O ruído e a qualidade de vida na perspectiva de trabalhadores de postos de combustíveis

Jodeli Pommerehn Valdete Alves Valentins dos Santos Filha Silvana Basso Miolo Elenir Fedosse Sobre os autores

RESUMO

Objetivo:

avaliar a compreensão sobre o ruído e a percepção sobre a qualidade de vida de trabalhadores de postos de combustíveis.

Métodos:

trata-se de um estudo exploratório, com amostra de 32 trabalhadores, de ambos os sexos, de três postos de combustíveis de um município do interior do Rio Grande do Sul. A coleta foi realizada durante as atividades alusivas ao Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído, em abril de 2015, por um questionário sobre ruído e saúde auditiva e pelo World Heath Organization Quality of Life (WHOQOL-Bref).

Resultados:

a maioria dos trabalhadores relatou não apresentar perda auditiva, incômodo ou dor quando submetida a ruídos. No entanto, acreditam que a exposição ao ruído pode levar ao comprometimento auditivo, assim como ao zumbido e à tontura. O ambiente de trabalho foi indicado como ruidoso, porém os trabalhadores não se percebem produtores de ruído e não adotam medidas preventivas. Quanto à qualidade de vida, o menor score foi relativo ao domínio ambiental, em ambos os sexos e na faixa etária igual e inferior a 30 anos.

Conclusão:

o estudo permitiu compreender que a maioria dos trabalhadores ainda não possui conhecimento suficientemente significante sobre a necessidade de medidas de proteção contra o ruído; também evidenciou que o domínio ambiental foi o mais comprometido na percepção dos trabalhadores sobre qualidade de vida.

Descritores:
Ruído Ocupacional; Ambiente de Trabalho; Qualidade de Vida

ABSTRACT

Purpose:

to evaluate the understanding of noise and the perception about quality of life of gas station workers.

Methods:

this is an exploratory study with a sample of 32 employees, of both sexes from three gas stations of a country town in the state of Rio Grande do Sul. Data were collected during the activities allusive to the International Noise Awareness Day, in April 2015, by a questionnaire on noise and hearing health and by the World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-Bref).

Results:

most workers reported not having a hearing loss, discomfort or pain when subjected to noise. However, they believe that exposure to noise can lead to hearing loss as well as tinnitus and dizziness. The working environment was indicated as noisy, but the workers do not perceive themselves as noise producers and do not adopt preventive measures. Concerning the quality of life, the lowest score was for the environmental domain, in both sexes and age equal and less than 30 years.

Conclusion:

the study allowed to understand that the majority of workers does not have significant knowledge about the need for protective measures against noise; also showed that the environmental domain was the most compromised in the perception of employees on quality of life.

Keywords:
Occupational Noise; Working Environment; Quality of Life

Introdução

A inquietação com questões relacionadas à qualidade de vida, advindas das ciências humanas e biológicas, desponta no sentido de valorizar parâmetros mais amplos que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou o aumento da expectativa de vida11. Pereira EF, Teixeira CS, Santos A. Qualidade de vida: abordagens, conceitos e avaliação. Rev Educ Fís Esporte. [periódico na Internet]. 2012 [acessado em: 01 de maio de 2015]; 26 (2): [9 páginas]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbefe/v26n2/07.pdf
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. É necessário considerar a percepção do sujeito quanto a sua posição na vida, no contexto cultural, no plano/sistema de valores nos quais vive, e na relação com seus propósitos, expectativas e preocupações22. WHOQOL Group. The development of the World Health Organization quality of life assessment instrument (the WHOQOL). In: Orley J, Kuyken W (Eds.). Quality of life assessment: international perspectives. Heidelberg: Springer;1994. p. 41-60..

Pode-se dizer que, na atualidade, o trabalho ocupa uma parcela considerável na vida das pessoas, influenciando direta e significantemente na qualidade de vida dos trabalhadores. Por isso, a gestão desta qualidade depende fundamentalmente da maximização do potencial humano; o espaço físico deve ser um lugar no qual o trabalhador tenha o máximo de conforto e possa mensurar o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal33. Carvalho MFS. Gestão de Pessoas: implantando qualidade de vida no trabalho sustentável nas organizações. Rev Cient do ITPAC. [periódico na Internet]. 2014 [acessado em: 15 de abril de 2015];7(1): [7 páginas].Disponível em: http://www.itpac.br/arquivos/Revista/71/6.pdf
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A Carta de Ottawa44. Carta de Ottawa, Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Projeto Promoção da Saúde. As Cartas da Promoção da Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Projeto Promoção da Saúde. - Brasília: Ministério da Saúde, 2002. [acessado em: 08 de maio de 2015]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartas_promocao.pdf preconiza a mudança nos modos de vida, de trabalho e de lazer; afirma a influência direta de tais fatores sobre a saúde das pessoas e, mais, que a organização social do trabalho deve contribuir para a formação de uma sociedade mais saudável.

