Infestação parasitária em ciclídeos ornamentais da Amazônia de Peru

Jefferson Yunis Aguinaga Paulo Fernandes Marcusso Gustavo da Silva Claudiano Bruno Tadeu Marotta Lima Fernanda de Alexandre Sebastião João Batista Kochenborger Fernandes Flávio Ruas de Moraes Julieta Rodini Engracia de Moraes Sobre os autores

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência e distribuição sazonal das principais espécies de parasitas em ciclídeos ornamentais amazônicos que afetam seu comércio. O estudo foi realizado entre agosto de 2007 e setembro de 2009. Foram amostrados 3042 espécimes de 9 espécies diferentes, das quais 9,47% tinham pelo menos um tipo de parasita externo. Na estação seca, ocorreram 81,25% dos casos. Crenicichla anthurus (28,57%) foi o mais parasitado, seguido por Aequidens diadema (26,32%), Pterophyllum scalare (22,69%), Cichlasoma sp. (9,52%), Apistogramma sp. (3,88%), e Symphysodon aequifasciatus (3,66%). Monogenea foi o grupo mais abundante de parasitas, ocorrendo em 66,67% dos casos. Na estação seca, ocorreram 96,88% deles. Este parasita infestou 95,68% dos casos em Pterophyllum scalare, 76,67% em Apistogramma sp., 33,33% em Cichlasoma sp. e 23,81% em Symphysodon aequifasciatus. Ichthyophthirius multifiliis infestou 100% dos casos em Aequidens diadema, 76,19% em Symphysodon aequifasciatus, 66,67% em Cichlasoma sp., 41,67% em Crenicichla anthurus e 23,33% em Apistogramma sp.; Myxosporidia infestou 58,33% dos casos em Crenicichla anthurus; Trichodina infestou 4,32% dos casos em Pterophyllum scalare. A prevalência desses parasitas está relacionada com a época do ano, hábitat preferido, comportamento dos peixes, suscetibilidade individual e manejo dos animais durante o transporte pelos pescadores.

Peixes ornamentais; Cichlidae; parasitas; Amazônia


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