• The Revista Brasileira de Psiquiatria has now its own website! Nota dos Editores

    Bressan, Rodrigo A.; Miguel, Euripedes C.; Mercadante, Marcos T.; Rohde, Luis Augusto; Mari, Jair J.; Tavares, Hermano
  • Is there place for placebo controlled trials in the treatment of affective disorders? Editorial

    Fineberg, Naomi A; Gale, Tim M; Hawley, Chris J
  • Evaluating endophenotypes for psychiatric disorders Editorial

    Hasler, Gregor
  • Bipolar depression: the importance of being on remission Original Articles

    Gazalle, Fernando Kratz; Andreazza, Ana Cristina; Hallal, Pedro Curi; Kauer-Sant'Anna, Márcia; Ceresér, Keila Maria; Soares, Jair C; Santin, Aida; Kapczinski, Flávio

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: O objetivo deste estudo é o de comparar a qualidade de vida entre pacientes com transtorno bipolar que estão atualmente deprimidos, com depressão subsindrômica e com remissão de sintomas, e avaliar se o nível de depressão tem correlação com os escores de qualidade de vida em pacientes com transtorno bipolar. MÉTODO: Sessenta pacientes bipolares tratados ambulatorialmente, diagnosticados pela Entrevista Clínica Estruturada do DSM-IV, que preencheram critérios diagnósticos de transtorno bipolar tipo I, tipo II ou sem outra especificação (TB-SOE), e que não estavam atualmente em um episódio maníaco ou misto foram incluídos. As principais variáveis de interesse foram qualidade de vida, avaliada utilizando-se o instrumento de 26 questões de qualidade de vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOL-BREF) e depressão avaliada utilizando a Escala de 17 itens de Hamilton. RESULTADOS: O teste de tendência linear mostrou uma associação dose-reposta entre o estado de humor atual do paciente e todos os domínios da qualidade de vida. Escores maiores de qualidade de vida foram encontrados entre pacientes com remissão completa dos sintomas, seguidos pelos pacientes com sintomas subsindrômicos. Os pacientes deprimidos apresentaram escores de qualidade de vida mais baixos que os demais, exceto no domínio social. Os quatro domínios da escala WHOQOL tiveram uma correlação negativa com a Escala de 17 itens de Hamilton para avaliação de depressão. CONCLUSÕES: Nossos achados sugerem que a depressão bipolar e os sintomas residuais de depressão estão negativamente correlacionados com qualidade de vida em pacientes com transtorno bipolar.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: The aim of the present study is to compare quality of life among currently depressed, subsyndromal and remitted patients with bipolar disorder (BD) and to assess whether the level of depression correlates with the scores of quality of life in BD patients. METHOD: Sixty bipolar outpatients diagnosed using the Structured Clinical Interview for DSM-IV who met criteria for diagnosis of BD type I, II or not otherwise specified (BD-NOS), and who were not currently on a manic or mixed episode were included. The main variables of interest were quality of life (QOL) assessed using the 26-item World Health Organization QOL instrument (WHOQOL-BREF) and depression assessed using the 17-item Hamilton Depression Rating Scale (HDRS). RESULTS: A linear trend test showed a dose response association between patients' current mood state and all domains of quality of life. Higher quality of life scores were found among remitted patients, followed by subsyndromal patients; depressed patients presented lower scores of quality of life, except for the social domain. The four domains of the WHOQOL scale correlated negatively with the HDRS. CONCLUSIONS: Our findings suggest that bipolar depression and residual symptoms of depression are negatively correlated with QOL in BD patients.
  • Diagnosis and pharmacological treatment of depressive disorders in a general hospital Original Articles