Na perspectiva do viver saudável, tem-se, no Brasil, a Política Nacional de Promoção da Saúde cujo objetivo é a promoção da qualidade de vida e a redução da vulnerabilidade e de riscos à saúde relacionados aos determinantes e condicionantes sociais, como: o modo de viver, as condições de trabalho, de habitação, de ambiente, de educação, de lazer e de cultura, e o acesso a bens e serviços essenciais55. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 687 de 30 de março de 2006. Aprova a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). Brasília: Ministério da Saúde, 2006. [acessado em: 08 de maio de 2015].Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_3ed.pdf. Na mesma vertente, a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho tem como alicerce a promoção da saúde do trabalhador e a melhoria de sua qualidade de vida, buscando prevenir os riscos de acidentes e os danos à saúde advindos de sua relação com o trabalho ou que ocorrem no curso deste, visando eliminar ou reduzir os riscos nos ambientes laborais66. Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Decreto nº 7.602, de 7 de novembro de 2011. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 2011. [acessado em: 15 de abril de 2015]. Disponível: http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C812D39E4F4B1013A66048DB36F2D/PNSST%20(Decreto%20n.%C2%BA%207.602_11).pdf.

Entre os diversos riscos ocupacionais que trabalhadores, de diversas atividades, podem estar expostos, destaca-se o ruído77. Rodrigues MAS, Silvino ZR. A exposição ao ruído e sua relação com a saúde auditiva: uma revisão sistemática da literatura. R. pesq.:cuid. fundam. online. [periódico na Internet]. 2010 [acessado em: 01 de abril de 2015]. 2(Ed. Supl.): [4 páginas]. Disponível: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/viewFile/864/pdf_110
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definido como som ou grupo de sons com intensidade que pode culminar em adoecimentos ou interferências negativas no processo de comunicação88. Ganime JF, Silva LA, Robazzi MLCC, Valenzuela S, Faleiro SA. O Ruído como um dos riscos ocupacionais: uma revisão de literatura. Rev Eletr cuatrimestral de Enferm. [periódico na Internet]. 2010 [acessado em: 01 de abril de 2015]; 19: [15 páginas]. Disponível: http://scielo.isciii.es/pdf/eg/n19/pt_revision1.pdf
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Investigações sobre qualidade de vida, baseadas na percepção dos próprios sujeitos, são necessárias para subsidiar o planejamento de ações voltadas para a promoção da saúde e prevenção de riscos. O World Heath Organization Quality of Life (WHOQOL-Bref) bem cumpre esse propósito, revela-se como um instrumento de aplicação simples que abrange aspectos positivos e negativos suficientes para aferir a multidimensionalidade da qualidade de vida99. Borges LM, Seidl EMF. Saúde auto percebida e qualidade de vida de homens participantes de intervenção psicoeducativa para idosos. Psico-USF. [periódico na Internet]. 2014 [acessado em: 08 de maio de 2015];19(3): [10 páginas]. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/pusf/v19n3/06.pdf
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. Este tema ainda é esporadicamente tratado no universo organizacional. Porém, a preocupação com qualidade de vida no trabalho e com a satisfação dos trabalhadores configura-se como um aspecto de suma importância para o desenvolvimento das organizações que têm foco na produtividade e no mercado de trabalho33. Carvalho MFS. Gestão de Pessoas: implantando qualidade de vida no trabalho sustentável nas organizações. Rev Cient do ITPAC. [periódico na Internet]. 2014 [acessado em: 15 de abril de 2015];7(1): [7 páginas].Disponível em: http://www.itpac.br/arquivos/Revista/71/6.pdf
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Sabe-se que postos de combustíveis são organizações altamente competitivas e que um diferencial entre elas é a manutenção da equipe, o que por sua vez, pode ser alcançada por meio de ações pontuais de promoção da saúde como, por exemplo, a campanha relativa ao Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído - INAD/Brasil, visto que tal categoria profissional está exposta a diversos fatores que podem acometer sua saúde, em especial, a do sistema auditivo.

