Este artigo tem a proposta de contribuir para a compreensão do atual estágio da militância protestante, mostrando como a denominação Batista, em especial as igrejas que a representavam no estado da Bahia, atuou no contexto do Golpe Civil-Militar de 1964, e despontou como uma importante produtora de discursos anticomunistas no país. Através da análise das fontes pesquisadas será possível demonstrar que o relacionamento dos batistas baianos com o Governo Militar estadual ocorreu por meio de três formas que se complementam: a defesa do Golpe Civil-Militar e do regime instaurado; a relação de barganha e clientelismo estabelecida entre os batistas baianos e os representantes da Ditadura no governo estadual; e o posicionamento anticomunista exposto na imprensa batista e no pronunciamento de suas lideranças durante esse período.
Palavras-chaves:
Batistas Baianos; Anticomunismo; Ditadura Militar
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