Análise de crescimento em cultivares de alface nas condições do sul do Piauí

Growth analysis in lettuce cultivars in Southern of Piauí

Alan Mario Zuffo Joacir Mario Zuffo Júnior Luana Maria Alves da Silva Roberto Lustosa da Silva Karen Oliveira de Menezes Sobre os autores

RESUMO

Objetivou-se, com este trabalho, avaliar o crescimento de quatro cultivares de alface, nas condições do sul do Piauí, para recomendar os melhores para a região. O experimento foi realizado em casa de vegetação, em blocos casualizados, com avaliação em parcelas subdivididas no tempo, avaliadas em seis épocas (20, 24, 28, 32, 36, 40 dias após a semeadura - DAS) e com os tratamentos correspondentes a quatro cultivares (Americana Rafaela(r), Grand Rapids TBR(r), Crespa Repolhuda(r) e Repolhuda Todo ano(r)), com cinco repetições. Foram avaliados área foliar, número de folhas, diâmetro de coleto, massa fresca da parte aérea, massa seca da parte aérea, de raízes e total e os índices fisiológicos da análise de crescimento. Os cultivares de alface interferiram significativamente nos parâmetros estudados, sendo que Americana Rafaela(r) e Repolhuda todo ano(r), nas condições a que foram submetidas, apresentaram melhores desempenhos e maiores índices morfofisiológicos, cultivados em vaso. Os cultivares Americana Rafaela(r) e Repolhuda todo ano(r) podem ser produzidos nas condições do sul do Piauí.

Palavras-chave:
hortaliças; índices fisiológicos; Lactuca sativa L

ABSTRACT

The aim of this study was to evaluate the growth and recommend the best one (s) of four lettuce cultivars in Southern Piaui. The experiment was carried out in a greenhouse with a randomized block design, with split-plot in time evaluation (20, 24, 28, 32, 36, 40 days after sowing - DAS), and the corresponding treatments to four cultivars (Americana Rafaela(r), Grand Rapids TBR(r), Crespa Repolhuda(r) and Repolhuda todo ano(r)) with five replications. We evaluated leaf area; leaf number; stem diameter; shoot fresh mass; shoot, root and total dry mass and physiological indexes of growth analysis. The cultivars showed significant effect in the studied parameters. Under the submitted conditions, the Americana Rafaela(r) and Repolhuda todo ano(r) lettuce cultivars showed better performance and greater morphological and physiological indexes. The cultivars Americana Rafaela(r) and Repolhuda todo ano(r) can be grown under Southern Piaui conditions.

Key words:
greenery; physiological indexes; Lactuca sativa L

INTRODUÇÃO

A alface [Lactuca sativa L.] destaca-se entre as hortaliças folhosas mais consumidas no Brasil, por sua importância alimentar como fonte de vitaminas, sais minerais e fibras (Bezerra Neto ., 2005aBezerra Neto F, Rocha RHC, Rocha RC, Negreiros MZ, Leitão MMVBR, Nunes GHS, Sobrinho JE & Queiroga RCF (2005a) Sombreamento para produção de mudas de alface em alta temperatura e ampla luminosidade. Horticultura Brasileira 23:133-137.; Santi ., 2010Santi A, Carvalho MAC, Campos OR, Silva AF, Almeida JL & Monteiro S (2010) Ação de material orgânico sobre a produção e características comerciais de cultivares de alface. Horticultura Brasileira 28:87-90.), sendo que o seu consumo dá-se na forma in natura e nos mais variados tipos de saladas.

Apesar da cultura da alface ser explorada em todo o território nacional, na região nordeste, a produção é baixa, se comparada com a de outras regiões de clima ameno, não atendendo à demanda interna, dados o crescente consumo da hortaliça e sua baixa produção (Queiroga . 2001Queiroga RCF, Neto FB, Negreiros MZ, Oliveira AP & Azevedo CMSB (2001) Produção de alface em função de cultivares e tipos de tela de sombreamento nas condições de Mossoró., Horticultura Brasileira 19:324-328.). Dentre os fatores relacionados com os baixos rendimentos, destacam-se a falta de pesquisas sobre cultivares adaptados à região, bem como informações técnicas sobre o crescimento do vegetal, para melhor manejar a cultura nessas condições (Grangeiro ., 2006Grangeiro LC, Costa KR, Medeiros MA, Salviano AM, Negreiros MZ, Neto FB & Oliveira SL (2006) Acúmulo de nutrientes por três cultivares de alface cultivadas em condições do Semi-Árido., Horticultura Brasileira 24:190-194.).