O ruído do trânsito e dos equipamentos de trabalho dos postos de combustíveis constituem-se riscos reais à audição, fato que justifica a necessidade e importância de ações de proteção e prevenção de riscos e agravos à saúde dessa categoria77. Rodrigues MAS, Silvino ZR. A exposição ao ruído e sua relação com a saúde auditiva: uma revisão sistemática da literatura. R. pesq.:cuid. fundam. online. [periódico na Internet]. 2010 [acessado em: 01 de abril de 2015]. 2(Ed. Supl.): [4 páginas]. Disponível: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/viewFile/864/pdf_110
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),(1010. Rocha LP, Vaz MRC, Almeida MCV, Bonow CA, Silva MS, Costa VZ. Utilização de equipamentos de proteção individual por frentistas de postos de combustíveis: contribuição da enfermagem. Texto Contexto Enferm. [periódico na Internet]. 2014[acessado em: 14 de maio de 2015];23(1): [9 páginas]. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/tce/v23n1/pt_0104-0707-tce-23-01-00193.pdf
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Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a compreensão de trabalhadores de postos de combustíveis sobre ruído e saúde auditiva, bem como suas percepções sobre qualidade de vida.

Métodos

Esta pesquisa foi realizada por graduandos e pós-graduandos em Fonoaudiologia de uma Universidade pública do interior do Rio Grande do Sul. Foi desenvolvida após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria, sob o número 996.670, de 14/04/2015, conforme a Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, referente à pesquisa com seres humanos.

Este estudo é de caráter descritivo e transversal com análise quali-quantitativa; descreve e interpreta dados de 32 trabalhadores de postos de combustíveis sobre a compreensão acerca do ruído, saúde auditiva e percepção da qualidade de vida. A amostra foi constituída por conveniência.

A coleta de dados ocorreu durante as atividades alusivas ao Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído - INAD/Brasil, comemorado entre 27 de abril e 01 de maio de 2015, nos postos de combustíveis, de um município da região central do Rio Grande do Sul.

Como critério de inclusão, os trabalhadores deveriam ter idade igual ou superior a 18 anos, serem de ambos os sexos e estarem no local de trabalho no momento das atividades. A coleta foi iniciada após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Os participantes responderam a dois instrumentos de coleta de dados: um questionário (Figura 1), criado pelas pesquisadoras, sobre ruído e saúde auditiva e outro, um protocolo sobre qualidade de vida (WHOQOL-Bref).

Figura 1:
Questionário

O questionário (Figura 1) é semiestruturado, elaborado para a finalidade pontual do INAD/Brasil 2015 - Ruído de trânsito: um vilão que ninguém presta atenção (disponibilizado ao final deste artigo); conta com 22 questões (quatro abertas e 18 fechadas) que buscam identificar a compreensão e o conhecimento dos trabalhadores sobre o ruído e seus efeitos auditivos (zumbido, perda auditiva, incômodo a sons fortes, plenitude auricular) e extra auditivos (afecção do sistema circulatório, respiratório, gastrointestinal, neurológico e psíquico), sobre sua saúde, bem como perguntas referentes às características pessoais (nome, idade e sexo) e ocupacionais (função e tempo no cargo).

O protocolo WHOQOL-Bref33. Carvalho MFS. Gestão de Pessoas: implantando qualidade de vida no trabalho sustentável nas organizações. Rev Cient do ITPAC. [periódico na Internet]. 2014 [acessado em: 15 de abril de 2015];7(1): [7 páginas].Disponível em: http://www.itpac.br/arquivos/Revista/71/6.pdf
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investiga a percepção da qualidade de vida; é composto por 26 questões, baseadas em quatro domínios - físico, psicológico, social e ambiental. A pontuação de cada domínio, dá-se por meio de escala do tipo Likert (1, 2, 3, 4 e 5), sendo os maiores valores relacionados a uma melhor qualidade de vida, exceto as questões 3 (dor física), 4 (tratamento) e 26 (sentimentos negativos) com pontuação inversa. O referido instrumento ocupa-se das percepções sobre qualidade de vida das últimas duas semanas, envolvendo avalição, capacidade e frequência.

