Uso de coccidiostático no sal mineral e estudo da eimeriose ovina

Alberto Luiz Freire de Andrade Júnior Patrícia Costa da Silva Emerson Moreira de Aguiar Francisco Glauco de Araújo Santos Sobre os autores

A coccidiose constitui-se num sério obstáculo à ovinocultura, a qual vem se tornando um fator limitante para a exploração, especialmente para a produção de cordeiros precoces. Porém, poucos são os estudos com esse parasito no Estado do Rio Grande do Norte. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ação do decoquinato, adicionado ao sal mineral, no controle da infecção causada por parasitas do gênero Eimeria em cordeiros, e identificar quais as espécies infectam ovinos na região leste Potiguar. O trabalho foi desenvolvido entre agosto de 2009 e janeiro de 2010, e foram usados 76 animais, distribuídos em dois tratamentos, um com sal mineral comum e o outro com sal mineral enriquecido com decoquinato a 6% micronizado. Amostras fecais e pesagens dos animais foram feitas a cada 14 dias para o diagnóstico parasitológico, acompanhamento do ganho de peso ponderal e análise quantitativa. O estudo evidenciou que houve diferença significativa na redução do OoPG apenas na 7º semana de experimento, mas não houve diferenças significativas para ganho de peso dos animais. As espécies encontradas foram E. ahsata. E. crandallis. E. granulosa. E. intrincata. E. ovina. E. faurei. E. ovinoidalis. E. pallida . E. parva. Conclui-se que a adição de decoquinato ao sal mineral propiciou uma menor eliminação de oocistos favorecendo o controle da eimeriose ovina.

Eimeriose; cordeiro; coccidiostático; sal mineral; Macaíba - RN


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