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Relação anatômica entre o nervo hipoglosso e a bifurcação carotídea

Anatomical relation between the hypoglossal nerve and the carotid artery bifurcation

Felipe S. G. Fortes Erasmo S. Silva Luiz U. Sennes Sobre os autores

Resumos

Introdução: Nas últimas décadas o índice de complicações neurológicas centrais e mortalidade após cirurgia da artéria carótida (tumor do corpo carotídeo e endarterectomia) diminuiu significativamente. A lesão de nervos cranianos continua pouco alterada e elevada, e a lesão do nervo hipoglosso é a mais freqüente. Objetivo: Estudar a relação entre o nervo hipoglosso e a bifurcação carotídea, determinando a distância entre estas estruturas, além de estudar a influência do sexo, idade, raça e comprimento do pescoço sobre esta medida. Forma de estudo: Experimental. Material e método: Foram realizadas 38 dissecções da artéria carótida em 38 cadáveres. Os cadáveres eram colocados em posição padrão (pescoço em extensão de 95º). Após identificação do nervo e da bifurcação carotídea, foi medida a distância entre as estruturas. O comprimento do pescoço foi medido do processo mastóide até a incisura jugular. Resultados: O nervo hipoglosso não foi encontrado abaixo da bifurcação, e a distância entre o nervo e a bifurcação variou de 0.5 a 4.3 cm (média = 2.1 cm, mediana = 2.0 cm, desvio padrão = 0.63 cm). Comprimento do pescoço, sexo, raça e idade não demonstraram significância estatística. Conclusão: Nesta amostra observamos grande variação anatômica entre o nervo hipoglosso e a bifurcação carotídea, e não houve correlação com comprimento do pescoço, sexo, raça e idade. Um melhor entendimento da anatomia do nervo hipoglosso e a sua variação em relação à bifurcação carotídea são importantes para prevenir lesão do nervo hipoglosso.

nervo hipoglosso; artéria carótida; anatomia; endarterectomia; tumor de corpo carotídeo


Introduction: In the last decades the incidence of central nervous complications and death has decreased, especially in endarterectomy and carotid body tumor. Contrastingly, the incidence of cranial nerve following is a problem that remains high and little changed, and the hypoglossal nerve dysfunction is the most frequent. Aim: The aim of this study was to establish the anatomical relation between the carotid artery bifurcation and hypoglossal nerve. Study design: experimental. Material and method: Carotid artery and hypoglossal nerve dissections were carried out in 38 fresh corpses. All the individuals were placed in standard position and the dissections were performed with surgical technique. The measurements were done in centimeters and millimeters from the dissected carotid bifurcation to the XII nerve in the cervical area. Results: Twenty-six individuals were male and 12 female. The majority were whites, 30, and 8 were non-whites. The distance between hypoglossal nerve and carotid artery bifurcation ranged from 0.5 cm to 4.3 cm, with mean of 2.1 cm, median 2.0 cm and standard deviation of 0.63 cm. Neck length, age, gender and race were related with the measurements and failed to show significant statistic correlation (a > 0.05). Conclusion: In this sample there is a great anatomic variation of the distance between hypoglossal nerve and carotid artery bifurcation and there was no statistical difference concerning age, gender, race and neck length. A better understanding of the anatomic course of this nerve and its variation in relation to carotid artery bifurcation, are relevant to prevent hypoglossal nerve lesions in the carotid artery surgery.

hypoglossal nerve; carotid artery; anatomy; endarterectomy; carotid body tumor


Relação anatômica entre o nervo hipoglosso e a bifurcação carotídea

Anatomical relation between the hypoglossal nerve and the carotid artery bifurcation

Felipe S. G. Fortes1 1 Acadêmico do 6º ano da Faculdade de Medicina da USP. 2 Médico Docente da Disciplina de Topografia Estrutural Humana – Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP. 3 Professor Doutor da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Médico Diretor do Serviço de Bucofaringologia do HCFMUSP. , Dr. Erasmo S. Silva2 1 Acadêmico do 6º ano da Faculdade de Medicina da USP. 2 Médico Docente da Disciplina de Topografia Estrutural Humana – Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP. 3 Professor Doutor da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Médico Diretor do Serviço de Bucofaringologia do HCFMUSP. , Dr. Luiz U. Sennes3 1 Acadêmico do 6º ano da Faculdade de Medicina da USP. 2 Médico Docente da Disciplina de Topografia Estrutural Humana – Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP. 3 Professor Doutor da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Médico Diretor do Serviço de Bucofaringologia do HCFMUSP.