As respostas obtidas no WHOQOL-Bref foram relacionadas às características pessoais (idade e sexo), dados ocupacionais (função e tempo de atividade) e conhecimentos sobre ruído e saúde auditiva dos trabalhadores participantes.

Foi utilizado para organização do banco de dados, o programa de computador "Excel" versão 2013. Os dados foram analisados pelo Software Statistica 9.1, por meio de análise descritiva.

Resultados

Dos 32 funcionários, dos três postos de combustíveis participantes, 10 (31,2%) eram do sexo feminino e 22 (68,8%) do masculino. A média de idade foi de 32,31 anos, sendo a menor idade 18 e a maior 66 anos. A idade média do sexo feminino foi 38,2 anos e do masculino 29,68.

Os trabalhadores apresentaram ocupações distintas: 16 (50,3%) eram frentistas, quatro (12,5%) caixas, três (9,3%) lavadores de carros, dois (6,2%) trocadores de óleo e sete (21,7%) foram categorizados como "outros" - coordenador geral, auxiliar de escritório, secretária, analista de recursos humanos, telefonista, auxiliar administrativo, atendente, lubrificador e operador de rádio táxi.

A média geral do tempo de trabalho, na mesma ocupação, foi de três anos, sendo o menor tempo de ocupação dois meses e o maior tempo 21 anos. A função de frentista se destacou com o menor tempo de trabalho, pois sete (43,75%) dos 16 sujeitos apresentara menos de um ano.

Em relação às condições auditivas (Tabela 1), os trabalhadores indicaram déficit auditivo em somente uma orelha (esquerda); zumbido somente em uma orelha (sem identificação do lado). Quanto ao tipo de zumbido, dois (33,33%) referiram pith agudo, três (50%) pith grave e um não referiram o tipo. Em relação à tontura, a vertigem foi mencionada por dois sujeitos (40%) e o desequilíbrio por três (60%).

Ao serem questionados sobre o que conheciam sobre zumbido 30 (98,9%) responderam que já tinham escutado falar, e, quanto à tontura, 32 (100%) também responderam o mesmo.

No que tange à exposição ao ruído, 29 trabalhadores (90,6%) a referiram, sendo esta oriunda do trânsito (barulho de buzina, motores, escapamento de carros sem manutenção) e de equipamentos de trabalho (máquinas de abastecimento e de lavagem, calibradores, telefone, rádio); porém, a maioria 22 (68,7%) não referiu incômodo, tampouco dor sob exposição ao ruído no trabalho - 28 (87,5%).

Quanto à relação entre as condições auditivas e exposição a ruídos de trânsito, 24 (75%) indicaram que estes podem estar relacionados à perda auditiva e 25 (78,1%) ao zumbido. Já no que se refere à tontura, tal relação não foi tão evidenciada: 17 (53,2%) indicaram que o ruído de trânsito leva à tontura e 15 (46,8%) não.

A maioria dos trabalhadores, 30 (93,7%) classificou o ambiente doméstico como não ruidoso; em contrapartida, o ambiente ocupacional foi referido por 23 (71,8%) como ruidoso. Mesmo assim, a maioria dos trabalhadores 24 (75%) nega gerar ruídos no seu cotidiano, somente oito (25%) percebem-se produtores de ruído.

Em relação à proteção auditiva, a maioria, 20 (62,5%), respondeu não adotar nenhuma medida, assim como está ciente de que a exposição ao ruído causa perda auditiva. O mesmo número de trabalhadores, também, indicou outros fatores associados ao ruído: o aparecimento de estresse, cefaleia, dificuldade de comunicação, desequilíbrio e mudança de comportamento.

No que se refere ao uso de fones de ouvido, 27 (84,3%) disseram não o utilizar e cinco (15,6%) disseram que utilizam; destes, quatro (12,5%) em intensidade média e um (3,1%) em intensidade elevada.

Na interpretação da percepção da qualidade de vida, constatou-se uma média geral de 70,3; sendo 78,6 a média do domínio físico, 70,8 a do psíquico, 75,1 a do social e 57,8 a do ambiental.

As menores percepções da qualidade de vida estiveram associadas ao cargo de frentista, caixa e administrador, bem como a faixa etária inferior ou igual a 30 anos de idade (Tabela 2).

Os dados foram analisados pelo Software Statistica 9.1, por meio de análise descritiva e de frequência.

