Diagnóstico, fenomenologia e tratamento da depressão pós-acidente vascular cerebral (AVC)

O diagnóstico de depressão em pacientes pós-acidente vascular cerebral (AVC) representa um desafio para a neuropsiquiatria visto que os sintomas de depressão podem se sobrepor aos sinais de déficit neurológico. A melhor abordagem é avaliar a presença de sintomas depressivos fazendo uso de entrevistas psiquiátricas estruturadas ou semi-estruturadas, como a Entrevista Psiquiátrica Polivalente Padronizada (Present State Exam), a Entrevista Clínica Estruturada para DSM-IV (Structured Clinical Interview for DSM-IV) ou os Quadros para Avaliação Clínica em Neuropsiquiatria (Schedules for Clinical Assessment in Neuropsychiatry). O diagnóstico de uma síndrome depressiva deve ser feito segundo os critérios diagnósticos padronizados para transtornos do humor devido a doença neurológica como no DSM-IV ou ICD-10. As escalas de classificação da depressão, como a Escala de Avaliação da Depressão de Hamilton (Hamilton Depression Scale) e Centro de Escalas Epidemiológicas para Depressão (Center for Epidemiologic Scales for Depression), podem ser usadas para classificar a gravidade da depressão e monitorar a evolução do tratamento antidepressivo. Na maioria dos estudos, relata-se a eficácia do tratamento medicamentoso em pacientes com depressão pós-AVC. Existem evidências preliminares de que o grau de comprometimento das atividades diárias pode também ser reduzido.

Depressão; Ataque; Ansiedade; Antidepressivos


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