Avaliação do desempenho do BASDAI (Bath Ankylosing Spondylitis Disease Activity Index) numa coorte brasileira de 1.492 pacientes com espondiloartrites: dados do Registro Brasileiro de Espondiloartrites (RBE)

Izaias Pereira da Costa Adriana B. Bortoluzzo Célio R. Gonçalves José Antonio Braga da Silva Antonio Carlos Ximenes Manoel B. Bértolo Sandra L.E. Ribeiro Mauro Keiserman Rita Menin Thelma L. Skare Sueli Carneiro Valderílio F. Azevedo Walber P. Vieira Elisa N. Albuquerque Washington A. Bianchi Rubens Bonfiglioli Cristiano Campanholo Hellen M.S. Carvalho Angela L.B. Pinto Duarte Charles L. Kohem Nocy H. Leite Sonia A.L. Lima Eduardo S. Meirelles Ivânio A. Pereira Marcelo M. Pinheiro Elizandra Polito Gustavo G. Resende Francisco Airton C. Rocha Mittermayer B. Santiago Maria de Fátima L.C. Sauma Valéria Valim Percival D. Sampaio-Barros Sobre os autores

Objetivo

Avaliar os resultados da aplicação do Índice de Atividade de Doença da Espondilite Anquilosante de Bath (BASDAI) numa série de pacientes brasileiros com EpA e estabelecer suas correlações com as variáveis específicas do grupo.

Métodos

Um protocolo comum de investigação foi prospectivamente aplicado em 1.492 pacientes brasileiros classificados como EpA pelos critérios do Grupo Europeu de Estudo das Espondiloartropatias (ESSG), acompanhados em 29 centros de referência em reumatologia no Brasil. Variáveis clínicas, demográficas e índices de doença foram colhidos. Os valores totais do BASDAI foram comparados com a presença das diferentes variáveis.

Resultados

O valor médio do BASDAI foi de 4,20 ± 2,38. Os escores médios do BASDAI foram mais elevados nos pacientes com forma clínica combinada, comparado às formas axiais e periféricas isoladas, nos pacientes do sexo feminino e nos sedentários. Com relação ao componente axial, valores mais altos do BASDAI estiveram significativamente associados à lombalgia inflamatória, à dor alternante em nádegas, à dor cervical e ao acometimento de coxofemorais. Houve associação estatística entre os valores do BASDAI e o comprometimento periférico, relacionado ao número de articulações inflamadas, tanto dos membros inferiores quanto dos membros superiores, e às entesites. A positividade do HLA-B27 e a presença de manifestações extra-articulares não estiveram correlacionadas com os valores médios do BASDAI. Valores mais baixos do BASDAI estiveram associados ao uso de agentes biológicos (p < 0,001).

Conclusão

Nesta série heterogênea de pacientes brasileiros com EpA, o BASDAI conseguiu demonstrar “atividade de doença” tanto nos pacientes com acometimento axial quanto naqueles com envolvimento periférico.

Espondiloartrites; Atividade de doença; BASDAI; Epidemiologia


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