Zinco e vitamina E em dietas para frangos de corte criados em estresse calórico

Zinc and vitamin E in diets for broilers reared under heat stress

Jackelline Cristina Ost LOPES Agustinho Valente de FIGUEIRÊDO João Batista LOPES Daniela Cristina Pereira LIMA Mabell Nery RIBEIRO Vânia Batista de Sousa LIMA Sobre os autores

Resumos

Objetivou-se avaliar o uso do zinco e da vitamina E em dietas para frangos de corte mantidos em cama reutilizada, no período de 1 a 21 dias de idade, sobre o desempenho, peso dos órgãos linfoides, digestivos e coração. Setecentos pintos distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2x3+1, sendo dois níveis de zinco (0,0 e 120mg/kg da dieta) associados a três níveis de vitamina E (0,0; 300 e 600mg/kg da dieta), uma dieta controle e cinco repetições, foram criados em galpões de alvenaria coberto de telhas de cerâmica e piso cimentado. No período de 1 a 21 dias, o ganho de peso é maior, sem a suplementação de zinco e vitamina E, quando as aves são mantidas em cama reutilizada em relação àquelas criadas em cama nova. A suplementação isolada de 300mg de vitamina E/kg e a associação de 120mg de zinco/kg com 600mg de vitamina E/kg conferem maior ganho de peso aos frangos de corte criados em cama reutilizada em comparação às aves alimentadas com dieta controle mantidas em cama nova. Conclui-se que os níveis de zinco e de vitamina E avaliados não melhoram os parâmetros de desempenho de frangos de corte mantidos em cama reutilizada de 1 a 21 dias de idade. O peso do intestino aumenta e o do baço diminui à medida que a vitamina E é suplementada na dietas desses animais.

desempenho; mineral; órgãos internos; tocoferol


The objective of this research was to evaluate the use of zinc and vitamin E in diets for broilers kept in reused litter, between 1-21 days of age, over performance, lymphoid organs, heart and digestive organs weight. Seven hundred chicks distributed in a completely randomized design in a factorial scheme 2x3+1, with two levels of zinc (0.0 and 120 mg/kg diet) associated with three levels of vitamin E (0.0, 300 and 600mg/kg diet), a control diet and five replications, were created in sheds covered masonry ceramic tiles and concrete floor . In the period of 1-21 days the weight gain is greater, without supplementation of zinc and vitamin E, when birds are kept on reused litter compared to those kept on new litter. The isolated supplementation of 300mg vitamin E/kg and the combination of 120mg zinc/kg with 600mg vitamin E/kg gives greater weight gain for broilers raised on reused litter compared to birds fed in a control diet kept in new litter. We conclude that the reviews levels of zinc and vitamin E do not improve feed intake, weight gain, feed conversion, the production viability and productive efficiency rate of broilers kept in re-used litter of 1 to 21 days of age. The intestine weight increases and the spleen's decreases as vitamin E is supplemented in the diets of these animals.

performance; mineral; internal organs; tocopherol


INTRODUÇÃO

Uma das limitações referentes à produção de frangos de corte na região Nordeste do Brasil são as elevadas temperaturas registradas na maior parte do ano. Ultrapassando os limites de conforto térmico, há o comprometimento no desempenho das aves, pois estas não possuem capacidade termorreguladora desenvolvida, assim, quando expostas a altas temperaturas o estresse é evidente.

Durante o estresse por calor a ave sofre mudanças fisiológicas na tentativa de manter a homeostase térmica. Nessa situação, ocorre o bloqueio no centro do apetite localizado no hipotálamo e diminuição do consumo de ração (AKSIT et al., 2006AKSIT, M.; YALCIN, S.; OZKAN, O.; METIN, K.; OZDEMIR, D. Effects of temperature during rearing and crating on stress parameters and meat quality of broilers. Poultry Science, v.85, n.11, p.1867–1874, 2006.). A redução do trato gastrointestinal, o aumento no consumo de água (LAGANÁ, 2008LAGANÁ, C. Influência de altas temperaturas na alimentação de frangos de corte. Pesquisa e Tecnologia, v.5, n.2, p.1-9, 2008.) e involução dos órgãos linfoides também são indicativos de estresse por calor (LAGANÁ et al., 2005aLAGANÁ, C.; RIBEIRO, A.M.L.; GONZALEZ, F.H.D; LACERDA, L.A.; TERRA, S.R.; BARBOSA, P.R. Suplementação de vitaminas e minerais orgânicos nos parâmetros bioquímicos e hematológicos de frangos de corte em estresse por calor. Boletim de Indústria Animal, v.62, n.2, p.157-165, 2005a.).