Resumo / Summary

Introdução: Nas últimas décadas o índice de complicações neurológicas centrais e mortalidade após cirurgia da artéria carótida (tumor do corpo carotídeo e endarterectomia) diminuiu significativamente. A lesão de nervos cranianos continua pouco alterada e elevada, e a lesão do nervo hipoglosso é a mais freqüente. Objetivo: Estudar a relação entre o nervo hipoglosso e a bifurcação carotídea, determinando a distância entre estas estruturas, além de estudar a influência do sexo, idade, raça e comprimento do pescoço sobre esta medida. Forma de estudo: Experimental. Material e método: Foram realizadas 38 dissecções da artéria carótida em 38 cadáveres. Os cadáveres eram colocados em posição padrão (pescoço em extensão de 95o). Após identificação do nervo e da bifurcação carotídea, foi medida a distância entre as estruturas. O comprimento do pescoço foi medido do processo mastóide até a incisura jugular. Resultados: O nervo hipoglosso não foi encontrado abaixo da bifurcação, e a distância entre o nervo e a bifurcação variou de 0.5 a 4.3 cm (média = 2.1 cm, mediana = 2.0 cm, desvio padrão = 0.63 cm). Comprimento do pescoço, sexo, raça e idade não demonstraram significância estatística. Conclusão: Nesta amostra observamos grande variação anatômica entre o nervo hipoglosso e a bifurcação carotídea, e não houve correlação com comprimento do pescoço, sexo, raça e idade. Um melhor entendimento da anatomia do nervo hipoglosso e a sua variação em relação à bifurcação carotídea são importantes para prevenir lesão do nervo hipoglosso.

Palavras-chave: nervo hipoglosso, artéria carótida, anatomia, endarterectomia, tumor de corpo carotídeo.

Introduction: In the last decades the incidence of central nervous complications and death has decreased, especially in endarterectomy and carotid body tumor. Contrastingly, the incidence of cranial nerve following is a problem that remains high and little changed, and the hypoglossal nerve dysfunction is the most frequent. Aim: The aim of this study was to establish the anatomical relation between the carotid artery bifurcation and hypoglossal nerve. Study design: experimental. Material and method: Carotid artery and hypoglossal nerve dissections were carried out in 38 fresh corpses. All the individuals were placed in standard position and the dissections were performed with surgical technique. The measurements were done in centimeters and millimeters from the dissected carotid bifurcation to the XII nerve in the cervical area. Results: Twenty-six individuals were male and 12 female. The majority were whites, 30, and 8 were non-whites. The distance between hypoglossal nerve and carotid artery bifurcation ranged from 0.5 cm to 4.3 cm, with mean of 2.1 cm, median 2.0 cm and standard deviation of 0.63 cm. Neck length, age, gender and race were related with the measurements and failed to show significant statistic correlation (a > 0.05). Conclusion: In this sample there is a great anatomic variation of the distance between hypoglossal nerve and carotid artery bifurcation and there was no statistical difference concerning age, gender, race and neck length. A better understanding of the anatomic course of this nerve and its variation in relation to carotid artery bifurcation, are relevant to prevent hypoglossal nerve lesions in the carotid artery surgery.

Key words: hypoglossal nerve, carotid artery, anatomy, endarterectomy, carotid body tumor.

INTRODUÇÃO

A lesão do nervo hipoglosso é a complicação mais freqüente após a cirurgia da artéria carótida4,24, especialmente endarterectomia12 e tumor de corpo carotídeo5.