    Cigognini, Marco Aurélio; Furlanetto, Letícia Maria

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Identificar a prevalência de transtornos depressivos em pacientes internados em enfermarias clínicas de um hospital geral, avaliar o tratamento psicofarmacológico recebido e detectar fatores sociodemográficos e clínicos associados. MÉTODO: Realizou-se um estudo observacional transversal identificando a prevalência de transtornos depressivos e fatores associados juntamente com estudo longitudinal prospectivo avaliando o tratamento psicofarmacológico recebido durante a internação. Foram selecionados pacientes com mais de 18 anos, que apresentavam condições para a entrevista e que consentiram. A amostra foi composta por 125 pessoas. Aplicaram-se os seguintes instrumentos: questionário com variáveis sociodemográficas; coleta de informações sobre história médica, psiquiátrica e familiar; questionário sobre uso de psicofármacos; Mini International Neuropsychiatric Interview; e Inventário Beck de Depressão. O estudo realizou-se no Hospital Santa Isabel, Blumenau-SC, de janeiro a julho de 2002. RESULTADOS: A prevalência de transtornos depressivos foi de 26%. Somente 43,8% dos indivíduos com transtornos depressivos receberam antidepressivos. A maioria dos deprimidos utilizou benzodiazepínicos (62,5%). Dentre os psicofármacos, destacaram-se o diazepam e a fluoxetina. Fatores associados foram: sexo feminino, renda menor que três salários mínimos, história prévia de depressão, uso de psicofármacos, Inventário Beck de Depressão maior que 13 e pedido de interconsulta psiquiátrica (p < 0,05). CONCLUSÕES: Cerca de ¼ dos pacientes internados em enfermaria clínicas de um hospital geral apresentaram diagnóstico de transtornos depressivos. Entretanto, menos da metade recebeu tratamento com antidepressivo. As mulheres com história prévia de depressão, baixa renda e em uso de benzodiazepínicos tiveram taxas significativamente maiores de transtornos depressivos. Os médicos deveriam suspeitar de transtornos depressivos em pacientes com essas características.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To determine the point prevalence of depressive disorders in medical inpatients, to identify related sociodemographic and medical factors and to evaluate the psychotropic treatment given. METHOD: A cross-sectional study identifying the prevalence of depressive disorders and related factors combined with a prospective longitudinal study evaluating the psychopharmacological treatment were conducted. Medical inpatients, aged 18 years or older, presenting suitability to be interviewed and giving written informed consent were selected. The sample was composed of 125 subjects. The following instruments were used: a sociodemographic questionnaire; the Mini International Neuropsychiatric Interview; and the Beck Depression Inventory. Data related to medical, personal and family histories of psychiatric disorders and psychotropic use were collected by interview and from patient charts. The study took place at the Hospital Santa Isabel, in Blumenau, located in the state of Santa Catarina, Brazil, from January to July of 2002. RESULTS: The prevalence of depressive disorders was 26%. The factors that correlated with depressive disorders were being female, having an income lower than 3 times the minimum wage, having a personal history of depressive disorders, using psychotropic drugs, scoring higher than 13 on the Beck Depression Inventory and having been referred for a psychiatric consultation (p < 0.05). Only 43.8% of the individuals with depressive disorders received antidepressants. Most of the depressed patients were being treated with benzodiazepines (62.5%). The most frequently prescribed drugs were diazepam and fluoxetine. CONCLUSIONS: Approximately one-quarter of the medical inpatients had depressive disorders. However, antidepressants were prescribed for less than half of them. Women with a history of depression, using benzodiazepines and having a low income presented significantly higher rates of depressive disorders. Physicians should suspect depression in patients presenting such characteristics.
  • Patients' relatives delayed help seeking after a first psychotic episode Original Articles

