Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Volume: 36, Issue: 1, Published: 2014
  • Falsificação, fabricação e plágio nas publicações científicas Editorial

    Andrade, Jurandyr Moreira de
  • Mudanças na revista em 2014 Nota do Editor

    Andrade, Jurandyr Moreira de
  • Competências adquiridas durante a formação médica e as opiniões e atitudes sobre o aborto Artigos Originais

    Darzé, Omar Ismail Santos Pereira; Azevêdo, Barbara Kelly Gonçalves

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Avaliar e comparar o conhecimento, as atitudes e opiniões dos estudantes de Medicina quanto ao aborto no Brasil durante o evoluir do curso. MÉTODOS: Estudo transversal envolvendo 174 estudantes de Medicina. Foi aplicado um questionário cujas variáveis dependentes foram: o grau de informação sobre o aborto, incluindo seus aspectos jurídicos no Brasil, as situações em que concordaria com a ampliação do permissivo legal do aborto, o conhecimento de alguém submetido ao abortamento e o desconforto em realizar o procedimento de forma legal. As variáveis independentes estudadas foram: dados sociodemográficos, religião e situação acadêmica (primeira ou segunda metade do curso). Para análise dos dados foram utilizados os testes do χ2 e exato de Fischer, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: Entre os entrevistados, 59,8% foram considerados bem informados acerca do tema. Os estudantes demonstraram conhecimento a respeito das complicações decorrentes do abortamento, sem diferenças com o evoluir do curso. O conhecimento dos aspectos legais do abortamento no Brasil foi demonstrado por 48,9% da amostra, sendo significativamente superior entre os alunos da segunda metade do curso (34,0 e 68,9% respectivamente; p<0,001). A vivência de situações do abortamento clandestino foi significativamente maior entre os alunos da metade final do curso (35,0 e 59,4% respectivamente p<0,001), o mesmo ocorrendo quanto ao conhecimento de alguém que tenha sido submetida ao procedimento de forma ilegal (5,0 e 18,9% respectivamente; p<0,001). A ampliação do permissivo legal do abortamento no Brasil foi concordado por 86,2% da amostra, porém 54,6% dos estudantes relataram que se sentem desconfortáveis em realizar o procedimento mesmo de forma legal, ambos sem significância estatística com o evoluir do curso. CONCLUSÕES: A vivência do abortamento e o conhecimento de seus aspectos jurídicos foram significativamente maiores entre os alunos da segunda metade do curso, não se observando mudanças nas atitudes e opiniões sobre o aborto com as competências durante a formação médica.

    Abstract in English:

    PURPOSE: To analyze and compare the knowledge, attitudes and opinions of medical students about abortion in Brazil during the progression of the course. METHODS: This was a cross-sectional study involving 174 medical students. A questionnaire was applied whose dependent variables were degree of information about abortion, including its legal aspects in Brazil, situations in which the students would agree with the expansion of permitted legal abortion, knowledge of someone undergoing abortion, and discomfort about performing the procedure legally. The independent variables were sociodemographic data, religion, and academic standing (first or second half of the course). For data analysis it was used χ2 and Fisher's exact tests, with the level of significance set at 5%. RESULTS: Among the interviewees, 59.8 % considered themselves well informed about the topic. Students demonstrated knowledge about the complications of abortion, with no differences with the progression of the course. Knowledge about the legal aspects of abortion in Brazil was shown by 48.9% of the sample, being significantly higher among students in the second half of the course (34.0 and 68.9%, respectively; p<0.001). Experiencing situations of clandestine abortion was significantly higher among students in the final half of the course (3.05 and 59.4%, respectively; p<0.001), the same being observed about knowing someone who underwent the procedure illegally (5.0 and 18.9%, respectively; p<0.001). The expansion of permissive legal abortion in Brazil was agreed about by 86.2% students, although 54.6% of the students reported that they felt uncomfortable about performing the procedure even legally, without statistical significance with the evolution of the course regarding the two situations. CONCLUSIONS: The experiences of abortion and the knowledge of legal aspects were significantly higher among students in the second half of the course, with no significant changes in attitudes or opinions about abortion being observed with the competences acquired during medical training.
  • Variáveis perinatais e associação de recém-nascidos de muito baixo peso ao nascer em hospital público universitário do Brasil Artigos Originais

    Figueiró-Filho, Ernesto Antonio; Oliveira, Vanessa Marcon de; Ferreira, Cristiane Munaretto; Silva, Vânia Muniz da; Tinos, Alexandra Lau da Silva; Kanomata, Letícia Barrios

