Identificação morfométrica de pequenos mamíferos usando tubos de pegadas no Cerrado

Alexandre R. T. Palma Rodrigo Gurgel-Gonçalves Sobre os autores

Um método alternativo de identificação e inventário de roedores e marsupiais de florestas e áreas abertas do Cerrado é apresentado e discutido. Os tubos de pegadas foram projetados de acordo com o tamanho das espécies alvo e usados para construir uma coleção de referência de pegadas de pequenos mamíferos formada por 1408 pegadas pertencentes a 251 indivíduos de 30 espécies (21 roedores e nove marsupiais). Armadilhas Sherman e tubos de pegadas foram usados para conduzir inventários em matas de galeria. As pegadas obtidas nos tubos foram digitalizadas e comparadas com as da coleção de referência usando Análise Discriminante (DFA). Essas análises produziram boa diferenciação de pegadas, mesmo entre espécies congenéricas. Na análise DFA, os dois eixos foram relacionados a tamanho e arborealidade. A eficiência dos tubos de pegadas foi maior (sucesso dos tubos de pegadas = 31%) que a armadilhagem convencional (sucesso das armadilhas = 14%) nos inventários. Os tubos de pegadas forneceram boa descrição da comunidade de pequenos mamíferos em matas de galeria, detectando roedores e marsupiais de diferentes hábitos, incluindo espécies que dificilmente são capturadas. Este trabalho também discute vantagens e limitações do uso dos tubos de pegadas em inventários e estudos ecológicos e conclui que esta técnica pode ser eficiente na realização de estudos de longo prazo e de inventários rápidos, como uma técnica complementar à armadilhagem.

Análise discriminante; marsupiais; roedores; forma; tamanho


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