O estudo da análise de crescimento é amplamente utilizado para acompanhar o padrão de crescimento da planta ou de partes dela, permitindo inferir a contribuição de diferentes processos fisiológicos para o crescimento vegetal, sendo útil no estudo de variações entre plantas geneticamente diferentes ou sob diferentes condições ambientais (Aguilera ., 2004Aguilera DB, Ferreira FA & Cecon PR (2004) Crescimento de Siegesbeckia orientalis sob diferentes condições de luminosidade. Planta daninha, 22:43-51.; Bragança ., 2010Bragança SM, Martinez HEP, Leite HG, Santos LP, Lani JA, Sediyama CS & Alvarez VVH (2010) Acumulação de matéria seca pelo cafeeiro conilon. Revista Ceres, 57:48-52.). Este estudo baseia-se na produção fotossintética ao longo do desenvolvimento ontogenético da cultura, permitindo conhecer o acúmulo de matéria orgânica das plantas, sua distribuição e eficiência em ambiente natural ou controlado (Benincasa, 2003Benincasa MMP (2003) Análise de crescimento de plantas (noções básicas). Jaboticabal, FUNEP. 41p.).

As relações entre as condições climáticas e a produção agrícola são complexas, pois afetam diretamente o crescimento e o desenvolvimento das plantas, sob diferentes formas, nos diversos estádios das culturas (Caron ., 2007Caron BO, Manfron PA, Lúcio AD, Schmidt S, Medeiros SLP, Bonnecarrére RAG & Neto DD (2007) Equações de estimativa da fitomassa da parte aérea da alface. Ciência Rural, 37:1248:1254.). Para Gomes . (2005Gomes TM, Botrel TA, Modolo VA & Oliveira RF (2005) Aplicação de CO2 via água de irrigação na cultura da alface., Horticultura Brasileira 23:316-319.), o cultivo da alface apresenta limitações, principalmente em virtude de sua sensibilidade às condições adversas de temperatura, umidade e chuva. Entre eles, a temperatura do ar é a principal variável que determina a taxa de crescimento da cultura, alterando o período total para o crescimento necessário para atingir o ponto de colheita (Beckmann-Cavalcante ., 2009Beckmann-Cavalcante MZ, Pivetta KFL, Cavalcante ÍHL, Cavalcante LF & Bellingieri PA (2009) Soluções nutritivas no desenvolvimento do Crisântemo cultivado em vaso. Irriga, 14:205-219. ). Entretanto, o fotoperíodo também é um fator limitante, em relação ao qual a planta exige dias curtos, durante a fase vegetativa, e dias longos, para que ocorra o pendoamento; quando há associação entre dias longos e temperaturas elevadas, acelera ainda mais o pendoamento (Bezerra Neto ., 2005bBezerra Neto F, Carlos Rocha RC, Negreiros MZ, Rocha RHC & Queiroga RCF (2005b) Produtividade de alface em função de condições de sombreamento e temperatura e luminosidade elevadas. Horticultura Brasileira, 23:189-192. ; Luz ., 2009Luz AO, Júnior SS, Souza SBS & Nascimento AS (2009) Resistência ao pendoamento de genótipos de alface em ambientes de cultivo Agrarian2:71-82.; Diamante ., 2013Diamante MS, Seabra Júnior S, Inagaki AM & Silva RD (2013) Produção e resistência ao pendoamento de alfaces tipo lisa cultivadas sob diferentes ambientes. Revista Ciência Agronômica, 44:133-140.).