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Verificar a associação de variáveis perinatais com o nascimento de recém-nascidos pré-termo de muito baixo peso ao nascer (MBPN). MÉTODOS: Foi um estudo retrospectivo com análise de prontuários de recém-nascidos (RN) de parto pré-termo espontâneo com admissão em unidade de terapia intensiva neonatal. Os RN pré-termo foram distribuídos em dois grupos: grupo muito baixo peso ao nascer (MBPN; peso <1.500g) e grupo baixo peso ao nascer (BPN; peso ≥1.500g e <2.500g). Foram pesquisadas variáveis de pré-natal maternas de intercorrências durante a gestação e parto/periparto e intercorrências fetal/neonatal. Foi realizada análise estatística por meio do teste exato de Fisher ou χ2, com cálculo do risco relativo (RR), considerando valor p≤0,05 e teste t de Student para comparação das médias dos grupos. RESULTADOS: As comorbidades hemorrágicas (p=0,006; RR=1,2) e hipertensivas (p=0,04; RR=1,5), parto operatório (p=0,001; RR=0,5), idade gestacional <33 semanas (p<0,001; RR=16,7) e Apgar de 1° e 5° minuto (p=0,006; RR=1,6; p=0,01; RR=1,9) estiveram associadas à ocorrência de MBPN. Os RN com MBPN apresentaram associação significativa para ocorrência de comorbidades metabólicas (p=0,01; RR=1,8), neurológicas (p=0,01; RR=1,7) e infecciosas (p=0,001; RR=1,9), período de internação >4 semanas (p=0,02; RR=1,8) e óbito neonatal precoce (p=0,001; RR=2,9). CONCLUSÕES: Fatores como comorbidades hipertensivas e hemorrágicas durante a gestação e parto com idade gestacional inferior a 33 semanas foram associadas ao nascimento de recém-nascidos de MBPN. Esse grupo de recém-natos também apresentou RR elevado para a ocorrência de óbito neonatal precoce.

    Abstract in English:

    PURPOSE: To investigate the association of perinatal variables with the birth of very low birth weight (VLBW) preterm newborns. METHODS: It was a retrospective study of the medical records of infants born after spontaneous preterm labor with admission to a neonatal intensive care unit. Preterm infants were divided into two groups: very low birth weight (VLBW) group (weight <1,500 g) and low birth weight (LBW) group (weight ≥1,500 g and <2,500 g). Prenatal variables such as maternal complications during pregnancy and childbirth/postpartum, and fetal/neonatal complications were investigated. Statistical analysis was performed using the Fisher exact test or χ2 test, with calculation of relative risk (RR), and the Student t test for comparison of group means, with the level of significance set at p≤0.05. RESULTS: Hemorrhagic comorbidities (p=0.006; RR=1.2) and hypertension (p=0.04; RR=1.5), surgical delivery (p=0.001; RR=0.5), gestational age <33 weeks (p< 0.001; RR=16.7) and Apgar score at 1st and 5th minute (p=0.006; RR=1.6; p=0.01; RR=1.9) were associated with the occurrence of VLBW. Infants with VLBW had a significant association with the occurrence of metabolic comorbidities (p=0.01; RR=1.8), neurological (p=0.01; RR=1.7) and infectious diseases (p=0.001; RR=1.9), hospitalization >4 weeks (p=0.02; RR=1.8) and early neonatal death (p=0.0001; RR=2.9). CONCLUSIONS: Factors such as hypertension and bleeding comorbidities during delivery and management of gestational age of less than 33 weeks were associated with the birth of VLBW newborns. This group of infants also showed higher RR for the occurrence of early neonatal death.
  • Vertical transmission from abortive material and blood with emphasis on Toxoplasma gondii Artigos Originais

    Barbaresco, Aline Almeida; Costa, Tatiane Luiza da; Avelar, Juliana Boaventura; Rodrigues, Isolina Maria Xavier; Amaral, Waldemar Naves do; Castro, Ana Maria de