Nas últimas décadas, com a melhora nas técnicas operatórias, complicações como mortalidade e lesão do sistema nervoso central (acidente cerebral vascular e episódio isquêmico transitório) seguindo a cirurgia da artéria carótida reduziram significativamente2,21. No entanto, devido à complexidade das estruturas anatômicas ao redor da bifurcação carotídea com a proximidade de diversos nervos cranianos, a incidência de disfunção de nervos cranianos após a cirurgia continua elevada e pouca alterada nas últimas décadas, no entanto, recebendo pouca ênfase na literatura1,12,23.

A incidência de lesão de nervo craniano secundária à endarterectomia varia de 3 a 47,5%, e esta variação depende do tipo de estudo conduzido (retrospectivo ou prospectivo) e do método de avaliação utilizado2,21. Os estudos apresentam diferentes incidências de lesão de nervo craniano, e os mais freqüentemente lesados são o nervo hipoglosso (1 – 17%)8,23 e o laríngeo recorrente (1 – 8%)7,19. Outros nervos possivelmente lesados são: marginal da mandíbula1,12,21, auricular magno1,2, laríngeo superior2,7, acessório12, e mais raramente o glossofaríngeo6, cervical transverso22, e o tronco simpático (síndrome de Horner)14.

Da mesma forma, a incidência de complicações neurológicas centrais e mortalidade secundária à cirurgia do tumor de corpo carotídeo diminuiu muito e está ao redor de 0 a 2%, mas a lesão de nervo craniano é um problema que permanece pouco alterado nas últimas décadas e ao redor de 40%5,17. O nervo hipoglosso é o mais freqüentemente lesado10,16,18, embora alguns autores tenham encontrado o nervo vago como o mais freqüentemente lesado9,11. Outras possíveis lesões são: laríngeo superior5,17, nervo mandibular5,9,10,18, o ramo faríngeo do nervo vago5, glossofaríngeo5,10,11,17, acessório5,17, e o tronco simpático5,9,18.

O objetivo deste estudo anatômico é correlacionar o nervo hipoglosso com a bifurcação carotídea, determinando a distância exata entre as estruturas e assim transformar uma impressão clínica em distância medida de forma objetiva, além de alertar o cirurgião quanto à variabilidade desta relação.

MATERIAL E MÉTODO

Entre 1998 e 1999 foram realizadas 38 dissecções da artéria carótida em cadáveres frescos submetidos à necropsia, sendo 26 do sexo masculino e 12 do sexo feminino, com idades variando entre 18 e 85 anos. Dentre estes, 30 eram brancos e 8 não-brancos.

As dissecções foram realizadas no Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) da Universidade de São Paulo. Os cadáveres eram dissecados em posição padrão, com um “coxim” de 10 cm de altura na espinha da escápula e com o pescoço em extensão de 95o. Devido às limitações do SVO quanto às incisões em pele na face e pescoço, foi realizada uma incisão na parede torácica anterior. A seguir, o retalho contendo pele e músculo platisma foi mobilizado superiormente até a exposição dos vasos carotídeos, no trígono carotídeo, paralelo ao músculo esternocleidomastoideo. Através de técnica cirúrgica, a artéria carótida comum foi isolada na sua bifurcação. A dissecção continuou com o isolamento das artérias carótida interna e externa na sua porção cervical. O nervo hipoglosso foi identificado no ponto em que cruza a bifurcação carotídea, e essa relação estudada. A medida obtida foi a da bifurcação até o nervo hipoglosso, através do uso de um paquímetro graduado em milímetros. O comprimento do pescoço dos cadáveres foi medido do processo mastóide até a incisura jugular, para ser correlacionado com a distância estudada.

Os dados foram analisados estatisticamente usando-se o programa “Stat”. O nível de significância foi de 5% (a=0,05%). O método de correlação de Pearson foi usado entre os pares de variáveis.