As recomendações de cultivares têm sido realizadas pelas empresas produtoras de sementes, mas nem sempre esses materiais adaptam-se a uma ampla faixa de ambientes (Gualberto ., 2002Gualberto R, Oliveira PSR & Guimarães SAM (2002) Adaptabilidade e estabilidade fenotípica de diversas cultivares de alface do grupo crespa, em cultivo hidropônico. In: 42º Congresso Brasileiro de Olericultura, Brasília. Anais, ABH. CD-ROM.). A adaptação de um cultivar em ampla faixa de ambientes é considerada de interesse para o produtor, quando se propõe a incrementar cultivos (Figueiredo ., 2004Figueiredo EB, Malheiros EB & Braz LT (2004) Interação genótipo x ambiente em cultivares de alface na região de Jaboticabal., Horticultura Brasileira 22:66-71.). Dificuldades surgem quando diversos fatores ambientais afetam o crescimento e o desenvolvimento da cultura da alface. Sendo assim, foram conduzidos diversos estudos, para avaliar o desempenho de cultivares nas diferentes regiões do Brasil (Yuri ., 2005Yuri JE, Souza RJ, Resende GM & Mota JH (2005) Comportamento de cultivares de alface americana em Santo Antônio do Amparo. Horticultura Brasileira 23:870-874.; Santos ., 2009Santos CL, Junior SS, Lalla JG, Theodoro VCA & Nespoli A (2009) Desempenho de cultivares de alface tipo crespa sob altas temperaturas em Cáceres-MT., Agrarian 2:87-98. ; Blat ., 2011Blat SF, Branco RBF & Trani PE (2011) Desempenho de cultivares de alface em Ribeirão Preto (SP) no cultivo de primavera. Pesquisa & Tecnologia, 8:1-9., Guimarães ., 2011Guimarães MA, Mandelli MS & Silva DJH (2011) Seleção de genótipos de Lactuca sativa L. para a produção com adubação orgânica. Revista Ceres, 58:202-207.; Santana ., 2012Santana CTC, Santi A, Dallacort R & Santos ML (2012) Desempenho de cultivares de alface americana em respostas a diferentes doses de torta de filtro. Revista Ciência Agronômica, 43:22-29.; Azevedo ., 2013Azevedo AM, Andrade Júnior VC, Oliveira CM, Fernandes JSC, Pedrosa CE, Dornas MFS & Castro BMC (2013) Seleção de genótipos de alface para cultivo protegido: divergência genética e importância de caracteres. Horticultura Brasileira, 31:260-265.), com resultados significativos.

O sul do Estado do Piauí, especificamente em Bom Jesus, é caracterizado por temperaturas altas, sendo média de 26,5 °C, embora, durante o ano, sejam comuns temperaturas próximas a 40 °C (Viana ., 2002Viana TVA, Vasconcelos DV, Azevedo BM & Souza VF (2002) Estudo da aptidão agroclimática do Estado do Piauí para o cultivo da aceroleira. Ciência Agronômica, 33:5-12.). Considerando-se que o maior desafio é selecionar cultivares que apresentem altas produtividades sob elevadas temperaturas, neste estudo, objetivou-se avaliar o crescimento de quatro cultivares de alface, nas condições do sul do Piauí, para recomendar os melhores para a região.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado em casa de vegetação, coberta por tela de sombreamento, com 50% de interceptação de luz, no Campus da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Bom Jesus, PI (09º04'28" de latitude Sul, 44º21'31" de longitude Oeste e com altitude média de 277 m), de 13 de agosto a 22 de setembro de 2012.

O clima da região é do tipo Aw, segundo a classificação climática global de Köppen, com duas estações bem definidas, sendo uma seca, de maio a setembro, e outra, chuvosa, de outubro a abril. Os dados climáticos (Figura 1) foram coletados na estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), localizada a aproximadamente 200 metros do local de condução do experimento, às 10, 12 e 15 horas, sendo calculados os valores médios entre os três períodos.

Figura 1:
Valores médios da temperatura do ar, máxima e mínima (A); umidade relativa do ar, máxima e mínima (B); e, radiação solar (C) em Bom Jesus, PI, dados coletados às 10, 12 e 15 horas, entre 13 de agosto e 22 de setembro de 2012. Radiação solar média (W m-2) corresponde a uma média das três horas de observação por dia (Estação meteorológica do INMET - estação de Bom Jesus, PI).