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Analisar os resultados sorológicos, anatomopatológicos e parasitológicos de material abortivo para infecções com risco de transmissão vertical, com ênfase na toxoplasmose. MÉTODOS: Foi realizado um estudo coorte-transversal tratando da prevalência das doenças infectoparasitárias. Participaram da pesquisa 105 mulheres que sofreram aborto espontâneo completo e/ou incompleto; elas foram entrevistadas por meio de um questionário, e foram coletadas amostras de sangue e material abortivo. Foram realizados testes imunológicos para toxoplasmose, doença de Chagas, rubéola, citomegalovírus e sífilis e análise anatomopatológica nos restos ovulares. RESULTADOS: 55% das mulheres tinham entre 20 e 30 anos de idade. A maioria (68%) apresentou idade gestacional entre a 7ª e a 14ª semanas. 54,3% das mulheres tinham o ensino médio completo ou incompleto. Pela análise da sorologia, a infecção com risco de transmissão vertical mais frequente foi o citomegalovírus (CMV) com 97,1% de positividade, e em seguida a rubéola, com 95,2%. A toxoplasmose teve um percentual de 54,3%, a doença de Chagas, de 1,9% e a sífilis, de 0,95%. A análise dos laudos de biópsia demonstrou que 63,1% apresentaram inflamação e 34%, ausência de inflamação. Das análises sorológica, anatomopatológica e parasitológica das 105 mulheres, 57 foram soropositivas para T. gondii, e nenhuma teve resultado positivo para a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e para inoculação em camundongos. CONCLUSÕES: A prevalência de doenças com risco de transmissão congênita nas mulheres com abortamento espontâneo é importante, sendo necessárias pesquisas visando esclarecer a etiologia do aborto.

    Abstract in English:

    PURPOSE: To analyze the serological, anatomopathological and parasitological results obtained from abortive material in order to detect infections with the risk of vertical transmission, with emphasis on toxoplasmosis. METHODS: A cross-sectional cohort study was conducted in order to determine the prevalence of infectoparasitic diseases. A total of 105 women who suffered spontaneous complete or incomplete abortion participated in the study. The women were interviewed, answered a questionnaire and had their blood and abortive material collected. Immunological tests were carried out in order to detect toxoplasmosis, Chagas disease, rubeola, cytomegalovirus and syphilis, and anatomopathological analysis of the ovular remains was performed. RESULTS: 55% of the women studied were 20 to 30 years old. Most of them (68%) presented a gestational age between the 7th and 14th week. 54.3% of the women had complete or incomplete high school education. Serological analysis showed cytomegalovirus (CMV) as the most common vertically transmitted infection with 97.1% positivity, followed by rubeola with 95.2%. Toxoplasmosis showed 54.3% positivity, Chagas disease 1.9% and syphilis 0.95%. Anatomopathological analysis showed inflammation in 63.1% of the cases and absence of inflammation in 34%. The results of the serological, anatomopathological and parasitological analysis of the 105 participants showed that 57 women were T. gondii positive. However, none showed positivity in the polymerase chain reaction (PCR) or in mouse inoculation. CONCLUSIONS: The prevalence of diseases with the risk of vertical transmission is important in women with spontaneous abortion, indicating the need for more research in order to investigate the etiology of abortion.
  • Influência da causa de morte no peso corporal e dos órgãos internos em autópsias perinatais Artigos Originais

    Corrêa, Rosana Rosa Miranda; Rocha, Laura Penna; Petrini, Caetano Galvão; Teixeira, Vicente de Paula Antunes; Castro, Eumenia Costa da Cunha

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Avaliar as variações do peso corporal e dos órgãos internos de crianças autopsiadas no período perinatal e sua relação com a causa de morte. MÉTODOS: Foram incluídos 153 casos de autópsias perinatais realizadas em um hospital universitário do Sudeste do Brasil. Informações sobre causa de morte perinatal, data da autópsia, idade gestacional, peso perinatal e dos órgãos foram recuperadas dos protocolos de autópsia e do prontuário da mãe e/ou do recém-nascido. Foram definidos quatro grupos de causa de morte: malformações congênitas, hipóxia/anóxia perinatal, infecção ascendente e membrana hialina. Encéfalo, fígado, pulmões, coração, baço, timo e suprarrenais foram analisados. RESULTADOS: O peso das crianças com hipóxia/anóxia perinatal (1.834,6±1.090,1 g versus 1.488 g), membrana hialina (1.607,2±820,1 g versus 1.125 g) e infecção ascendente (1.567,4±1.018,9 g versus 1.230 g) foi maior do que o esperado para a idade gestacional. O peso dos pulmões foi maior nos casos com infecção ascendente (36,6±22,6 g versus 11 g) e menor nos casos com malformação congênita (22,0±9,5 g versus 40 g). O peso do baço foi maior nos casos que apresentaram infecção ascendente (8,6±8,9 g versus 3,75 g ). O peso das suprarrenais foi menor nos casos com malformação congênita (3,9±2,1 g versus 5,5 g), o do timo foi menor nos casos com miscelânea (3,7±1,2 g versus 7,5 g) e o do baço foi menor nos casos com imaturidade pulmonar (0,4±0,1 g versus 1,7 g). Todos esses resultados apresentaram diferenças significativas. CONCLUSÕES: Este estudo demonstra que as variações do peso das crianças e de seus órgãos estão relacionadas aos tipos de causa de morte perinatal. Esses dados podem contribuir para uma melhor interpretação dos achados de autópsia e a sua relação anatomoclínica.