RESULTADOS

A distância entre o nervo hipoglosso e a bifurcação carotídea variou de 0.5 a 4.3 cm (média = 2.1 cm; mediana = 2.0 cm; desvio padrão = 0.63 cm) em 38 indivíduos. Nesta amostra não há correlação significante entre a distância e idade (r = -0.0786; p = 0.639), sexo (r = -0.1519; p = 0.363), e raça (r = -0.1951; p = 0.241).

Em 29 indivíduos, o comprimento do pescoço foi correlacionado com a distância entre o nervo hipoglosso e a bifurcação carotídea, mas não significância estatística com a medida (r = 0.1454; p = 0.452). O comprimento do pescoço variou de 14 a 29 cm (média = 17,37 cm; mediana = 16,80 cm; desvio padrão = 2.06 cm).

Figura 3


Figura 4


DISCUSSÃO

O nervo hipoglosso deixa o crânio através do canal do hipoglosso, correndo posteriormente à artéria carótida interna e veia jugular interna por aproximadamente 4 cm. Então ele cruza anteriormente a artéria carótida interna, seguindo inferolateralmente entre a artéria carótida interna e a veia jugular interna e profundamente ao ventre posterior do músculo digástrico7,8. A seguir, ele cruza medialmente as artérias carótidas interna e externa sobre a bifurcação carotídea, estabelecendo neste ponto relação com artéria occipital (ramo da artéria carótida externa) e seu ramo esternocleidomastoideo21. O ramo descendente deste nervo que se origina do arco do nervo hipoglosso forma com os nervos cervicais a alça do nervo hipoglosso8. A seguir, o nervo hipoglosso entra na base da língua onde inerva os músculos da língua, intrínsecos e extrínsecos. O nervo hipoglosso também inerva através da sua alça cervical os músculos omoióideo, estrenotireóideo e esternoióideo13.

Existe uma controvérsia na literatura quanto à distância entre o nervo hipoglosso e a bifurcação carotídea: segundo a maior parte dos autores esta distância varia de 3.0 a 5.0 cm20,23, mas há descrições ao redor de 1 a 2 cm7.

A maioria das placas ateroscleróticas na artéria carótida terminam a uma distância de 2.0 a 3.0 cm da bifurcação, geralmente no nível da quarta vértebra cervical6. O nervo hipoglosso provavelmente é o nervo mais freqüentemente lesado devido a sua proximidade da bifurcação7. Quando a bifurcação encontra-se ao nível de C3 ou acima (próxima ao ramo da mandíbula)6, ou em casos de tumor do corpo carotídeo firmemente aderidos à adventícea da artéria ou envolvendo-as (tumor tipo III de Shamblin)10, a exposição cirúrgica é mais difícil e pode requerer manobras como secção do músculo estilohioídeo, ventre posterior do músculo digástrico, processo estilóide, mobilização do pólo inferior da glândula parótida, e até a mobilização da mandíbula para se obter acesso distal ao vaso5. Nestes casos há um risco maior de lesão de nervos, porque o nervo hipoglosso apresenta-se próximo à bifurcação, portanto necessitando de maior mobilização5,7.

A lesão direta ou a secção do nervo hipoglosso é rara, e a fisiopatologia da disfunção é o edema resultante do trauma secundário à retração e dissecção do nervo12. A lesão também pode ocorrer no controle do sangramento dos pequenos vasos ao redor do nervo7,14. A disfunção do nervo do hipoglosso pode se manifestar como desvio da língua ipsilateral à lesão, disartria, dor, dificuldade de mastigação e deglutição, e a paralisia bilateral do nervo hipoglosso pode causar distúrbios de articulação, incapacidade de deglutição, e até mesmo ser uma emergência médica levando a obstrução das vias aéreas e requerendo traqueostomia20. Portanto, quando se realiza uma cirurgia bilateral uma maior atenção é necessária12.