O uso de nutrientes funcionais, entre eles o zinco e a vitamina E, em rações como forma de minimizar o efeito da alta temperatura sobre o desempenho de frangos é alvo de diversas pesquisas (LAGANÁ & RIBEIRO, 2007LAGANÁ, C.; RIBEIRO, A.M.L. Uso de vitaminas e minerais em dietas para frangos de corte em ambientes quentes. Boletim de Indústria Animal, v.64, n.2, p.159-166, 2007.; El-HABBAK et al., 2011EL-HABBAK, M.M; EL-GHAMRY, A.A.; EL-MALLAH, G.M.; YOUNIS, H.H.; EL-KOMY, E.M. Influence of dietary vitamin E and C supplementation on performance and some metabolic response of broiler chicks subjected to heat stress. Word Journal of Agricultural Sciences, v.7, n.3, p.258-269, 2011.; BOIAGO et al., 2013)BOIAGO, M.M.; BORBA, H.; SOUZA, P.A.; SCATOLINI, A.M.; FERRARI, F.B.; GIAMPIETRO-GANECO, A. Desempenho de frangos de corte alimentados com dietas contendo diferentes fontes de selênio, zinco e manganês, criados sob condições de estresse térmico. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.65, n.1, p.241-247, 2013..

O zinco é um elemento mineral importante para as reações antioxidantes, uma vez que atua como co-fator de diversas enzimas envolvidas neste processo (PACHECO & GONSEBATT, 2009PACHECO, J.L.; GONSEBATT, M. E. The role of antioxidants and antioxidant-related enzymes in protective responses to environmentally induced oxidative stress. Mutation Research, v.674, n.1, p.137-147, 2009.). Segundo Fernandes (2012)FERNANDES, M.N.S. Metabolismo do zinco na nutrição de frangos de corte e suas respostas no desempenho e no sistema imune. Revista Eletrônica Nutritime, v.9, n.6, p.2104-2115, 2012. o zinco tem papel fundamental em várias rotas metabólicas essenciais para o crescimento, atua na proteção de membranas, síntese e secreção de hormônios e no sistema imunológico das aves.

A vitamina E é um elemento nutricional essencial para a saúde e crescimento dos animais, participa dos processos antioxidativos, melhora a resposta imunológica (ARAÚJO et al., 2010ARAÚJO, W.A.G.; ROSTAGNO, H.S.; ALBINO, L.F.T.; CARVALHO, T.A.; BIRRO, T. Vitamina E na nutrição animal. Revista Eletrônica Nutritime, v.7, n.4, p.1292-1303, 2010.), previne doenças e mantém a integridade dos tecidos (SOUZA et al., 2006SOUZA, P.A.; SOUZA, H.B.A.; PELICANO, E.R.L.; GARDINI, C.H.C.; OBA, A.; LIMA, T.M.A. Efeito da suplementação de vitamina E no desempenho e na qualidade da carne de frangos de corte. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, v.101, n.1, p.87-94, 2006.).

Uma prática utilizada no setor avícola é a reutilização da cama de aviário. A cama é reutilizada visando minimizar os impactos causados pelo descarte no meio ambiente após seu uso e, principalmente, com o objetivo de reduzir os custos de produção (TRALDI et al., 2009TRALDI, A.B.; OLIVEIRA, M.C.; RIZZO, P.V.; MORAES, V.M.B. Desempenho e características de carcaça de frangos de corte alimentados com ração contendo probiótico e criados sobre cama nova ou reutilizada. Ciência Animal Brasileira, v.10, n.1, p.107-114, 2009.).

A avaliação de frangos de corte, recebendo dietas suplementadas com zinco e vitamina E, mantidos sobre cama reutilizada, constitui uma lacuna ainda existente nas pesquisas relacionadas à nutrição animal. Dessa maneira, objetivou-se avaliar a utilização do zinco e da vitamina E, de forma isolada e associada, em dietas para frangos de corte mantidos em cama reutilizada, no período de 1 a 21 dias de idade, sobre o desempenho, peso dos órgãos linfoides, digestivos e coração.

MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi desenvolvida no Setor de Avicultura do Departamento de Zootecnia (DZO) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina, no mês de novembro de 2013, com procedimentos aprovados pelo Comitê de Ética em Experimentação com animais CEEA/UFPI, sob o numero 087/12.