Discussão

Este estudo revelou a prevalência de trabalhadores do sexo masculino, em faixa etária média de 30 anos, na função de frentista, e uma média do tempo de serviço de três anos. Sabe-se da primazia do sexo masculino em algumas atividades laborais, como a de trabalhadores de postos de combustíveis, caminhoneiros e outros trabalhadores expostos ao benzeno; tais ocupações apresentam riscos mais evidentes que outras1010. Rocha LP, Vaz MRC, Almeida MCV, Bonow CA, Silva MS, Costa VZ. Utilização de equipamentos de proteção individual por frentistas de postos de combustíveis: contribuição da enfermagem. Texto Contexto Enferm. [periódico na Internet]. 2014[acessado em: 14 de maio de 2015];23(1): [9 páginas]. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/tce/v23n1/pt_0104-0707-tce-23-01-00193.pdf
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. O predomínio do sexo masculino na função de frentista também foi constatado em outro estudo1111. Diniz GC, Silva IF, Félix AS, Menezes HL, Freitas APF, Cerqueira GS, Freitas RM. Avaliação da Exposição Ocupacional a Solventes e a Material Particulado em Procedimentos de Repintura. RevInter Rev Intertox de Toxicologia, Risco Amb e Socied. [periódico na Internet]. 2013 [acessado em: 28 de abril de 2015];6(2): [12 páginas]Disponível: http://revistarevinter.com.br/index.php/toxicologia/article/view/149/365
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, bem como a rotatividade de trabalhadores neste cargo está associada à exposição de muitos riscos ocupacionais e a salários pouco atraentes.

Considerando algumas situações observadas no ambiente dos postos de combustíveis, destaca-se, além do risco químico, a exposição ao ruído, especialmente, os advindos do trânsito e dos equipamentos de trabalho. Estudiosos indicam que o trabalhador, de acordo com o seu local de trabalho, acaba exposto ao estresse proveniente do ruído, com maior ou menor intensidade, o que o torna, mais ou menos, suscetível ao agente físico em questão1212. Silva JLL, Costa FS, Souza RF, Sousa JLS, Oliveira RS.O ruído causando danos e estresse: possibilidade de atuação para a enfermagem do trabalho. Avances en Enferm. [periódico na Internet]. 2014[acessado em: 02 de maio de 2015];32(1): [14 páginas]. Disponível: http://www.scielo.org.co/pdf/aven/v32n1/v32n1a13.pdf
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. O estresse ocupacional torna-se crônico na medida em que a exposição aos estressores laborais se prolonga1313. Ferreira RA, Daher MJE. O estresse ocupacional à luz dos agentes comunitários de saúde: uma revisão integrativa. Rev Rede de Cuid em Saud. [periódico na Internet]. 2015 [acessado em: 05 de maio de 2015];9(1): [13 páginas]. Disponível: http://publicacoes.unigranrio.br/index.php/rcs/article/viewFile/2395/1276
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Portanto, a relevância da compreensão da exposição aos riscos combinados (agentes físicos e químicos), que podem desencadear perda auditiva77. Rodrigues MAS, Silvino ZR. A exposição ao ruído e sua relação com a saúde auditiva: uma revisão sistemática da literatura. R. pesq.:cuid. fundam. online. [periódico na Internet]. 2010 [acessado em: 01 de abril de 2015]. 2(Ed. Supl.): [4 páginas]. Disponível: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/viewFile/864/pdf_110
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, é determinante em ações de prevenção como as que produziram os resultados deste estudo, quais sejam - a sensibilização e devolutiva imediata sobre as condições de e os riscos à saúde e sobre a qualidade de vida dos trabalhadores envolvidos.

Constatou-se, neste estudo, que os trabalhadores não têm queixas relativas à perda auditiva, zumbido e/ou tontura, bem como não apresentam incômodo ou dor à exposição a ruídos. No entanto, um estudo realizado com população semelhante averiguou que os trabalhadores, mesmo não percebendo problemas auditivos, quando submetidos à audiometria apresentaram alteração coclear e central1414. Tochetto TM, Quevedo LS, Siqueira MA. Condição auditiva de frentistas. Rev CEFAC. [periódico na Internet]. 2012 [acessado em: 05 de maio de 2015];15(5): [10 páginas]1137-47. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/rcefac/2012nahead/212-11.pdf
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. Dessa forma, ressalta-se a necessidade de manutenção de medidas educativas e preventivas coletivas (as chamadas medidas administrativas) e individuais, no caso, por meio de exames periódicos (audiometrias) e do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), no caso, auriculares.

