Editorial

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Estamos em constantes mudanças. As informações e novos achados caminham agora de maneira muito rápida e parece até mais difícil acompanhá-los. Há pouco tempo, nem imaginávamos serem possíveis as ferramentas que a informática nos traz. Podem imaginar fazer pesquisa consultando arquivos imensos em bibliotecas? Anotando em papeizinhos os códigos e números de estantes para "tentar" encontrar o livro ou revista de interesse? Depois era necessário fazer o fichamento do artigo que interessava, marcar e separar as revistas para tirar uma cópia (Xerox), levar para casa e, juntando tudo, ir escrevendo ... Isso quando encontrávamos o que procurávamos!

Se pensarmos que essa situação ocorria há apenas 20 anos ou até menos, o que temos hoje parece até ficção científica. As principais Revistas Científicas encontram-se on line, várias delas com os artigos disponíveis a apenas "um clique". É incrível fazer uma pesquisa inteira de revisão da literatura, por exemplo, sem sair de sua casa! Parece ter sido impossível viver sem a informática e a Internet. Cursos com interação à distância, palestras e aulas interativas são assistidas simultaneamente por alunos espalhados por todo o mundo; Chats que tiram dúvidas em tempo real; ferramentas inteligentes; Telessaúde, imagens tridimensionais... É uma lista interminável de recursos. É um verdadeiro universo de informações à nossa frente.

A informática é hoje fundamental para a prática de qualquer especialidade.

Se por um lado isso tudo já se encontra incorporado a várias instituições de ensino e também a algumas clínicas, nos preocupa o fato de que muitos profissionais ainda não estão atentos aos novos avanços e abrangência que a tecnologia nos propicia. Por outro lado, apesar de tais avanços permitirem maior precisão em diagnóstico e direção dos tratamentos, não se pode deixar de lado a individualização de cada paciente em termos de reabilitação clínica. Tampouco deve ser minimizada a importância da análise clínica, diretamente com o paciente, valorizando suas queixas, suas características pessoais e seus anseios. Afinal não se deve tratar "resultados de exames".

Quanto à pesquisa científica, com tantas possibilidades de buscas e facilidades em analisarmos tantas pesquisas dos mais variados tipos, podemos pensar em como andam os nossos caminhos. Continuamos valorizando os trabalhos baseados em: avaliações e procedimentos clínicos, revisões sistemáticas da literatura que hoje é tão acessível; ensaios clínicos controlados; estudos subjetivos e, acompanhando as tendências, os estudos utilizando tecnologia de ponta.

A Revista CEFAC traz nesse fascículo, para você leitor, 15 artigos originais, três artigos de revisão e dois de relatos de casos, enfocando as múltiplas áreas de abrangência profissional. Temos aqui estudos variados, de diferentes regiões e de variadas instituições.

O momento mostra claramente a possibilidade e necessidade de buscar informações. O preparo profissional consiste na procura por boa formação e educação continuada, buscando excelência no que se faz.

A Revista CEFAC é um dos veículos que fornecem material para isso.

Boa leitura. Bom trabalho.

Esther Mandelbaum Gonçalves Bianchini

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    04 Maio 2011
  • Data do Fascículo
    Abr 2011
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