O aumento da frequência e da intensidade de ondas de calor secas tem ampliado o perigo de incêndios florestais. Este estudo avaliou, para Brasília em 2024, as relações entre o índice de Estresse Florestal (FBS), sua versão ajustada pela velocidade do vento (wFBS), o Déficit de Pressão de Vapor (VPD) e o índice Hot-Dry-Windy (HDW), com o objetivo de comparar seu desempenho na predição do perigo de incêndios florestais. Foram utilizados dados do INMET, agregados semanalmente para o período mais crítico do dia (15 h-21 h), analisados por meio de correlação de Spearman, análise de resíduos e classificação por percentis. Houve correlações fortes e significativas entre todos os índices (ρ > 0,9), com destaque para a elevada concordância entre FBS e VPD. O FBS e o wFBS apresentaram comportamento preventivo, e anteciparam o início da estação de perigo extremo, enquanto o VPD e o HDW refletiram de forma direta a intensificação das condições atmosféricas secas. A inclusão da velocidade do vento aumentou a variabilidade dos resultados, sugerindo seu papel predominantemente local. Conclui-se que o uso integrado do FBS e do VPD oferece uma abordagem robusta e operacional para o monitoramento e a gestão do perigo de incêndios florestais em escala mesorregional, contribuindo para estratégias preventivas e para políticas de adaptação climática.
Palavras-chave
déficit de pressão de vapor; índice HDW; incêndios florestais
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