    Monteiro, Vera B M; Santos, José Quirino dos; Martin, Denise

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Estudos recentes demonstram que o início do tratamento apropriado após o primeiro episódio psicótico pode ser adiado por um longo tempo. Alguns pacientes permanecem sem atenção profissional mesmo apresentando sintomas graves. O objetivo deste estudo foi o de compreender as razões pelas quais os parentes dos pacientes demoram pelo menos seis meses para procurar aconselhamento e tratamento psiquiátricos. MÉTODO: Foram realizadas análises qualitativas de entrevistas semi-estruturadas com 15 parentes (de pacientes em seu primeiro episodio psicótico) que demoraram mais de seis meses para buscar tratamento psiquiátrico. As entrevistas foram gravadas; as partes transcritas e relevantes foram codificadas e agrupados, formando termos, conceitos ou categorias. RESULTADOS: Os familiares referiram-se aos indivíduos com problemas mentais de outras famílias de forma estereotipada, citando aspectos negativos, tais como violência e criminalidade. Utilizaram termos menos graves para se referir aos seus próprios familiares. Não sabendo que seu parente doente era um caso de doença mental, os parentes classificaram certos comportamentos observados como provenientes, principalmente, de problemas espirituais ou do uso de drogas. A demora inicial em buscar auxílio médico para a pessoa doente foi influenciada por: 1) conceitos equivocados e estereotipados utilizados pelos parentes para entender os problemas mentais; 2) modelos explanatórios elaborados para tentar entender o comportamento da pessoa doente; 3) medo do tratamento psiquiátrico; e 4) experiências negativas com serviços psiquiátricos. CONCLUSÕES: Estão presentes aspectos culturais em todos os níveis desse processo de elaboração. A compreensão adequada desses aspectos pelos clínicos pode diminuir consideravelmente a dor e o sofrimento dos familiares.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: Recent studies show that proper treatment after the first psychotic episode may be delayed for a long time. Some patients remain without care even while exhibiting serious symptoms. The objective of the study was to understand the reasons why patients' relatives waited at least 6 months to look for psychiatric counseling and treatment. METHOD: Qualitative analyses of semi-structured interviews with 15 relatives (of patients with first psychotic episode) who have waited more than six months before seeking psychiatric treatment were applied. The interviews were recorded; transcribed and relevant portions were codified and grouped, forming terms, concepts or categories. RESULTS: These family members referred to individuals with mental problems in other families in a stereotyped fashion, citing negative aspects such as violence and criminality. They used softer terms when referring to their family members. Not knowing that their sick relative to be a case of mental illness, relatives classified certain observed behaviors as coming principally from spiritual problems and drug use. The initial delay in seeking medical help for the sick person was influenced by: 1) stereotyped misconceptions used by relatives to understand mental problems; 2) explanatory models elaborated to try to understand the sick person's behavior; 3) fear of psychiatric treatment; and 4) negative experiences with psychiatric services. CONCLUSIONS: Cultural aspects are present at all levels of this elaboration process. Their proper understanding by physicians can considerably diminish relatives' pain and suffering.
  • Mental disorders prevalence among female caregivers of children in a cohort study in Salvador, Brazil Original Articles

    Santos, Darci Neves; Almeida-Filho, Naomar; Cruz, Slanowa Santos; Souza, Silvana dos Santos; Santos, Evanildes Costa; Barreto, Maurício Lima; Oliveira, Irismar Reis de

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: A relação criança-cuidador tem repercussões sobre o desenvolvimento infantil. Estimou-se a prevalência de transtornos mentais em um conjunto de cuidadoras, associando esta prevalência com fatores sócio-ambientais. MÉTODO: Estudo transversal realizado com 326 cuidadoras de uma coorte infantil em seguimento desenvolvimental desde1999. RESULTADOS: A prevalência global avaliada pelo CIDI versão 2.1, foi 47,5% (95% IC 0,42-0,53), predominando os transtornos de ansiedade (32,8%, 95% IC 0,27-0,38), seguidos por transtornos de humor (26,1%, 95% IC 0,21-0,31) e abuso de substâncias psicoativas (10,1%, 95% IC 0,07-0,13). Melhor escolaridade reduziu a chance de transtornos por abuso de substância. Entre jovens, foi menor a probabilidade de ocorrência de transtornos ansiosos e de humor. DISCUSSÃO: A prevalência global coincidiu com outros achados; porém, 32,8% de transtornos ansiosos superaram estimativas anteriores, embora condizentes com a elevada morbidade entre mulheres. CONCLUSÕES: Cuidadoras jovens com melhor escolaridade têm maior probabilidade de possuir melhor nível de saúde mental, com repercussões nas práticas de cuidado infantil.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: The caregiver-child relationship is important for child development. The prevalence of mental disorders was assessed in a female caregiver group and associated with socioenvironmental factors. METHOD: A cross sectional study was conducted in 326 caregivers whose children have been participating in a cohort study on mental development since 1999. RESULTS: The overall prevalence of mental disorders assessed according to the CIDI version 2.1 was 47.5% (95% CI 0.42-0.53). They were predominantly anxiety disorders (32.8%; 95%CI 0.27-0.38), followed by mood disorders (26.1%; 95%CI 0.21-0.31) and psychoactive substance abuse (10.1%; 95%CI 0.07-0.13). Anxiety and mood disorders were less likely in younger caregivers and substance abuse disorder was less likely among those better educated. DISCUSSION: The overall prevalence was similar to previous estimates, although 32.8% of anxiety disorders exceeded previous findings, which is unsurprising in a female sample. CONCLUSIONS: Younger caregivers with higher schooling were more likely to have better mental health, which favors child development.
  • Depressive symptoms and cognitive performance of the elderly: relationship between institutionalization and activity programs Original Articles