Setecentos pintos, machos e fêmeas, da linhagem Ross, na fase de 1 a 21 dias de idade, com peso médio inicial de 39,0±1,6g, foram utilizados para o experimento. As aves, vacinadas contra as doenças de Marek e Gumboro, foram distribuídas em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2x3+1, sendo dois níveis de zinco, na forma orgânica Availa®Zn, associados a três níveis de vitamina E, na forma de acetato de DL-α-tocoferol, uma dieta controle e cinco repetições. Os níveis testados foram: 0,0 e 120mg de zinco/kg da dieta e 0,0, 300 e 600mg de vitamina E /kg da dieta suplementados na ração. Todas as aves foram mantidas sobre cama reutilizada, exceto o grupo que recebeu a dieta controle que permaneceu sobre cama nova composta de casca de arroz. A cama reutilizada, proveniente de 4 lotes anteriores, foi tratada pelo método de fermentação em leira descrito por Silva et al. (2007)SILVA, V.S.; VOSS, D.; COLDEBELLA, A.; BOSETTI, N.; AVILA, V.S. Efeito de tratamentos sobre a carga bacteriana de cama de aviário reutilizada em frangos de corte. Comunicado Técnico, n.467, p.1-10, 2007., antes do início do experimento.

Os frangos de corte receberam uma dieta pré-inicial até os 7 dias (Tabela 1) e, posteriormente, uma dieta para a fase inicial (Tabela 2), dos 8 aos 21 dias de idade. Após a análise dos ingredientes, as dietas foram formuladas para atender às exigências nutricionais recomendadas por Rostagno et al. (2011)ROSTAGNO, H.S.; ALBINO, L.F.T.; DONZELE, J.L.; GOMES, P.C.; OLIVEIRA, RF.; LOPES, D.C.; FERREIRA, A.S.; BARRETO, S.L.T.; EUCLIDES, R.F. Tabelas brasileiras para aves e suínos: composição de alimentos e exigências nutricionais. 3.ed. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa, 2011. 252p.. As aves receberam ração e água à vontade.

Tabela 1
Composição percentual e calculada das dietas experimentais usadas na fase de 1 a 7 dias de idade das aves
Tabela 2
Composição percentual e calculada das dietas experimentais usadas na fase de 8 a 21 dias de idade das aves

Foram alojadas 20 aves, sendo 10 machos e 10 fêmeas, em boxes de 2,7m2, dotados de comedouros tubulares e bebedouros pendulares, localizados em galpões de alvenaria coberto de telhas de cerâmica e piso cimentado. Para o controle da entrada de raios solares e correntes de ar, foram utilizadas cortinas nas laterais do galpão. No período do dia, em que a temperatura ultrapassou a zona de termoneutralidade das aves, foram ligados ventiladores visando amenizar o estresse por calor aos animais.

O monitoramento da temperatura e umidade relativa do ar nos galpões foi realizado por meio de termômetros de máxima e mínima e termo-higrômetro de bulbo seco e úmido, mantidos no centro do galpão à altura do dorso das aves. As leituras dos termômetros foram realizadas duas vezes ao dia (8 e 16 horas), durante todo o período experimental. O programa de luz adotado foi o continuo (24 horas de luz natural+artificial) utilizando lâmpadas incandescentes de 60 watts.

O consumo de ração no período de 1 a 7 e 1 a 21 dias de idade foi calculado pela diferença entre a quantidade de ração fornecida no início e no final de cada período experimental, levando-se em consideração as sobras das rações. Para determinar o ganho de peso, as aves foram pesadas no inicio e no final de cada fase. A partir dos dados de consumo de ração e de ganho de peso, foi calculado a conversão alimentar dos animais.

A Viabilidade Criatória (VC) e o Índice de Eficiência Produtiva (IEP) foram calculados segundo as fórmulas: VC = 100 – (% de aves mortas) e IEP = (PV x VC) / (I x CA) x 100, em que: PV é o peso vivo das aves (kg), VC é a viabilidade criatória (%), I é a idade em dias e CA é a conversão alimentar (STRINGHINI et al., 2006STRINGHINI, J.H.; ANDRADE, M.L.; ANDRADE, L.A. Desempenho, balanço e retenção de nutrientes e biometria dos órgãos digestivos de frangos de corte alimentados com diferentes níveis de proteína na ração pré-inicial.Revista Brasileira de Zootecnia, v.35, n.6, p.2350-2358, 2006.).

No 21° dia, o experimento foi finalizado e duas aves, com peso próximo a média de cada boxe, foram colocadas em jejum alimentar de 12 horas e, posteriormente, sacrificadas por deslocamento cervical e sangria para avaliação do peso absoluto e relativo de órgãos linfoides (timo, baço e bolsa cloacal), digestivos (intestino, fígado, pâncreas e moela) e coração.

