Estirpes de Burkholderia promovem o crescimento de Mimosa spp. mas não o de Macroptilium atropurpureum

Kaliane Sírio Araújo Fernanda de Carvalho Fatima Maria de Souza Moreira Sobre os autores

RESUMO

O objetivo deste trabalho foi avaliar a relação e a eficiência simbiótica de 14 estirpes de Burkholderia isoladas de campos rupestres, utilizando M. atropurpureum e Mimosa tenuiflora como plantas iscas, com as espécies: M. atropurpureum, Mimosa bimucronata e M. foliolosa. Para o teste de nodulação e eficiência simbiótica em M. atropurpureum foram utilizadas garrafas do tipo long neck, contendo solução nutritiva. Os experimentos com as Mimosa spp. foram realizados em tubetes contendo vermiculita (160 cm3) e areia (80 cm3) (2:1). Os parâmetros avaliados foram número de nódulos, produções de massa de matéria seca de nódulos, da parte aérea, da raiz e total para todas as espécies vegetais analisadas, e altura da planta, diâmetro, e o índice de qualidade de Dickson para as espécies de Mimosa. Das 14 estirpes avaliadas, duas foram capazes de nodular M. atropurpureum. Entretanto, estas foram ineficientes na promoção de crescimento vegetal. Todas as estirpes testadas estabeleceram simbiose com M. bimucronata e 12 estirpes nodularam M. foliolosa. Destas, seis promoveram o crescimento de M. bimucronata e sete apresentaram eficiência simbiótica em M. foliolosa. Destacam-se as estirpes UFLA 01-739, UFLA 01-748, UFLA 01-751 isoladas de M. tenuiflora e UFLA 04-260 e UFLA 04-405 isoladas de M. atropurpureum como potenciais inoculantes para as espécies de Mimosa avaliadas.

Palavras-chave:
Campos rupestres; Bactérias fixadoras de nitrogênio; Simbioses; Mimosa bimucronata; Mimosa foliolosa

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