Embora a evolução da maioria das lesões seja benigna com recuperação da função entre 1 e 6 meses14,24, esta pode ser uma importante queixa do paciente ou mesmo tornar-se permanente23. A freqüente multiplicidade da lesão dos nervos cranianos é um outro aspecto importante, aumentando a sua morbidade2,24.

Algumas manobras previamente descritas para ajudar na mobilização medial e superior do nervo hipoglosso são a divisão da artéria occipital, da veia e artéria esternocleidomastoidea, e a secção da alça do hipoglosso8. Apesar da secção da alça do nervo hipoglosso não deixar seqüelas, esta pode ser preservada através de dissecções posteriores para se atingir a artéria carótida15.

Existem múltiplas causas para a alta incidência de lesão do nervo hipoglosso na cirurgia do tumor do corpo carotídeo: aderência e incorporação das artérias pelo tumor5,9,17, exposição cervical inadequada5,17, dificuldade de localização do nervo em relação ao tumor ou falta de preocupação do cirurgiãoem preservá-lo17. Este risco é maior em tumores maiores que 5 cm15,17 ou tumores do tipo III de Shamblin10.

Para prevenir a lesão de nervo craniano é importante a identificação de todos os nervos cranianos antes da dissecção do tumor3,17, assim como exposição cervical adequada, que pode ser obtida através das manobras previamente descritas para a endarterectomia. Além disto, a embolização pré-operatória, uma equipe multidisciplinar, e o uso de técnica cirúrgica moderna com amplificação de imagem e eletrocautério bipolar também são úteis para reduzir esta alta incidência3,9.

Apesar do conhecimento da relação do nervo hipoglosso e da bifurcação carotídea e da cautela do cirurgião em relação à lesão de nervo craniano, não existem outros estudos anatômicos que mediram esta distância. Não foi possível nesta amostra estabelecer correlação estatística desta distância com o comprimento do pescoço, sexo, raça e idade, mas seria importante determinar algum parâmetro para a localização do nervo hipoglosso. Talvez com uma amostra maior ou estudando-se outro parâmetro anatômico seja possível estabelecer esta relação. Neste estudo mostramos que existe uma grande variabilidade do nervo hipoglosso em relação à bifurcação carotídea, e o cirurgião deve ter o conhecimento de que pode encontrar o nervo hipoglosso próximo (0.5 cm) ou alguns centímetros (4.3 cm) acima da bifurcação. O nervo hipoglosso nunca foi encontrado abaixo da bifurcação carotídea como reportado em outros estudos clínicos.

CONCLUSÃO

Apesar do grande avanço nas técnicas cirúrgicas, o conhecimento anatômico é fundamental na cirurgia da artéria carótida, porque ocorrem variações do nervo hipoglosso em relação à bifurcação carotídea. Este estudo anatômico representa mais do que uma impressão clínica, e apesar da sua metodologia simples, fornece informações objetivas em relação à variabilidade do nervo hipoglosso e da bifurcação carotídea.

  • 1
    Acadêmico do 6º ano da Faculdade de Medicina da USP.
    2
    Médico Docente da Disciplina de Topografia Estrutural Humana – Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP.
    3
    Professor Doutor da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Médico Diretor do Serviço de Bucofaringologia do HCFMUSP.
  • Trabalho apresentado no 35oCongresso Brasileiro de Otorrinolaringologia – Menção Honrosa

    Endereço para correspondência: Felipe S. G. Fortes – R. Fernão Cardim, 159, ap. 154 Jd. Paulista – São Paulo – SP – 01403-020

    Artigo recebido em 19 de setembro de 2001. Artigo aceito em 05 de outubro de 2001.

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    1 Acadêmico do 6º ano da Faculdade de Medicina da USP. 2 Médico Docente da Disciplina de Topografia Estrutural Humana – Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP. 3 Professor Doutor da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Médico Diretor do Serviço de Bucofaringologia do HCFMUSP.

    Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      18 Jun 2002
    • Data do Fascículo
      Maio 2002

    Histórico

    • Aceito
      05 Out 2001
    • Recebido
      19 Set 2001
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