Os dados de temperatura e umidade relativa do ar foram submetidos aos cálculos de média e desvio padrão. Já os resultados de desempenho produtivo, peso de órgãos linfoides, digestivos e coração foram submetidos à análise de variância e teste de regressão, bem como os testes de Tukey e SNK. No confronto de cada tratamento com a dieta controle, aplicou-se o teste de Dunnett, segundo os procedimentos do PROC GLM do software SAS (2008)STATISTICAL ANALYSIS SYSTEM – SAS. User's guide. Version 9.2. Cary: SAS Institute, 2008.. Foi usado o α = 0,05.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados de temperatura e a umidade relativa do ar, aferidos durante o período experimental (Tabela 3), mostram que as temperaturas máximas observadas ultrapassaram a zona de termoneutralidade das aves caracterizando uma exposição cíclica ao calor, uma vez que, segundo Aviagen Ross (2009)AVIAGEN ROSS. Ross Broiler Management Manual, 2009. Disponível em: http://pt.aviagen.com/assets/Tech_Center/Ross_Broiler/Ross_Broiler_Manual_09.pdf Acesso em: 18 jan. 2014.
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, as temperaturas recomendadas para a criação de frangos da linhagem Ross são de 31,54 ± 2,58; 28,42 ± 2,29 e 25,74 ± 2,03ºC, respectivamente, para a primeira, segunda e terceira semana de idade dos frangos de corte e a umidade relativa do ar entre 60 e 70%.

Tabela 3
Médias de temperatura e umidade relativa do ar no galpão durante a fase experimental

Quando a temperatura ambiente está acima da zona de conforto térmico a ave é submetida ao estresse por calor (LAGANÁ, 2008LAGANÁ, C. Influência de altas temperaturas na alimentação de frangos de corte. Pesquisa e Tecnologia, v.5, n.2, p.1-9, 2008.) e quando mantida em calor úmido, acima de 70% de umidade relativa do ar, apresenta menor eficiência em dissipar o calor corporal (OLIVEIRA et al., 2006OLIVEIRA, R.F.M.; DONZELE, J.L.; ABREU, M.L.T.; FERREIRA, R.A.; VAZ, R.G.M.; CELLA, P.S. Efeitos da temperatura e da umidade relativa sobre o desempenho e o rendimento de cortes nobres de frangos de corte de 1 a 49 dias de idade. Revista Brasileira de Zootecnia, v.35, n.3, p.797-803, 2006.) agravando o quadro de estresse. Nesse sentido, em estresse por calor, a ave demanda maior esforço fisiológico para manutenção da homeotérmia, com consequente desvio energético e diminuição do consumo de ração (LAGANÁ, 2008LAGANÁ, C. Influência de altas temperaturas na alimentação de frangos de corte. Pesquisa e Tecnologia, v.5, n.2, p.1-9, 2008.) comprometendo o seu desempenho zootécnico.

No período de 1 a 7 dias de idade, não houve interação entre os níveis de zinco e de vitamina E (P>0,05), para os parâmetros consumo de ração, ganho de peso, conversão alimentar, viabilidade criatória e índice de eficiência produtiva (Tabela 4).

Tabela 4
Desempenho de frangos de corte, no período de 1 a 7 dias de idade, alimentados com diferentes níveis de zinco e vitamina E

O nível 120mg de zinco suplementado na ração proporcionou menor índice de eficiência produtiva (IEP), quando comparado a dieta das aves mantidas em cama reutilizada sem a suplementação desse mineral. Além disso, com a associação de zinco e vitamina E, possibilitou o ajuste pelo modelo quadrático para o mesmo parâmetro avaliado, de acordo com a equação: Ŷ = 200,71- 0,146x+ 0,00022x2 (r2 = 0,99), onde a suplementação de 331,81mg de vitamina E/kg proporcionou o menor IEP nessa fase de criação. A submissão cíclica ao calor pode ter interferido no resultado do IEP na associação do zinco com a vitamina E no período de 1 a 7 dias de idade. Uma vez que altas temperaturas causam aumento no consumo de água, menor absorção dos nutrientes devido o aumento na taxa de passagem dos alimentos (LAGANÁ, 2008LAGANÁ, C. Influência de altas temperaturas na alimentação de frangos de corte. Pesquisa e Tecnologia, v.5, n.2, p.1-9, 2008.) e aumento da excreção mineral (SAHIN et al., 2005SAHIN, K.; SMITH, M. O.; ONDERCI, M.; SAHIN, N.; GURSU, M. F.; KUÇUK, O. Supplementation of zinc from organic or inorganic source improves performance and antioxidant status of heat-distressed quail. Poultry Science, v.84, n.6, p.882–887, 2005.). Porém, como houve diferença apenas no IEP, esse resultado é sugestivo que, mesmo que seja um índice utilizado como forma de avaliar o desempenho produtivo do lote, o IEP não é um identificador efetivo na produção de frangos na fase de 1 a 7 dias de idade.

