Escopos de prática na Atenção Primária: médicos e enfermeiros em cinco regiões de saúde do Brasil

Sabado Nicolau Girardi Ana Cristina de Sousa van Stralen Thais Viana Lauar Joana Natalia Cella Jackson Freire Araújo Célia Regina Pierantoni Cristiana Leite Carvalho Sobre os autores

Resumo

Objetivos:

a revisão dos escopos de prática tende a ganhar importância crescente na agenda dos Recursos Humanos em Saúde no Brasil. O objetivo deste estudo foi investigar o escopo de prática de médicos e enfermeiros que atuam na Atenção Primária em Saúde (APS) e suas principais barreiras.

Métodos:

trata-se de um estudo exploratório de natureza qualitativa realizado em 2015 e 2016, por meio de entrevistas com 26 médicos e 26 enfermeiros que atuam na APS em 12 municípios, distribuídos em cinco regiões de saúde brasileiras.

Resultados:

médicos e enfermeiros em regiões de saúde no Norte e Nordeste realizam maior número de procedimentos, e ainda aqueles médicos que atuam em unidades localizadas em áreas rurais. Ambas as categorias profissionais indicaram saber realizar diversos procedimentos que não são realizados na prática. As principais barreiras para a não realização dos mesmos incluem, entre outras, falta de acesso a exames, insumos e infraestrutura inadequada, restrições de protocolos e guias municipais, restrições legais e a falta de capacitação.

Conclusões:

os resultados sugerem a necessidade de flexibilizar as atribuições dos profissionais de saúde, facilitando a integração entre as práticas destes profissionais, e otimizando seu trabalho, principalmente naquelas regiões mais remotas e desassistidas, de forma a favorecer a ampliação do acesso e resolutividade na APS.

Palavras-chave:
Atenção primária em saúde; Recursos humanos em saúde; Prática profissional; Força de trabalho em saúde

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