Perfil do uso de drogas modificadoras de doença no Registro Brasileiro de Espondiloartrites

Charles L Kohem Adriana B Bortoluzzo Célio R Gonçalves José Antonio Braga da Silva Antonio Carlos Ximenes Manoel B. Bértolo Sandra L.E. Ribeiro Mauro Keiserman Rita Menin Thelma L. Skare Sueli Carneiro Valderílio F. Azevedo Walber P. Vieira Elisa N. Albuquerque Washington A. Bianchi Rubens Bonfiglioli Cristiano Campanholo Hellen M. S. Carvalho Izaias Pereira da Costa Angela L.B. Pinto Duarte Nocy H. Leite Sonia A.L. Lima Eduardo S. Meirelles Ivânio A. Pereira Marcelo M. Pinheiro Elizandra Polito Gustavo G. Resende Francisco Airton C. Rocha Mittermayer B. Santiago Maria de Fátima L.C. Sauma Valéria Valim Percival D Sampaio-Barros Sobre os autores

Introdução:

Poucos estudos avaliaram o perfil do uso de drogas modificadoras de doença (DMD) em pacientes brasileiros com diagnóstico de espondiloartrite (EpA).

Métodos:

Um protocolo comum de investigação foi prospectivamente aplicado em 1505 pacientes classificados como EpA pelos critérios do Grupo Europeu de Estudo das Espondiloartrites (ESSG), acompanhados em 29 centros de referência em Reumatologia no Brasil. Variáveis clínicas e demográficas foram obtidas e avaliadas, analisando-se suas correlações com o uso das DMD metotrexato (MTX) e sulfasalazina (SSZ).

Resultados:

Pelo menos uma DMD foi utilizada por 73,6% dos pacientes, sendo MTX por 29,2% e SSZ por 21,7%, enquanto 22,7% utilizaram ambas as drogas. O uso do MTX foi significativamente associado ao acometimento periférico, e a SSZ foi associada ao comprometimento axial, sendo que as duas drogas foram mais utilizadas, isoladas ou combinadas, no comprometimento misto (p < 0,001). O uso de uma DMD esteve significativamente associado à etnia branca (MTX; p = 0,014), lombalgia inflamatória (SSZ; p = 0,002), dor em nádegas (SSZ; p = 0,030), cervicalgia (MTX; p = 0,042), artrite de membros inferiores (MTX; p < 0,001), artrite de membros superiores (MTX; p < 0,001), entesite (p = 0,007), dactilite (MTX; p < 0,001), doença inflamatória intestinal (SSZ; p < 0,001) e acometimento ungueal (MTX; p < 0,001).

Conclusão:

O uso de pelo menos uma DMD foi referido por mais de 70% dos pacientes numa grande coorte brasileira de pacientes com EpA, sendo o uso do MTX mais associado ao acometimento periférico e o uso da SSZ mais associado ao acometimento axial.

Espondiloartrites; Tratamento; Drogas modificadoras de doença; Metotrexato; Sulfasalazina


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