Resultados semelhantes aos encontrados nesta pesquisa foram observados por Burrel et al. (2004)BURREL, A.L.; DOZIER, W.A.; DAVIS, A.J.; COMPTON, M.M.; FREEMAN, M.E.; VENDRELL, P.F.; WART, T.L. Responses of broilers to dietary zinc concentrations and sources in relation to environmental implications.Poultry Science, v.45, n.2, p.255-63, 2004., onde o acréscimo de zinco na dieta basal não influenciou o desempenho de frangos de corte, exceto o ganho de peso. Já Boiago et al. (2013)BOIAGO, M.M.; BORBA, H.; SOUZA, P.A.; SCATOLINI, A.M.; FERRARI, F.B.; GIAMPIETRO-GANECO, A. Desempenho de frangos de corte alimentados com dietas contendo diferentes fontes de selênio, zinco e manganês, criados sob condições de estresse térmico. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.65, n.1, p.241-247, 2013. afirmam que a utilização de microminerais complexados a moléculas orgânicas, como o zinco, proporciona melhor desempenho produtivo, principalmente quando as aves são criadas em ambiente quente.

As aves, suplementadas isoladamente com o nível de 600mg de vitamina E/kg da dieta, tiveram melhor conversão alimentar do que as aves do tratamento controle em cama nova. Essa melhoria explica a ação benéfica da vitamina E em frangos de corte sendo um elemento nutricional essencial para a saúde e crescimento dos animais. Essa vitamina participa dos processos antioxidativos agindo contra a peroxidação lipídica da membrana celular (SOUZA & FERREIRA, 2007SOUZA, J.D.S.; FERREIRA, W.M. O papel da vitamina E na nutrição e reprodução animal – o meio de defesa contra os radicais livres. Revista Eletrônica Nutritime, v.4, n.3, p.456-461, 2007.), melhora a resposta imunológica (ARAÚJO et al., 2010)ARAÚJO, W.A.G.; ROSTAGNO, H.S.; ALBINO, L.F.T.; CARVALHO, T.A.; BIRRO, T. Vitamina E na nutrição animal. Revista Eletrônica Nutritime, v.7, n.4, p.1292-1303, 2010., previne doenças e mantém a integridade dos tecidos (SOUZA et al., 2006)SOUZA, P.A.; SOUZA, H.B.A.; PELICANO, E.R.L.; GARDINI, C.H.C.; OBA, A.; LIMA, T.M.A. Efeito da suplementação de vitamina E no desempenho e na qualidade da carne de frangos de corte. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, v.101, n.1, p.87-94, 2006..

Os benefícios da vitamina E sobre a conversão alimentar são observados em várias pesquisas indicando diferentes níveis de suplementação. Segundo Cardozo et al. (2007)CARDOZO, A.L.S.P.; ALBUQUERQUE, R.; TESSARI, R. Desempenho de frangos de corte recebendo rações com diferentes níveis de inclusão de zinco e de vitamina E. Arquivos do Instituto Biológico, v.74, n.4, p.307-313, 2007., o nível de 120mg de vitamina E conferiu melhor conversão alimentar nas dietas dos frangos quando comparado a níveis inferiores. Já Souza et al. (2011)SOUZA, M.G.; OLIVEIR, R.F.M.; DONZELE, J.L.; MAIA, A.P.A.; BALBINO, E.M.; OLIVEIRA, W.P. Utilização das vitaminas C e E em rações para frangos de corte mantidos em ambiente de alta temperatura. Revista Brasileira de Zootecnia, v.40, n.10, p.2192-2198, 2011. observaram que a suplementação de 300mg de vitamina E em dietas de frangos de corte, em estresse por calor, não tem influência sobre parâmetros de desempenho.

Para o período de 1 a 21 dias de idade, também, não houve efeito dos níveis de zinco e de vitamina E e da associação entre estes (P>0,05) para os parâmetros consumo de ração, ganho de peso, conversão alimentar, viabilidade criatória e índice de eficiência produtiva (Tabela 5).

Tabela 5
Desempenho de frangos de corte, no período de 1 a 21 dias de idade, alimentados com diferentes níveis de zinco e vitamina E

As aves alojadas em cama reutilizada, quando receberam dietas sem a suplementação com zinco e vitamina E, tiveram maior ganho de peso do que àquelas que permaneceram em cama nova, porém as demais variáveis de desempenho não foram afetadas. Esse fato indica que a cama reutilizada interfere positivamente no ganho de peso de frangos de corte. Resultados semelhantes foram relatados por Santos et al. (2005)SANTOS, T.M.B.; LUCAS JUNIOR, J.; SAKOMURA, N.K. Efeitos de densidade populacional e da reutilização da cama sobre o desempenho de frangos de corte e produção de cama. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, v.100, n.1, p.45-52, 2005. onde aves criadas em cama reutilizada apresentavam, aos 21 dias, peso vivo superiores àquelas criadas em cama nova.