    Plati, Mara Cristina F; Covre, Priscila; Lukasova, Katerina; Macedo, Elizeu Coutinho de

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Avaliar a freqüência de sintomas depressivos e o desempenho cognitivo de idosos institucionalizados e não institucionalizados. Comparar os escores nos testes em função da institucionalização e da realização de atividades oferecidas pela instituição. MÉTODO: Foram avaliados 120 idosos com idade média de 71 anos e escolaridade média de 4,2 anos, divididos em três grupos: Não institucionalizados (n = 37); Institucionalizados com atividade (n = 37); Institucionalizados sem atividade (n = 46). Os grupos foram pareados em função da idade, sexo e escolaridade. Foram aplicados os instrumentos: Escala de Depressão Geriátrica, Mini-Exame do Estado Mental, Teste de Fluência Verbal e as versões computadorizadas do Teste Hooper de Organização Visual e do teste de Nomeação de Boston. Foram conduzidas ANOVAs unifatoriais e o teste de correlação de Pearson. RESULTADOS: Os dois grupos de idosos institucionalizados apresentaram maior freqüência de depressão e pior desempenho na prova de fluência verbal. Idosos de instituição sem atividade tiveram desempenho inferior aos outros dois grupos nos testes Mini-Exame do Estado Menatal, Teste de Nomeação de Boston e Hooper (p < 0,05). CONCLUSÃO: Pior desempenho cognitivo dos idosos parece estar relacionado com a institucionalização. As atividades diárias de estimulação podem ser eficientes em minimizar as perdas cognitivas dos idosos institucionalizados.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: The aim of this study was to assess the frequency of depressive symptoms and to evaluate cognitive performance of institutionalized versus non-institutionalized elderly subjects and to compare the effect of institutionalization and participation in the institution's activity programs on their cognitive performance. METHOD: A group of 120 elderly subjects with a mean age of 71 years and average schooling of 4.2 years was evaluated. The participants were divided into 3 groups: non-institutionalized (n = 37); institutionalized with activities (n = 37); institutionalized without activities (n = 46). The groups were matched for age, gender and educational level. The following assessment instruments were used: the Geriatric Depression Scale, the Mini-Mental State Examination, the Verbal Fluency Test and the computerized versions of the Hooper Visual Organization Test and the Boston Naming Test. The data were analyzed using one-way ANOVA and the Pearson's correlation test. RESULTS: The two groups of institutionalized elderly showed higher frequency of depressive symptoms when compared to non-institutionalized subjects and worse performance on the Verbal Fluency Test. The institutionalized group without activities had lower scores on Mental State Examination, Boston Naming Test and Hooper Visual Organization Test when compared to the other two groups (p < 0.05). CONCLUSIONS: Institutionalization of the elderly seems to be related to worse cognitive performance. Activity programs during institutionalization may be effective in minimizing cognitive functional loss.
  • Teenage pregnancy: use of drugs in the third trimester and prevalence of psychiatric disorders Original Articles

    Mitsuhiro, Sandro Sendin; Chalem, Elisa; Barros, Marina Moraes; Guinsburg, Ruth; Laranjeira, Ronaldo