    Abstract in English:

    PURPOSE: To evaluate changes in body and internal organ weight of autopsied children in the perinatal period and their relationship with the cause of death. METHODS: One hundred and fifty three cases of perinatal autopsies performed at a university hospital in Southeastern Brazil ere included. Information about cause of perinatal death, date of autopsy, gestational age, perinatal weight and organ weight was obtained from the autopsy protocols and medical records of the mother and/or the newborn. Four groups of causes of death were defined: congenital malformations, perinatal hypoxia/anoxia, ascending infection and hyaline membrane. Brain, liver, lungs, heart, spleen, thymus and adrenals were analyzed. RESULTS: The weight of children with perinatal hypoxia/anoxi (1,834.6±1,090.1 g versus 1,488 g), hyaline membranes (1,607.2±820.1 g versus 1,125 g) and ascending infection (1,567.4±1,018.9 g versus 1,230 g) was higher than expected for the population. Lung weight was higher in cases with ascending infection (36.6±22.6 g versus 11 g) and lower in cases with congenital malformations (22.0±9.5 g versus 40 g). Spleen weight was higher in children with ascending infection (8.6±8.9 g versus 3.75 g ) and adrenal weight was lower in cases with congenital malformations (3.9±2.1 g versus 5.5 g). Thymus weight was lower in cases with miscellaneous causes (3.7±1.2 g versus 7.5 g) and spleen weight was lower in patients with lung immaturity (0.4±0.1 g versus 1.7 g). All results showed significant differences. CONCLUSIONS: This study demonstrates that variations in the weight of children and the weight of their organs are related to the types of cause of perinatal death. These data may contribute to a better interpretation of autopsy findings and their anatomical and clinical relationship.
  • Fatores de risco materno associados à necessidade de unidade de terapia intensiva neonatal Artigos Originais

    Costa, Ana Lúcia do Rêgo Rodrigues; Araujo, Edward; Lima, José Wellington de Oliveira; Costa, Fabrício da Silva

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Determinar os fatores de risco materno que levam recém-nascidos à necessidade de cuidados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. MÉTODOS: Foi realizado um estudo prospectivo observacional tipo caso-controle com 222 (proporção 1:1 de casos e controles) gestantes atendidas em maternidade pública. As variáveis analisadas das puérperas foram: idade da menarca, idade da primeira relação sexual, história de doenças crônicas, hábitos, assistência pré-natal, antecedentes obstétricos, intercorrências clínicas na gestação e parto e variáveis sociodemográficas. As variáveis dos recém-nascidos foram: índice de Apgar, idade gestacional, peso ao nascimento, presença ou não de malformação, necessidade de reanimação e complicações nos recém-nascidos nas primeiras 24 horas. As proporções foram comparadas por meio do teste exato de Fisher ou do γ2 de Pearson. Por intermédio de regressão logística, foram elaborados modelos multivariados utilizando Odds Ratio ajustado com intervalo de confiança (IC) de 95%. RESULTADOS: Em relação à história reprodutiva, foi observado que ≥3 gravidezes e 2 ou 3 cesáreas prévias apresentaram significância estatística (p=0,0 e 0,0, respectivamente). Dentre as complicações que necessitaram de cuidados em UTI neonatal, a prematuridade foi responsável por 61 casos (55,5%), seguido de risco de infecção intraparto, com 46 casos (41,8%). Dentre a história materna, a doença hipertensiva apresentou significância estatística (p=0,0). A ruptura prematura de membranas se associou fortemente à necessidade de UTI neonatal (Odds Ratio - OR=6,1; IC95% 2,6-14,4). CONCLUSÕES: A ruptura prematura de membranas e as doenças hipertensivas devem ter atenção especial na assistência pré-natal, devido à forte associação de recém-nascidos com necessidades de cuidados em UTI neonatal.