Em comparação com a tratamento controle, o nível isolado de 300mg de vitamina E/kg promoveu maior ganho de peso aos 21 dias de idade. Esse maior ganho de peso pode estar relacionado aos benefícios da suplementação da vitamina E em frangos de corte em estresse por calor em função de suas propriedades antioxidantes, e também, por reduzir as concentrações plasmáticas de corticosterona (SOUZA et al., 2011SOUZA, M.G.; OLIVEIR, R.F.M.; DONZELE, J.L.; MAIA, A.P.A.; BALBINO, E.M.; OLIVEIRA, W.P. Utilização das vitaminas C e E em rações para frangos de corte mantidos em ambiente de alta temperatura. Revista Brasileira de Zootecnia, v.40, n.10, p.2192-2198, 2011.). Pois no estresse por calor, ocorre um aumento da concentração de corticosterona no sangue das aves (TEIXEIRA & ABREU, 2011TEIXEIRA, M.P.F.; ABREU, M.L.T. Vitamina C em rações para frangos de corte estressados por calor. Revista Eletrônica Nutritime, v.8, n.2, p.1489-1498, 2011.), que ocasionam a degradação protéica no músculo esquelético (GONZALES & SARTORI, 2008)GONZALES, E.; SARTORI, J.R. Crescimento e metabolismo muscular. In: MACARI, M.; FURLAN, R. L.; GONZALES, E. Fisiologia aviária aplicada a frangos de corte. 2.ed. Jaboticabal: UNESP/FUNEP, 2008. p.209-230. afetando a desempenho das aves.

No nível associado de 120mg de zinco/kg com 600mg de vitamina E/kg, o ganho de peso foi maior quando comparado ao tratamento controle onde as aves permaneceram em ambiente com cama nova, indicando que a suplementação desses nutrientes em conjunto, pode amenizar os efeitos causados pelo estresse por calor, uma vez que climas quentes limitam a performance de frangos (LAGANÁ & RIBEIRO, 2007LAGANÁ, C.; RIBEIRO, A.M.L. Uso de vitaminas e minerais em dietas para frangos de corte em ambientes quentes. Boletim de Indústria Animal, v.64, n.2, p.159-166, 2007.).

No entanto, Cardozo et al. (2007)CARDOZO, A.L.S.P.; ALBUQUERQUE, R.; TESSARI, R. Desempenho de frangos de corte recebendo rações com diferentes níveis de inclusão de zinco e de vitamina E. Arquivos do Instituto Biológico, v.74, n.4, p.307-313, 2007., utilizando a associação de vitamina E e zinco, não perceberam diferença no ganho de peso de frangos de corte na fase de 1 a 21 dias de idade. De modo semelhante, Laganá et al. (2007)LAGANÁ, C.; RIBEIRO, A.M.L.; KESSLER, A.M.; KRATZ, L.R.; PINHEIRO, C.C. Effect of the supplementation of vitamins and organic minerals on the performance of broilers under heat stress. Revista Brasileira de Ciência Avícola, v.9, n.1, p.39-43, 2007. avaliaram tratamentos com a associação ou não de vitaminas e minerais, entre eles, o zinco e a vitamina E, e não observaram diferenças no ganho de peso e no consumo de ração, mas verificaram diferenças significativas na taxa de conversão alimentar, sendo a melhor conferida nas aves que receberam suplementação associada de vitaminas e minerais.

Em relação ao peso dos órgãos avaliados, não houve interação entre os níveis de zinco e vitamina E (P>0,05) para os pesos absolutos e relativos dos órgãos: timo, baço, bolsa cloacal, fígado, moela, pâncreas e coração de frangos de corte aos 21 dias de idade. No entanto, houve interação entre os níveis estudados (P<0,05) para o peso absoluto e relativo dos intestinos delgado e grosso (Tabelas 6 e 7).

Tabela 6
Peso absoluto dos órgãos linfoides, digestivos e coração de frangos de corte, aos 21 dias de idade, alimentados com diferentes níveis de zinco e vitamina E
Tabela 7
Peso relativo dos órgãos linfoides, digestivos e coração de frangos de corte, aos 21 dias de idade, alimentados com diferentes níveis de zinco e vitamina E

O peso absoluto do intestino foi influenciado de forma linear com a suplementação isolada de vitamina E, de acordo com a equação Ŷ = 32,589+ 0,0090x (R2= 0,99). Comparando o tratamento controle onde aves foram mantidas em cama nova com os demais tratamentos para aves em cama reutilizada, verificou-se que a suplementação isolada dos níveis 120mg de zinco/kg e 600mg de vitamina E/kg, proporcionam maiores pesos absolutos do intestino (P<0,05).