Quanto ao ruído de trânsito, prevaleceu o entendimento dos trabalhadores de que este é um fator que leva à perda auditiva e que contribui para o surgimento de zumbido. Porém, praticamente a metade dos sujeitos não acredita na relação do ruído com o surgimento da tontura. Tal fato indica a necessidade de esclarecimentos aos trabalhadores sobre a relação ruído-tontura, pois é sabido que a identificação precoce de alterações no equilíbrio corporal (decorrentes do ruído), pode impedir o seu agravamento e as possíveis interferências nas atividades de vida diária e nos relacionamentos interpessoais decorrentes da exposição ao ruído ocupacional1515. Teixeira CS, Körbes D, Rossi AG. Ruído e equilíbrio: aplicação da posturografia dinâmica em indústria gráfica. Rev CEFAC. [periódico na Internet]. 2011[acessado em: 25 de abril de 2015];13(1): [8 páginas]. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v13n1/149-09.pdf
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Foi evidenciado que a maioria dos trabalhadores acredita que não produz ruído; somente uma pequena parcela entende que a atividade laboral implica produção de ruído. Assim, a percepção individual do ambiente de trabalho precisa ser discutida; os trabalhadores precisam reconhecer que o risco existe e que existem pessoas, mais ou menos, tolerantes a este agente físico. A tolerância é um fator que minimiza o incômodo, mas não protege o trabalhador das consequências da exposição às quais está submetido1616. Santos JF, Seligman L, Tochetto TM. Conforto acústico na percepção de escolares alfabetizados. Rev Soc Bras Fonoaudiol. [periódico na Internet]. 2012 [acessado em: 05 de maio de 2015];17(3): [5 páginas]. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v17n3/04.pdf
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A maior parte dos sujeitos relatou não utilizar nenhuma medida de proteção auditiva. Um estudo evidenciou que muitos trabalhadores expostos a riscos tóxicos, como vapores dos combustíveis, ruídos e outros produtos químicos presentes nos postos de combustíveis, não fazem uso dos EPI indicados e de outras medidas preventivas, por exemplo, as de proteção coletiva1717. Cerqueira GS, Félix AS, Barbosa RS, França MGL, Silva RC, Assis JJC, Martins CS, Freitas RM. Exposição Ocupacional a Gasolina: Um Estudo Transversal. RevInter Rev Intertox de Toxicologia, Risco Amb e Socied. [periódico na Internet]. 2013[acessado em: 05 de maio de 2015];6(1): [9 páginas]. Disponível: http://revistarevinter.com.br/index.php/toxicologia/article/view/139/355
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Ressalta-se que a legislação brasileira preconiza a proteção auditiva como de extrema importância, ainda mais em ambientes ruidosos e de riscos químicos. A propósito, é recomendada uma intervenção multiprofissional, interdisciplinar e inter setorial, dinâmica e contínua, voltada à sensibilização/conscientização dos trabalhadores, a fim de torná-los sujeitos corresponsáveis pela sua saúde66. Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Decreto nº 7.602, de 7 de novembro de 2011. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 2011. [acessado em: 15 de abril de 2015]. Disponível: http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C812D39E4F4B1013A66048DB36F2D/PNSST%20(Decreto%20n.%C2%BA%207.602_11).pdf. Assim como são identificados os fatores de risco, ações nos ambientes e sobre os processos de trabalho são necessárias, tendo em vista a qualidade de vida dos trabalhadores expostos a riscos ocupacionais.

Quanto à percepção da qualidade de vida, observou-se que os trabalhadores, deste estudo, apresentaram menor score no domínio ambiental, que abrange a segurança na vida diária, o clima, o barulho, a poluição, os atrativos, o dinheiro suficiente para satisfazer as necessidades de cada sujeito, o acesso à informação, aos serviços de saúde e aos meios de transporte, as oportunidades de lazer e a satisfação com o local onde mora. Convém destacar que, em grande parte, os aspectos que compõem o domínio ambiental dependem de intervenções dos órgãos governamentais (infraestrutura, acesso ao trabalho e emprego, à saúde etc.) e, que por isso, não podem ser controlados direta e exclusivamente pelos indivíduos1818. Esteves AM, Silva A, Barreto A, Cavagnolli da, Ortega LSA, Parsons A, Tubiba ER, Barreto M, Oliveira Filho CW, Tufik S, Mello MT. Avaliação da qualidade de vida e do sono de atletas paralímpicos brasileiros. RevBrasMed Esporte. [periódico na Internet]. 2015 [acessado em: 09 de maio de 2015];21(1): [3 páginas]. Disponível:http://www.scielo.br/pdf/rbme/v21n1/1517-8692-rbme-21-01-00053.pdf
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As menores percepções da qualidade de vida estiveram associadas ao cargo de frentista, caixa e administrador, bem como a uma faixa etária igual e inferior a 30 anos. Tais atividades laborais exigem dos trabalhadores habilidades físicas, cognitivas, mas, sobretudo, sociais/de relacionamento com um público muito variado.

