Exposição da equipe cirúrgica à radiação ionizante durante procedimentos cirúrgicos ortopédicos Trabalho realizado no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina de Marília (Famema), Marília, SP, Brasil.

Evandro Pereira Palácio André Araújo Ribeiro Bruno Moreira Gavassi Gabriel Guimarães Di Stasi José Antônio Galbiatti Alcides Durigam Junior Roberto Ryuiti Mizobuchi Sobre os autores

OBJETIVO:

avaliar o grau de exposição da equipe cirúrgica ortopédica à radiação ionizante fluoroscópica.

MÉTODOS:

foi dosada a radiação ionizante incidida sobre a equipe cirúrgica ortopédica (R1, R2 e R3) com dosímetros termoluminescentes, distribuídos em regiões anatômicas alvo, com e sem a proteção de avental de chumbo, durante 45 procedimentos de osteossíntese de quadril (DHS), por fraturas transtrocantéricas classificadas como 31-A2.1 (AO).

RESULTADOS:

a dose radioativa sobre o R3 foi de 6,33 mSv, de 4,51 mSv sobre o R2 e de 1,99 mSv sobre o R1 (p = 0,33). A região da tireoide recebeu 0,86 mSv de radiação, a região torácica 1,24 mSv e a região gonadal 2,15 mSv (p = 0,25). Não houve registro de radiação nas dosímetros localizados abaixo dos protetores de biossegurança ou nas costas dos membros da equipe.

CONCLUSÕES:

os membros da equipe cirúrgica que ficaram mais próximos do fluoroscópio receberam maiores doses de radiação do que os que ficaram mais remotamente. As regiões anatômicas abaixo da linha cintura foram as que mais receberam radiação ionizante. Os resultados ressaltam a importância do uso de dispositivos de biossegurança, os quais são efetivos em impedir que a radiação atinja órgãos vitais dos integrantes da equipe médica.

Radiação ionizante; Fluoroscopia; Cirurgia ortopédica


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