Na interação entre os níveis de zinco e de vitamina E, constatou-se que a suplementação associada nos níveis de 120mg de zinco e 600mg de vitamina E, bem como, a não suplementação destes nutrientes, conferiram menor peso absoluto de intestino. Esse resultado reflete aos ajustes fisiológicos das aves em estresse por calor e indicam que a utilização desse mineral pode ser influenciada de forma negativa por essa vitamina, como observado no resultado do índice de eficiência produtiva na fase de 1 a 7 dias.

Animais mantidos em ambiente com altas temperaturas reduzem o tamanho das vísceras para compensar a carga de calor a ser dissipada para o ambiente (BORGES et al., 2002BORGES, A.F.; OLIVEIRA, R.F.M.; DONZELE, J.L.; ALBINO, L.F.T.; ORLANDO, U.A.D.; FERREIRA, R.A. Exigência de Lisina para Pintos de Corte Machos Mantidos em Ambiente com Alta Temperatura. Revista Brasileira de Zootecnia, v.31, n.1, p.394-401, 2002.). Considerando que o intestino é a porção mais longa do sistema digestório, responsável pela digestão final do alimento e absorção dos nutrientes (MAIORKA et al., 2008MAIORKA, A.; BOLELI, I. S.; MACARI, M. Desenvolvimento e reparo da mucosa intestinal. In: MACARI, M.; FURLAN, R. L.; GONZALES, E. Fisiologia aviária aplicada a frangos de corte. 2.ed., Jaboticabal: UNESP, FUNEP, 2008, p.209-230.), os efeitos da exposição das aves ao calor podem ser irreversíveis. Além disso, a temperatura ambiente cíclica elevada tem efeito danoso sobre a estrutura da mucosa duodenal de frangos de corte até a quarta semana de idade e sobre o peso corporal ao final do ciclo produtivo (MARCHINI et al., 2009MARCHINI, C.F.P.; SILVA, P.L.; NASCIMENTO, M.R.B.M.; BELETTI, M.E.; GUIMARÃES, E.C.; SOARES, H.L. Morfometria da mucosa duodenal em frangos de corte submetidos à temperatura ambiente cíclica elevada. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.61, n.2, p.491-497, 2009.). Assim, os maiores níveis de zinco e vitamina E desta pesquisa apontam que sua suplementação associada possui limites quanto ao peso absoluto de intestino.

Em relação ao peso relativo de intestino (Tabela 7), além da interação entre os níveis de zinco e vitamina E, verificou-se um comportamento linear dos dados (P<0,05) com a suplementação isolada de vitamina E de acordo com a equação Ŷ = 4,648+ 0,00115x (R2=0,99).

No desdobramento da interação constatou-se que a suplementação de vitamina E proporciona maior peso relativo de intestino das aves mantidas em estresse por calor cíclico. Quanto aos níveis associados de zinco e vitamina E, avaliados nesta pesquisa, verificou-se menores pesos relativos do mesmo órgão digestivo. Nesse sentido, maiores níveis de vitamina E podem, quando não associados ao mineral zinco, proporcionar maior peso de intestino nas condições avaliadas desta pesquisa, visto que, ocorreu um aumento linear à medida que aumentou a suplementação da referida vitamina. Ajakaiye et al. (2011)AJAKAIYE, J.J.; PEREZ-BELLO, A.; MOLLINEDA-TRUJILLO, A. Impact of heat stress en egg quality in layer hens supplemented with l-ascorbic acid and dl-tocopherol acetate. Veterinarski arhiv, v.81, n.1, p.119-132, 2011. afirmam que a ação antioxidante da vitamina E proporciona efeito benéfico em aves quando criadas em altas temperaturas. Por outro lado, Souza et al. (2011)SOUZA, M.G.; OLIVEIR, R.F.M.; DONZELE, J.L.; MAIA, A.P.A.; BALBINO, E.M.; OLIVEIRA, W.P. Utilização das vitaminas C e E em rações para frangos de corte mantidos em ambiente de alta temperatura. Revista Brasileira de Zootecnia, v.40, n.10, p.2192-2198, 2011. não observaram efeito da suplementação de acetato de DL-α-tocoferol sobre os pesos absoluto e relativo de intestino de frangos de corte aos 21 dias de idade mantidos em estresse por calor cíclico.

