Avaliação visual da degradação em pastagens: validação pela cobertura do solo e variação sazonal

Edevaldo de Castro Monteiro Diego Lang Burak Alexson de Mello Cunha Renato Ribeiro Passos Eduardo de Sá Mendonça Sobre os autores

RESUMO

Avaliações visuais dos níveis de degradação das pastagens se difundem pela rapidez, praticidade e baixo custo. No entanto, podem ser subjetivas, interferindo na distinção dos níveis de degradação e na definição de práticas de manejo. Tal fato, associado à falta de padronização do número de níveis e épocas de avaliação, indica a necessidade de mais estudos. Dessa forma, objetivou-se avaliara relação entre níveis de degradação das pastagens separados visualmente e a cobertura do solo mensurada a campo no verão e inverno. Percentagens de capim-braquiária, solo exposto, vegetação espontânea (de folha larga e estreita) e cobertura morta foram avaliadas em 35 áreas com diferentes níveis de degradação visual. A Análise Discriminante Canônica demonstrou que ao diminuir os níveis de degradação visualmente avaliados, obtém-se melhor validação com a cobertura do solo mensurada diretamente a campo no período de verão. A ambiguidade visual entre plantas espontâneas e pastagens nos dois períodos avaliados, assim como do solo exposto e cobertura morta no inverno, dificulta a separação visual dos níveis de degradação. Avaliações visuais da degradação das pastagens devem ser padronizadas no período de verão e simplificadas em dois níveis de degradação, tornando-as mais acuradas e melhor relacionadas com a cobertura vegetal mensurada diretamente a campo.

Palavras-chave:
Brachiaria spp; Solo exposto; Análise multivariada; Indicadores de qualidade

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