ Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)/ Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), edital nº 002/05.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Oct-Dec 2014

Histórico

  • Recebido
    05 Set 2013
  • Revisado
    07 Abr 2014
  • Aceito
    29 Maio 2014
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