Influência da tibolona e do exercício físico aeróbio sobre a antropometria e o perfil lipídico na menopausa

Eliana Aguiar Petri Nahás

Resumo de Tese

Influência da Tibolona e do Exercício Físico Aeróbio sobre a Antropometria e o Perfil Lipídico na Menopausa

Dissertação de Mestrado, apresentada ao Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade, Estadual Paulista, em 14/11/97.

Autor: Eliana Aguiar Petri Nahás

Orientador: Prof. Dra. Anagloria Pontes

Na menopausa há aumento do depósito de gordura abdominal influenciado pelo hipoestrogenismo e hiperandrogenismo relativo. A obesidade androgênica é metabolicamente diferente da ginecóide, porque apresenta maiores taxas de lipólise, com conseqüentes alterações negativas no perfil lipídico e aumento do risco para doença cardiovascular (DCV). O objetivo deste estudo foi avaliar as repercussões sobre a antropometria e perfil lipídico da mulher em menopausa, submetidas ao exercício físico aeróbio e à tibolona. Dezenove mulheres menopausadas foram divididas em 2 grupos: obesas (n=12) e não-obesas (n=7) e seguidas por 18 meses. As pacientes realizaram exercício físico aeróbio isolado, por 6 meses, com duração de 75 minutos, em três períodos semanais. O exercício foi associado à tibolona, na dose oral de 2,5 mg/dia, durante 12 meses. A antropometria foi avaliada pelo índice de massa corpórea (IMC), pela relação cintura-quadril (RCQ) e pela medida de pregas cutâneas. Considerou-se obesidade o IMC3 30 kg/m2 e a distribuição de gordura androgênica, quando RCQ > 0,80. A porcentagem de gordura corporal, obtida pelo somatório das medidas de pregas cutâneas, foi considerada elevada, acima de 30%. Avaliou-se no perfil lipídico o colesterol total, HDL, LDL, VLDL e triglicerídeos. Inicialmente, observou-se o colesterol total e LDL elevados, com HDL, VLDL e triglicerídeos normais em todas as pacientes. Independentemente do IMC e da porcentagem de gordura corporal, as pacientes apresentavam RCQ androgênica. Com exercício físico aeróbio isolado, ocorreu redução da porcentagem de gordura corporal e queda do colesterol total, LDL, VLDL e dos triglicerídeos, ao passo que o HDL, o IMC e a RCQ não se alteraram. Quando associado à tibolona não se observou ganho de peso ou de gordura corporal, mas ocorreu diminuição da RCQ. Os valores de colesterol total e LDL mantiveram-se inalterados, ao passo que houve queda acentuada do HDL com 6 meses da tibolona, retornando seus valores próximos aos basais no final dos 12 meses. Os triglicerídeos e VLDL continuaram em decréscimo significativo até o final do estudo. Observou-se homogeneidade das respostas entre obesas e não-obesas quanto ao perfil lipídico e parâmetros antropométricos. O exercício físico contribuiu para redução da porcentagem de gordura corporal e dos níveis do colesterol total e LDL e, a tibolona para diminuição da RCQ e dos triglicerídeos e VLDL. Estes resultados sugerem que o exercício físico aeróbio e a tibolona podem ter efeitos benéficos e complementares sobre a antropometria e o perfil lipídico, na mulher em menopausa.

Palavras-chave: Menopausa. Perfil lipídico. Exercício físico. Terapia de reposição hormonal.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    11 Abr 2007
  • Data do Fascículo
    Jul 1998
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