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Determinar, em adolescentes de baixa renda, a prevalência de transtornos psiquiátricos durante a gravidez, a prevalência de uso de cocaína e maconha no terceiro trimestre de gestação e descrever suas características sociodemográficas. MÉTODO: Mil adolescentes grávidas foram avaliadas por meio do Composite International Diagnostic Interview e de um questionário sociodemográfico e socioeconômico no centro obstétrico de um hospital público de São Paulo. Dessas, foi colhida amostra para análise de fios de cabelo. RESULTADOS: Das mil pacientes entrevistadas, 53,6% têm baixa renda, 60,2% abandonaram a escola, 90,4% estão desempregadas e 92,5% são financeiramente dependentes, 6% usaram drogas durante o terceiro trimestre da gravidez (maconha: 4%, cocaína: 1,7%, ambos: 0,3%) e 27,6% tiveram ao menos um transtorno psiquiátrico. Os diagnósticos mais freqüentes foram: depressão (12,9%), transtorno de estresse pós-traumático (10,0%) e ansiedade (5,6%). DISCUSSÃO: Famílias desestruturadas, evasão escolar, desemprego e baixa capacitação profissional são fatores que contribuem para a manutenção desta situação socioeconômica desfavorável, cenário no qual são elementos importantes a alta prevalência de uso de cocaína e maconha no 3º trimestre da gravidez e de transtornos psiquiátricos.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To determine the prevalence of psychiatric disorders during pregnancy, the prevalence of cocaine and marijuana use during the third trimester of gestation and the socio-demographic characteristics of a population of low-income teenagers. METHOD: One thousand pregnant teenagers were evaluated using the Composite International Diagnostic Interview, and a socio-demographic and socio-economic questionnaire at the obstetric center of a public hospital in São Paulo, Brazil. Hair sample was collected for analysis. RESULTS: Of the 1000 pregnant teenagers interviewed, 53.6% were poor, 90.4% were unemployed, 92.5% were financially dependant and 60.2% dropped out of school. Those using drugs during the third trimester of pregnancy were equal to 6% (marijuana: 4%, cocaine: 1.7%, both: 0.3%). Those having at least one psychiatric disorder equaled 27.6%. The most frequent diagnoses were depression (12.9%), posttraumatic stress disorder (10.0%) and anxiety disorders (5.6%). DISCUSSION: Unstructured families, dropping out of school, unemployment and a low level of professional training are all contributing factors to the maintenance of an unfavorable socio-economic environment in which there is a high prevalence of cocaine and marijuana use during the third trimester of pregnancy and an abnormally high incidence of psychiatric disorders.
  • Excessive daytime sleepiness in patients with depressive disorder Original Articles

    Chellappa, Sarah Laxhmi; Araújo, John Fontenele

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Avaliar a incidência de sonolência diurna excessiva em pacientes com transtorno depressivo e examinar sua associação com a gravidade do quadro depressivo e ideação suicida. MÉTODO: Setenta pacientes foram entrevistados e avaliados através da Escala de Sonolência de Epworth (ESE), da Escala de Depressão de Beck BD e da Escala de Ideação Suicida de Beck (EIS). Análises descritivas, análise de correlação de Pearson e teste-t de Student foram utilizados para a análise dos dados. RESULTADOS: A maioria dos paciente (57,1%) apresentaram altas pontuações na ESE. Houve correlações positivas e fortes entre scores da ESE e BD e entre scores da ESE e EIS. Pacientes com altas pontuações na ESE obtiveram escores na BD e na EIS mais elevados do que os pacientes com baixos escores de ESE. Houve diferenças significativas (p < 0,05) entre pacientes com escores mais baixos (< 10) e mais elevados (> 10) na ESE, em relação às pontuações totais das ESE, EDB e EIS. CONCLUSÕES: A sonolência diurna excessiva foi freqüente nos pacientes e significativamente associada a maior gravidade da depressão e ideação suicida. Desta maneira, é necessária uma cuidadosa investigação da sonolência diurna excessiva em pacientes deprimidos durante a avaliação clínica.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To evaluate excessive daytime sleepiness in patients with depressive disorder and to examine its association with the severity of depression and suicidal ideation. METHOD: Seventy patients were interviewed and assessed by the Epworth Sleepiness Scale (ESS), the Beck Depression Inventory (BDI) and the Beck Scale for Suicidal Ideation (SSI). Descriptive analysis, Pearson correlations and Student's t-test were used for data analyses. RESULTS: Most of the patients (57.1%) obtained high scores on the ESS. Correlation was positive and strongly significant between ESS scores and BDI scores, as well as between ESS scores and SSI scores. Patients with high ESS scores obtained higher mean BDI and SSI scores in comparison to patients with lower ESS scores. Significant differences (p < 0.05) were encountered when the patients with higher (>10) and lower (< 10) ESS scores were compared in terms of total ESS, BDI and SSI scores. CONCLUSIONS: Excessive daytime sleepiness was frequent among patients and significantly associated with higher levels of depression and particularly with suicidal ideation. Thus, a careful investigation of daytime sleepiness in depressed patients is required during clinical evaluation.
  • The effect of 5-HT2a/2c receptor agonist microinjected into central amygdaloid nucleus and median preoptic area on maternal aggressive behavior in rats Original Articles

    Almeida, Rosa Maria Martins de; Giovenardi, Marcia; Silva, Simone Perroni da; Oliveira, Verônica Paz de; Stein, Dirson João