    Abstract in English:

    PURPOSE: To evaluate the maternal risk factors that require newborn assistance in neonatal Intensive Care Units (ICU). METHODS: A prospective observational case-control study was conducted on 222 pregnant women (1:1 case-control ratio) attended at a public maternity. The following variables were analyzed in the puerperae: age at menarche, age at first sexual intercourse, history of chronic diseases, habits, prenatal care, obstetric history, clinical complications during pregnancy and childbirth, and sociodemographic variables. The variables of the newborns were: Apgar scores, gestational age, birth weight, presence or absence of malformation, need for resuscitation, and complications during the first 24 hours. Proportions were compared using the Fisher exact test or the Person γ2 test. Multivariable models were developed by logistic regression analysis using adjusted Odds Ratio with a 95% confidence interval (CI). RESULTS: Regarding reproductive history, ≥3 pregnancies and 2 or 3 previous cesareans were sytatistically significant (p=0.0 and 0.0, respectively). Among the complications that required assistance in the neonatal ICU, prematurity was responsible for 61 cases (55.5%), followed by risk of intrapartum infection in 46 cases (41.8%). Regarding the maternal history, the presence of hypertensive disease showed statistical significance (p=0.0). Premature rupture of membranes was strongly associated with the need for the neonatal ICU (Odds Ratio - OR=6.1, 95%CI 2.6-14.4). CONCLUSIONS: Premature rupture of membranes and hypertensive disease should receive special attention in prenatal care due to their strong association with newborns requiring assistance in the neonatal ICU.
  • Doplervelocimetria da artéria uterina no segundo e terceiro trimestres para predição dos resultados gestacionais Original Articles

    Afrakhteh, Maryam; Moeini, Aida; Taheri, Morteza Sanei; Haghighatkhah, Hamid Reza; Fakhri, Mohammad; Masoom, Nina

    Abstract in English:

    PURPOSE: The aim of this longitudinal study was to investigate the value of uterine artery Doppler sonography during the second and third trimesters in the prediction of adverse pregnancy outcome in low-risk women. METHODS: From July 2011 to August 2012, a total of 205 singleton pregnant women presenting at our antenatal clinic were enrolled in this prospective study and were assessed for baseline demographic and obstetric data. They underwent ultrasound evaluation at the time of second and third trimesters, both included Doppler assessment of bilateral uterine arteries to determine the values of the pulsatility index (PI) and resistance index (RI) and presence of early diastolic notch. The endpoint of this study was assessing the sensitivity, specificity, positive predictive value (PPV) and negative predictive value (NPV) of Doppler ultrasonography of the uterine artery, for the prediction of adverse pregnancy outcomes including preeclampsia, stillbirth, placental abruption and preterm labor. RESULTS: The mean age of cases was 26.4±5.11. The uterine artery PI and RI values for both second (PI: 1.1±0.42 versus 1.53±0.59, p=0.002; RI: 0.55±0.09 versus 0.72±0.13, p=0.000 respectively) and third-trimester (PI: 0.77±0.31 versus 1.09±0.46, p=0.000; RI: 0.46±0.10 versus 0.60±0.14, p=0.010 respectively) evaluations were significantly higher in patients with adverse pregnancy outcome than in normal women. Combination of PI and RI >95th percentile and presence of bilateral notch in second trimester get sensitivity and specificity of 36.1 and 97% respectively, while these measures were 57.5 and 98.2% in third trimester. CONCLUSIONS: According to our study, it seems that uterine artery Doppler may be a valuable tool for the prediction of a variety of adverse outcomes in second and third trimesters.

    Abstract in English:

    PURPOSE: The aim of this longitudinal study was to investigate the value of uterine artery Doppler sonography during the second and third trimesters in the prediction of adverse pregnancy outcome in low-risk women. METHODS: From July 2011 to August 2012, a total of 205 singleton pregnant women presenting at our antenatal clinic were enrolled in this prospective study and were assessed for baseline demographic and obstetric data. They underwent ultrasound evaluation at the time of second and third trimesters, both included Doppler assessment of bilateral uterine arteries to determine the values of the pulsatility index (PI) and resistance index (RI) and presence of early diastolic notch. The endpoint of this study was assessing the sensitivity, specificity, positive predictive value (PPV) and negative predictive value (NPV) of Doppler ultrasonography of the uterine artery, for the prediction of adverse pregnancy outcomes including preeclampsia, stillbirth, placental abruption and preterm labor. RESULTS: The mean age of cases was 26.4±5.11. The uterine artery PI and RI values for both second (PI: 1.1±0.42 versus 1.53±0.59, p=0.002; RI: 0.55±0.09 versus 0.72±0.13, p=0.000 respectively) and third-trimester (PI: 0.77±0.31 versus 1.09±0.46, p=0.000; RI: 0.46±0.10 versus 0.60±0.14, p=0.010 respectively) evaluations were significantly higher in patients with adverse pregnancy outcome than in normal women. Combination of PI and RI >95th percentile and presence of bilateral notch in second trimester get sensitivity and specificity of 36.1 and 97% respectively, while these measures were 57.5 and 98.2% in third trimester. CONCLUSIONS: According to our study, it seems that uterine artery Doppler may be a valuable tool for the prediction of a variety of adverse outcomes in second and third trimesters.
  • Colpocitologia de mulheres com diagnóstico de adenocarcinoma do colo do útero Artigos Originais