Estudiosos dedicados à qualidade de vida afirmam que as interferências, em diferentes domínios e facetas da qualidade de vida, podem estar associadas às diferentes áreas de trabalho e atividades profissionais1919. Paula MAB, Souza GJ, Conte MBF. Educação em saúde e a melhoria da qualidade de vida do trabalhador. Rev Ciênc Humanas - UNITAU. [periódico na Internet]. 2015 [acessado em: 10 de maio de 2015];8(1): [7 páginas]. Disponível:http://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/viewFile/265/158
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. Estas, assim como os fatores ambientais, influenciam de forma significante no desempenho do indivíduo, tanto em nível de produtividade, quanto de qualidade, pois atuam diretamente sobre o seu estado psíquico, alterando o seu comportamento1212. Silva JLL, Costa FS, Souza RF, Sousa JLS, Oliveira RS.O ruído causando danos e estresse: possibilidade de atuação para a enfermagem do trabalho. Avances en Enferm. [periódico na Internet]. 2014[acessado em: 02 de maio de 2015];32(1): [14 páginas]. Disponível: http://www.scielo.org.co/pdf/aven/v32n1/v32n1a13.pdf
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.

Note-se que neste estudo foi possível, tal como em outro estudo1919. Paula MAB, Souza GJ, Conte MBF. Educação em saúde e a melhoria da qualidade de vida do trabalhador. Rev Ciênc Humanas - UNITAU. [periódico na Internet]. 2015 [acessado em: 10 de maio de 2015];8(1): [7 páginas]. Disponível:http://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/viewFile/265/158
http://www.rchunitau.com.br/index.php/rc...
, conhecer as inter-relações existentes entre a atividade profissional e a qualidade de vida e, mais, pôde-se identificar a necessidade de constante sensibilização para ampliação de conhecimentos acerca da saúde (no caso, cuidados com a audição), para que se possa contribuir para minimizar danos e vulnerabilidades no cotidiano laboral e fora dele.

Reconhece-se que a amostra deste estudo foi pequena, por isso, sugere-se que outros estudos sejam realizados com essa temática a fim de contribuir para a ampliação do cuidado em saúde de trabalhadores sujeitos a riscos químicos e físicos. Pode-se recorrer às tecnologias avançadas para diagnóstico de patologias, porém ressalta-se a importância da educação continuada em saúde, buscando corresponsabilidade do trabalhador com a sua saúde e do empregador com a saúde de seus funcionários. Assim, busca-se o entendimento, por parte dos envolvidos, da necessidade de uma abordagem biopsicossocial, que tenha como base a singularidade de cada um, favorecendo a implementação e a prática de promoção em saúde.

Conclusão

Este estudo favoreceu compreender que os trabalhadores dos postos de combustíveis participantes necessitam, ainda, de vivenciarem mais ações sensibilizadoras e de promoção da saúde referente aos cuidados com a audição.

A aplicação do WHOQOL evidenciou que o domínio ambiental é o mais prejudicado na percepção da qualidade de vida da maioria dos sujeitos. Os menores percentuais da percepção da qualidade de vida, em geral, estiveram associados às funções de frentista, caixa e administrador.

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  • Fonte de auxílio: Fundo de Incentivo à Pesquisa - FIPE/UFSM, do PROBIC/HUSM e do Fundo de Incentivo à Extensão - FIEX/UFSM
  • 2
    O presente estudo integra o conjunto de resultados da pesquisa - Avaliação Otoneurológica Integrada em Indivíduos Atendidos em um Hospital Universitário desenvolvida na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Mar-Apr 2016

Histórico

  • Recebido
    08 Set 2015
  • Aceito
    14 Jan 2016
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