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Resultados de muitos estudos sustentam a hipótese de que a serotonina (5-HT) está relacionada com a inibição do comportamento agressivo. Foram examinados os efeitos potenciais pró e anti-agressivos do agonista de receptores 5-HT2A/2C em regiões específicas do cérebro. MÉTODO: Ratas fêmeas Wistar no sétimo dia pós-parto receberam microinjeções do agonista seletivo de receptores 5-HT2A/2C, alfa-methyl-5-hydroxytryptamine maleate (0,2 a 1,0 µg/0,2 µl), no núcleo central da amígdala e núcleo pré-óptico medial. Para cada área estudada, as freqüências dos comportamentos: locomoção, investigação social, postura de ameaça, ataques (frontal e lateral) e ato de morder um intruso, foram comparadas entre os diferentes tratamentos por uma análise da variância, seguida quando apropriado do teste de Tukey. RESULTADOS: Os resultados mostraram que a microinjeção do agonista seletivo alfa-methyl-5-hydroxytryptamine maleate no núcleo central da amígdala aumentou a agressividade materna, mas não foram encontrados efeitos estatisticamente significativos no comportamento agressivo após a microinjeção do agonista seletivo de receptores 5-HT2A/2C no núcleo pré-óptico medial nas diferentes diluições estudadas. CONCLUSÕES: Os dados atuais e prévios sobre os efeitos pró e anti-agressivos do agonista dos receptores 5-HT2a/2c quando microinjetado no núcleo pré-óptico medial, em comparação com a microinjeção no núcleo central da amígdala, no septo medial (MS) e substância cinzenta periaqueductal em ratas apontam para populações funcionalmente independentes de receptores na amígdala-septo-hipotálamo e substância cinzenta periaqueductal, que são responsáveis pelo controle do comportamento agressivo. É possível que os receptores 5-HT2a/2c da amígdala possam aumentar o comportamento agressivo das fêmeas lactantes, como resultado de mudanças decorrentes do estado emocional de medo.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: Much evidence supports the hypothesis that 5-hydroxytryptamine (5-HT) activation is related to the inhibition of aggression. We examined potentially pro- and anti-aggressive effects of the 5-HT2A/2C receptor agonist on specific brain sites. METHOD: Female Wistar rats on the 7th day postpartum were microinjected with the selective 5-HT2A/2C receptor agonist, alpha-methyl-5-hydroxytryptamine maleate (0.2 to 1.0 µg/0.2 µl) into the central amygdaloid nucleus and median preoptic nucleus. For each brain area studied, the frequency of the behaviors: locomotion, social investigation, lateral threat, attacks (frontal and lateral), and biting the intruder were compared among the various treatments by an Analysis of Variance, followed when appropriate, by Tukey's test. RESULTS: Microinjection of the selective 5-HT2A/2C receptor agonist, a-methyl-5-hydroxytryptamine maleate into central amygdaloid nucleus increased maternal aggression in the absence of concurrent changes in non-aggressive behavior. By contrast, microinjection of the selective 5-HT2A/2C receptor agonist at several dilutions into the median preoptic nucleusdid not alter aggressive behavior. CONCLUSIONS: The current and earlier data with pro- and anti-aggressive effects of the 5-HT2a/2c receptor agonist, when microinjected into the median preoptic nucleus relative to the central amygdaloid nucleus, medial septum and periaqueductal grey area in female rats point to functionally separate serotonin receptor populations in the amygdaloid-septal-hypothalamic and periaqueductal gray matter areas controlling aggressive behavior. It is possible that amygdaloid 5-HT2a/2c receptors may increase aggressive behavior in lactating females as a result of changes in fear.
  • Experimental models of schizophrenia: a review Revisão