    Nascimento, Maria Isabel do; Rocha, Luana Bezerra da

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Analisar os achados citológicos de mulheres detectadas com adenocarcinoma do colo do útero, levando em conta o histórico da paciente no ano que antecedeu ao diagnóstico e a histopatologia das lesões. MÉTODOS: Este é um estudo comparativo, retrospectivo conduzido com dados de mulheres com adenocarcinoma ou com carcinoma escamoso do colo do útero detectados entre 2002 e 2008. Os laudos da citologia foram sintetizados de acordo com a terminologia Bethesda revisada em 2001 e foram comparados com a histopatologia de adenocarcinoma e de carcinoma escamoso. Foram verificadas as distribuições dos achados citológicos, a concordância global e corrigida pelo acaso com o uso do coeficiente Kappa de Cohen. Para isso, as alterações citológicas foram agregadas de acordo com a origem epitelial, formando os grupos de células glandulares e de células escamosas, tendo como padrão ouro os grupos de tumor histopatologicamente confirmados (adenocarcinoma versus carcinoma escamoso). RESULTADOS: No período, 284 casos de câncer do colo uterino foram diagnosticados. Os casos efetivamente estudados compreenderam 27 e 54 pacientes com adenocarcinoma e com carcinoma escamoso, respectivamente. O grupo de adenocarcinoma representou 9,5% do total diagnosticado, com 56% das mulheres com idade inferior a 50 anos. A coleta da citologia foi feita em média 92 dias antes do diagnóstico do câncer (variação: 19 dias a 310 dias). Em 41,6% dos casos, a citologia que precedeu o diagnóstico do adenocarcinoma foi indicativa de alterações glandulares do tipo adenocarcinoma e atipias de células glandulares. A concordância simples foi de 73,7% e o coeficiente Kappa de 48,7%, sugerindo moderada concordância. CONCLUSÃO: Nesta população, a citologia teve um importante papel no rastreio de mulheres com adenocarcinoma, embora algumas delas tenham sido referidas para esclarecer sintomas clínicos. A concordância entre os achados da citologia e da histopatologia foi moderada.

    Abstract in English:

    PURPOSE: To analyze the cytological findings of women with cervical adenocarcinoma, taking into account the patient's history in the year prior to diagnosis and the histopathological aspects of the lesions. METHODS: A retrospective comparative study was conducted using data from women with cervical adenocarcinoma or squamous carcinoma detected between 2002 and 2008. The cytological reports were synthesized according to the Bethesda System revised in 2001 and were compared to the histopathological findings of cervical adenocarcinoma and squamous carcinoma. The distributions of cytological findings were calculated, as well as the global agreement and chance-corrected agreement using the Cohen's Kappa Coefficient. For this purpose, the cytological findings were grouped according to the epithelial origin, forming the glandular cell and squamous cell groups, with the histopathologically confirmed tumor types (adenocarcinoma versus squamous carcinoma) being used as the gold standard. RESULTS: A total of 284 cases of cervical cancer were diagnosed during the study period. The effectively studied cases were 27 and 54 patients with adenocarcinoma and squamous carcinoma, respectively. The adenocarcinoma group represented 9.5% of the total cases diagnosed, and 56.0% of the women in this group were younger than 50 years. Cervical cytology was collected on average 92 days before the cancer diagnosis (range: 19 days to 310 days). In 41.6% of cases the cytological results were consistent with glandular alterations such as adenocarcinoma cells or atypical glandular cells. The global agreement and Cohen's Kappa Coefficient were 73.7 and 48.7%, suggesting substantial and moderate agreement, respectively. CONCLUSIONS: In this population, the cytological smears had an important role in screening women with adenocarcinoma, although some of them were referred to clarify the clinical symptoms. The agreement between cytological and histopathological findings was moderate.
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