Os níveis isolados de 120mg de zinco/kg, 300 e 600mg de vitamina E/kg (P<0,05), proporcionaram maiores pesos relativos para o intestino em comparação ao controle. Estes resultados sugerem que a exigência de zinco é aumentada, durante a exposição às condições de estresse por calor cíclico (LAGANÁ et al., 2005aLAGANÁ, C.; RIBEIRO, A.M.L.; GONZALEZ, F.H.D; LACERDA, L.A.; TERRA, S.R.; BARBOSA, P.R. Suplementação de vitaminas e minerais orgânicos nos parâmetros bioquímicos e hematológicos de frangos de corte em estresse por calor. Boletim de Indústria Animal, v.62, n.2, p.157-165, 2005a.), e que a vitamina E é benéfica em função de suas propriedades antioxidantes (SILVA et al., 2011)SILVA, I.C.M.; RIBEIRO, A.M.L.; CANAL, C.W.; VIEIRA, M.M.; PINHEIRO, C.C.; GONÇALVES, T.; MORAES, M.L. de; LEDUR, V.S. Effect of vitamin E levels on the cell-mediated immunity of broilers vaccinated against coccidiosis.Revista Brasileira de Ciência Avícola, v.13, n.1, p.53-56, 2011..

Com a suplementação isolada de vitamina E verificou-se redução linear Ŷ = 0,701- 0,00026x (R2= 0,81) sobre o peso absoluto do baço (Tabela 6).

A liberação do hormônio corticosterona, durante o estresse, pode ocasionar a involução do tecido linfoide (LAGANÁ et al., 2005aLAGANÁ, C.; RIBEIRO, A.M.L.; GONZALEZ, F.H.D; LACERDA, L.A.; TERRA, S.R.; BARBOSA, P.R. Suplementação de vitaminas e minerais orgânicos nos parâmetros bioquímicos e hematológicos de frangos de corte em estresse por calor. Boletim de Indústria Animal, v.62, n.2, p.157-165, 2005a.). Porém, aves alimentadas com vitamina E melhoram a resposta imune das células, devido as suas propriedades antioxidantes e imunomoduladoras (SILVA et al., 2011SILVA, I.C.M.; RIBEIRO, A.M.L.; CANAL, C.W.; VIEIRA, M.M.; PINHEIRO, C.C.; GONÇALVES, T.; MORAES, M.L. de; LEDUR, V.S. Effect of vitamin E levels on the cell-mediated immunity of broilers vaccinated against coccidiosis.Revista Brasileira de Ciência Avícola, v.13, n.1, p.53-56, 2011.), fato este não observado nesta pesquisa. Visto que, para o peso absoluto do baço, órgão secundário do sistema linfoide, à medida que níveis mais elevados de vitamina E foram incluídos na dieta acarretou menor peso desse órgão.

Redução linear (P<0,05) também ocorreu para peso relativo do baço, com adição desta vitamina, segundo a equação Ŷ = 0,094- 0,000033x (R2=0,89) (Tabela 7).

Com a suplementação de vitamina E, os dados de peso relativo de baço decresceram linearmente. De acordo com Laganá et al. (2005b)LAGANÁ, C.; RIBEIRO, A.M.L.; KESSLER, A.M.; SOUZA, E.N. Influência do nível nutricional da dieta no rendimento de órgãos e gordura abdominal em frangos estressados por calor. Revista Brasileira de Saúde Produção Animal[online], v.6, n.2, p.59-66, 2005b. o peso relativo do baço reduz em 22,5% em frangos de corte mantidos sob estresse por calor cíclico e afirmam que a suplementação vitamínico e/ou mineral não reverte o quadro de atrofia dos órgãos linfoides causado pelo estresse, como verificado nessa pesquisa. Porém uma análise minuciosa poderia verificar os verdadeiros danos causados a este órgão, sendo que, o peso proporcional de órgãos linfoides e sua histologia são utilizados para avaliar a resposta em casos de estresse (REVIDATTI et al., 2002REVIDATTI, F.A.; FERNANDEZ, R.J.; TERRAES, J.C. Modificaciones del peso corporal y indicadores de estrés en pollos parrilleros sometidos a inmovilización y volteo. Revista Veterinaria Argentina, v.12, n.1, p.11-14, 2002.).

Com base nos resultados desta pesquisa, conclui-se que os níveis de zinco e de vitamina E avaliados não melhoram o consumo de ração, o ganho de peso, a conversão alimentar, a viabilidade criatória e o índice de eficiência produtiva de frangos de corte mantidos em cama reutilizada na fase de 1 a 21 dias de idade. O peso do intestino aumenta e o do baço diminui à medida que a vitamina E é suplementada à dieta de frangos de corte mantidos em cama reutilizada aos 21 dias de idade.

AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo a Pesquisa do Piauí (FAPEPI) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo financiamento da pesquisa.

REFERÊNCIAS

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Jun 2015

Histórico

  • Recebido
    30 Abr 2014
  • Recebido
    23 Mar 2015
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