A digitalização de textos de filósofas brasileiras impulsiona a redefinição e a reconstrução da narrativa filosófica no Brasil. Este artigo propõe uma análise do impacto dessa prática na identidade da filosofia brasileira, enfatizando a crucial redescoberta e visibilidade das contribuições de autoras para o desenvolvimento do pensamento filosófico nacional. A digitalização de suas obras possibilita a redescoberta de autoras relegadas ao esquecimento por décadas, permitindo um questionamento da narrativa tradicional da filosofia brasileira. Compreendemos as Humanidades Digitais como uma metodologia que, ao ser aplicada à história da filosofia no Brasil, não apenas reacende o debate sobre os elementos que a constituem, mas também amplia sua compreensão de forma mais abrangente e inclusiva. Ao desafiar concepções eurocêntricas e restritivas por tanto tempo predominantes, tal redescoberta possibilita uma revisão crítica das bases sobre as quais se assentou a história da filosofia brasileira.
Palavras-chave:
Filósofas Brasileiras; Humanidades Digitais; História da Filosofia Brasileira