    Salgado, João Vinícius; Hetem, Luiz Alberto; Sandner, Guy

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: O uso de modelos experimentais tem permitido importantes avanços no diagnóstico e na terapêutica de doenças somáticas, tais como diabetes e hipertensão. No caso da esquizofrenia, entretanto, as tentativas de modelos experimentais causaram, historicamente, pouco impacto e algum ceticismo. Estudos mais recentes, contudo, indicam que a Ciência Cognitiva aplicada ao uso de modelos pode nos ajudar na compreensão da fisiopatologia da esquizofrenia. O estudo objetivou realizar uma revisão crítica dos modelos experimentais propostos para a esquizofrenia. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As dificuldades próprias dos modelos de esquizofrenia são a subjetividade dos sintomas, a dificuldade em reproduzi-los em animais e a complexidade clínica a ser totalizada. Fenótipo tão complexo só pode ser abordado pela separação de seus componentes (endofenótipos) e pela respectiva manipulação de seus correlatos experimentais, feita por intervenções específicas (e.g. farmacológicas, cirúrgicas, genéticas) na busca de um mecanismo comum para estes endofenótipos. A correlação entre resultados e sintomas deve apoiar-se em hipótese explanatória abrangente. Até o presente, a doença parece envolver desconexão neuronal difusa decorrente de anormalidades cerebrais sutis, de causa genética e/ou ambiental. CONCLUSÕES: A integração da informação dos modelos atualmente em uso pode contribuir de modo significativo para a compreensão da esquizofrenia.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: Diagnostic and therapy of somatic diseases like diabetes and hypertension have improved notably with the use of experimental models. For schizophrenia the proposal of a model has made little impact and even scepticism. Nevertheless the most recent studies indicate that "Cognitive Sciences" applied to specific models may help us to find out mechanisms of the disease. This article reviews the models presently under investigation for schizophrenia. RESULTS AND DISCUSSION: The difficulty to model schizophrenia results from the subjectivity of its symptoms, the difficult to reproduce them in animals and the disease complexity. Research on such a complex phenotype can only proceed by separating its components (endophenotypes) from each other and by the respective manipulation of its experimental counterparts, made by specific interventions (e.g. pharmacological, surgical, genetic), in the search of a common mechanism leading to these endophenotypes. For integrating these findings with symptoms a global explanatory theory is required. So far, the disease seems to result from a diffuse neuronal disconnection as a consequence of minor brain abnormalities with a genetic and/or environmental cause. CONCLUSIONS: An integrative approach of the diversity of models presently used may improve our understanding of schizophrenia.
  • Guidelines of the Brazilian Association of Studies on Alcohol and Other Drugs (ABEAD) for diagnoses and treatment of psychiatric comorbidity with alcohol and other drugs dependence Revisão

    Zaleski, Marcos; Laranjeira, Ronaldo Ramos; Marques, Ana Cecília Petta Roselli; Ratto, Lílian; Romano, Marcos; Alves, Hamer Nastasy Palhares; Soares, Márcia Britto de Macedo; Abelardino, Valter; Kessler, Félix; Brasiliano, Sílvia; Nicastri, Sérgio; Hochgraf, Patrícia Brunferntrinker; Gigliotti, Analice de Paula; Lemos, Tadeu

    Abstract in Portuguese:

    O diagnóstico e tratamento de comorbidade psiquiátrica e dependência de álcool e outras substâncias tem sido objeto de inúmeros estudos nos últimos anos. A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas desenvolveu o projeto Diretrizes. Este trabalho visa o desenvolvimento de critérios diagnósticos e terapêuticos atualizados para as comorbidades psiquiátricas mais prevalentes. Ensaios clínicos randomizados, estudos epidemiológicos, com animais e outros estudos são revisados. As principais comorbidades psiquiátricas são estudadas e os dados de literatura resumidos, tendo como referência diretrizes adotadas em outros países. São abordados aspectos epidemiológicos, critérios diagnósticos, tratamento integrado e organização de serviço especializado, assim como especificidades do tratamento psicoterápico e farmacológico. As Diretrizes da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas reforçam a importância da abordagem adequada do dependente químico portador de comorbidade psiquiátrica.

    Abstract in English:

    Recently, several studies have focused on comorbity psychiatric disorders with alcohol and other substance dependence. The Brazilian Association of Studies on Alcohol and Other Drugs proposed the Brazilian Guidelines project. This study review diagnostic and therapeutic criteria to the most prevalent psychiatric comorbidities. Randomized clinical trials, epidemiological, animal studies and other forms of research are reviewed. The main psychiatric comorbidities are studied based on guidelines adopted by other countries and the literature data resumed. Epidemiological aspects, diagnoses, integrated treatment and service organization, as well as specific psychotherapic and pharmacological treatment are discussed. The Brazilian Association of Studies on Alcohol and Other Drugs Guidelines reassures the importance of adequate diagnoses and treatment regarding alcoholic and drug dependent patients suffering of comorbid psychiatric disorders.
  • Is the outcome of schizophrenia really better in developing countries? Special Articles

    Patel, Vikram; Cohen, Alex; Thara, Rangaswamy; Gureje, Oye

    Abstract in Portuguese:

    O fato de que a esquizofrenia possui um melhor prognóstico em sociedades não industrializadas tornou-se um axioma na psiquiatria internacional; as evidências mais comumente citadas provêm de três estudos trans-nacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda que um conjunto de fatores socioculturais tenha sido considerado como contribuinte para o curso da esquizofrenia em diferentes ambientes, possuímos poucas evidências de países de baixa renda que demonstrem claramente a influência benéfica dessas variáveis. Neste artigo, sugerimos que o achado de melhores desfechos em países em desenvolvimento necessita ser reexaminado por cinco razões: falhas fundamentais nos estudos da Organização Mundial da Saúde; a falta de evidências sobre os fatores socioculturais específicos que contribuem aparentemente para os melhores desfechos; as crescentes evidências incidentais que descrevem o abuso dos direitos humanos das pessoas portadoras de esquizofrenia nos países em desenvolvimento; novas evidências de coortes em países em desenvolvimento descrevendo um quadro muito mais sombrio do que se pensava originalmente; e as rápidas transformações sociais e econômicas estão enfraquecendo os sistemas de atenção familiares para pessoas com esquizofrenia nos países em desenvolvimento. Afirmamos que o estudo do curso de longo prazo desse transtorno mental é fundamental e acreditamos que é tempo de explorar completa e sistematicamente a variação transcultural no curso e no desfecho da esquizofrenia.

    Abstract in English:

    That schizophrenia has a better prognosis in non-industrialized societies has become an axiom in international psychiatry; the evidence most often cited comes from three World Health Organization (WHO) cross-national studies. Although a host of socio-cultural factors have been considered as contributing to variation in the course of schizophrenia in different settings, we have little evidence from low-income countries that clearly demonstrates the beneficial influence of these variables. In this article, we suggest that the finding of better outcomes in developing countries needs re-examination for five reasons: methodological limitations of the World Health Organization studies; the lack of evidence on the specific socio-cultural factors which apparently contribute to the better outcomes; increasing anecdotal evidence describing the abuse of basic human rights of people with schizophrenia in developing countries; new evidence from cohorts in developing countries depicting a much gloomier picture than originally believed; and, rapid social and economic changes are undermining family care systems for people with schizophrenia in developing countries. We argue that the study of the long-term course of this mental disorder in developing countries is a major research question and believe it is time to thoroughly and systematically explore cross-cultural variation in the course and outcome of schizophrenia.
  • History of cannabis as a medicine: a review Special Articles

    Zuardi, Antonio Waldo

    Abstract in Portuguese:

    Antes da Era Cristã, a cannabis foi utilizada na Ásia como medicamento, com grande importância na Índia. A introdução da cannabis na Medicina Ocidental ocorreu em meados do século XIX, atingindo o clímax na última década deste século, com a disponibilidade e o uso de extratos e tinturas da cannabis. Nas primeiras décadas do século XX, o uso médico da cannabis no Ocidente diminuiu significativamente, em grande parte pela dificuldade na obtenção de resultados consistentes de amostras da planta com diferentes potências. A identificação da estrutura química de componentes da cannabis e a possibilidade de se obter seus constituintes puros foram relacionadas a um aumento significativo no interesse científico pela planta, desde 1965. Este interesse foi renovado nos anos 90, com a descrição dos receptores de canabinóides e a identificação de um sistema canabinóide endógeno no cérebro. Usos terapêuticos. Um novo e mais consistente ciclo de uso dos derivados de cannabis como medicamento começa, já que a sua eficácia e segurança no tratamento começam a estar cientificamente provados.

    Abstract in English:

    Cannabis as a medicine was used before the Christian era in Asia, mainly in India. The introduction of cannabis in the Western medicine occurred in the midst of the 19th century, reaching the climax in the last decade of that century, with the availability and usage of cannabis extracts or tinctures. In the first decades of the 20th century, the Western medical use of cannabis significantly decreased largely due to difficulties to obtain consistent results from batches of plant material of different potencies. The identification of the chemical structure of cannabis components and the possibility of obtaining its pure constituents were related to a significant increase in scientific interest in such plant, since 1965. This interest was renewed in the 1990's with the description of cannabinoid receptors and the identification of an endogenous cannabinoid system in the brain. A new and more consistent cycle of the use of cannabis derivatives as medication begins, since treatment effectiveness and safety started to be scientifically proven.
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