Frequência de medo de agulhas e impacto de uma abordagem educacional multidisciplinar em gestantes com diabetes

OBJETIVO: Avaliar a frequência do medo de agulhas e o impacto de um programa educacional multidisciplinar em mulheres com diabetes pré-gestacional e gestacional em uso de insulinas durante a gravidez. MÉTODOS: O questionário Diabetes Fear of Injecting and Self-testing Questionnaire (D-FISQ) resumido, composto por duas subescalas que acessam o medo de injeções (FSI) e o medo da automonitoração (FST), foi administrado duas vezes durante a gestação de 65 mulheres com diabetes pré-gestacional e gestacional: na primeira consulta endocrinológica e dentro das últimas duas semanas de gestação ou pós-parto. Durante a gravidez, as gestantes foram submetidas a um programa multidisciplinar sistematizado para prover educação em diabetes. A análise estatística foi realizada por meio dos testes de Wilcoxon e McNemar e a correlação de Spearman. Valor p<0,05 foi considerado como significativo. RESULTADOS: A aplicação do questionário D-FISQ resumido indicou que 43,1% das gestantes apresentavam medo de agulhas na primeira avaliação. Houve significativa redução nos escores das subescalas FSI e FST entre a primeira e segunda avaliação (primeiro FSI 38,5% comparado com o segundo 12,7%, p=0,001; primeiro FST 27,7% comparado com segundo FST 14,3%, p=0,012). CONCLUSÃO: O medo de agulhas é frequente em gestantes em uso de terapia com insulina, e um organizado programa multidisciplinar educacional em diabetes aplicado durante a gestação reduz os escores do medo.

Diabetes gestacional; Insulina; Educação em saúde; Medo; Injeções intravenosas


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