Análise densitométrica da região femoral de homens acima de 50 anos oriundos de um ambulatório de urologia

Renata Francioni Lopes Alexandre Oliveira Marchesi Raquel Novaes Fossari Michele Chailleaux Cezar Cláudia Medina Coeli Maria Lucia Fleiuss de Farias Sobre os autores

INTRODUÇÃO: A osteoporose em homens ainda é pouco diagnosticada. O objetivo deste estudo é mensurar a densidade mineral óssea (DMO) e a prevalência de osteoporose em uma amostra de homens. PACIENTES E MÉTODOS: Cento e cinquenta e um homens de 50 a 93 anos, em boas condições clínicas, oriundos de um ambulatório de rotina de Urologia, realizaram a medida da densidade óssea da coluna lombar e da região femoral. RESULTADOS: A idade teve influência negativa na DMO e no T-Score femoral (rs = 0,49 e 0,73, respectivamente, P < 0,0001), utilizando o coeficiente de correlação de Spearman. Detectamos osteoporose na região femoral em 25,16% (n = 38). A maioria (81,56%) dos pacientes osteoporóticos tinha mais de 70 anos, sendo uma parcela expressiva (47,37%) muito idosa, ou seja, homens com 80 anos ou mais. Além da idade, hipogonadismo induzido por análogo de GNRH ou acetato de ciproterona para tratamento de câncer de próstata, uso crônico de anticoagulante, histórico de revascularização miocárdica e uso de álcool foram fatores de risco encontrados em cerca de 18% da população osteoporótica. CONCLUSÃO: Todos os homens acima de 70 anos e também os mais jovens com fatores de risco devem realizar densitometria óssea.

homens; hipogonadismo; osteoporose; fraturas; densidade óssea


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