O artigo reflete sobre o processo de transição política da ditadura civil-militar iniciada em 1964, e sobre a construção do ano de 1985 como de término do regime militar e de início da “Nova República”. Objetiva-se problematizar os marcos cronológicos e simbólicos reproduzidos pelas historiografias acadêmica e escolar. Argumenta-se que discursos e manifestações políticas criaram uma memória social que foi apropriada acriticamente e transformada em interpretação quanto ao período. Dessa forma, pretende-se evidenciar os interesses em consolidar o fim da ditadura em 1985, com a posse de um presidente civil.
Palavras-chave:
Ditadura civil-militar; Transição política; Cronologia; Nova República