Prognóstico de crianças hospitalizadas menores de 2 anos com codetecção de influenza A e vírus sincicial respiratório no local de atendimento

Elisa Teixeira Mendes Hadassa L. Paranhos Isabela C. M. Santos Lais Bomediano de Souza José Luis Braga de Aquino Vania Aparecida Leandro-Merhi Raquel Vieira da Silva Maria Patelli J. S. Lima Sobre os autores

Resumo

Objetivos:

avaliar o impacto da codetecção de Influenza A (FluA) e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) por meio de testes imunocromatográficos rápidos em tempo real, em pacientes menores de 2 anos em hospital público e universitário.

Métodos:

estudo de coorte retrospectivo foi conduzido para analisar os desfechos clínicos de crianças hospitalizadas com doença respiratória viral com resultados positivos do teste rápido imunocromatográfico para VSR e/ou FluA, de 2013 a 2018. Um modelo de regressão logística foi ajustado para analisar preditores de intubação orotraqueal durante a internação.

Resultados:

foram analisados 220 casos: RSV (192), FluA (9) eco-detecção (19). A letalidade foi de 1,8% (2 casos) e 88% (194) casos em menores de 1 ano. O tempo médio de internação foi maior nos pacientes com codetecção. As variáveis significativamente associadas à intubação orotraqueal foram: menor idade em meses, comorbidades, codetecção de VSR e Flu-A e pneumonia bacteriana durante a internação.

Conclusões:

codetecção VSR e FluA foi associada a prognósticos clínicos desfavoráveis. O teste rápido fornece informações importantes a beira-leito, pois os painéis moleculares não são amplamente acessíveis em hospitais públicos. O diagnóstico rápido permite a avaliação e tratamento oportunos.

Palavras-chave:
Vírus sincicial respiratório; Influenza A; Teste rápido; Prognóstico

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