O solo utilizado no experimento foi identificado com Latossolo distrófico Amarelo, foi coletado na camada de 0-0,20 m. O solo apresentou a seguinte constituição granulométrica: 640, 80 e 280 g kg-1 de areia, silte e argila, respectivamente. A composição química está apresentada na Tabela 1.

O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com avaliação feita em parcelas subdividas no tempo. Os tratamentos foram constituídos por quatro cultivares de alface (parcelas): Americana Rafaela(r), Grand Rapids TBR(r), Crespa Repolhuda(r) e Repolhuda Todo ano(r), avaliadas em seis épocas de amostragem para análise de crescimento da cultura (subparcelas): 20, 24, 28, 32, 36, 40 dias após a semeadura (DAS), perfazendo 24 tratamentos, com cinco repetições, sendo que cada tratamento foi constituído por três vasos com uma planta cada.

Os cultivares de alface foram semeados diretamente em vasos de polietileno rígido preto, preenchidos com 5 dm3 de substrato, constituído pela mistura de solo (60%), esterco bovino curtido (30%) e casca de arroz carbonizada (10%). A semeadura foi realizada com cinco sementes por vaso, com posterior desbaste, deixando apenas uma plântula por vaso. Durante a realização do experimento, foram feitas irrigações diárias para repor a água evapotranspirada e manter a capacidade de campo do solo. Foi realizada a correção do pH do solo para elevação da saturação por base a 80% (Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais, 1999Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais (1999) Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais: 5a aproximação. Viçosa, MG. 359p.).

Coletas sucessivas de três plantas por parcela foram realizadas a partir do vigésimo DAS, com intervalos regulares de quatro dias, até o ponto de colheita, que teve seu ciclo reduzido por causa das altas temperaturas e do fato de a semeadura ter sido realizada diretamente no local de crescimento, com ausência de transplante. Em cada coleta, foram avaliadas as seguintes variáveis: área foliar (AF) (cm2): pelo medidor de área foliar eletrônico (Li-Cor, L1-3100(r) ); número de folhas (NF) (unidade); diâmetro do coleto (DC) (mm): mensurado na altura do colo da planta superfície do solo por meio de leituras em paquímetro digital Clarke(r); massa fresca da parte aérea (MFPA), massas secas da parte aérea (MSPA), radicular (MSR) e total (MST) (g): material submetido à secagem em estufa com circulação forçada de ar, à temperatura de 60 °C, por 72 horas, pesado em balança digital (precisão 0,01g).

Com esses dados, foram calculados os índices fisiológicos da análise de crescimento, de acordo com Benincasa (2003Benincasa MMP (2003) Análise de crescimento de plantas (noções básicas). Jaboticabal, FUNEP. 41p.). Foram determinadas, para cada avaliação, a taxa de crescimento absoluto (TCA), a taxa de crescimento relativo (TCR), a taxa de assimilação líquida (TAL), a razão de área foliar (RAF), a razão de peso da folha (RPF), e a taxa de crescimento relativo da área foliar (TCR-AF).

A TCA, em g d-1, é calculada pela fórmula TCA = (MST2-MST1) / (T2-T 1), em que MST2 é a massa seca total da parte aérea atual (g); MST1 é a massa seca total da parte aérea inicial (g); t2 - t1 é o intervalo de tempo entre duas coletas (4 dias). A taxa de TCR, em g g-1 por d-1, é calculada pela fórmula TCR = (ln MST2 - ln MST1)/(T2 -T 1), sendo que, ln é o logaritmo Neperiano. A TAL é calculada pela fórmula TAL = [(MST2 - MST1) / (T2 - T 1),].[(ln AF2 - ln AF1)/(AF2 - AF1], em que AF2 e AF1 corresponde a área foliar total atual da parte aérea (cm2) nos tempos T2 e T 1, respectivamente. A RAF, em cm2 g-1 é calculada pela fórmula RAF = AF/MST, sendo que AF é a área foliar atual (cm2); MST é a massa seca total atual (g). A RPF é calculada pela fórmula RPF = MSF/MST, sendo que MSF é a matéria seca das folhas (g) e MST é a massa seca total atual (g), seu valor expresso em g d-1. A TCRAF, em cm² cm-² d-1, é calculada pela fórmula TCRAF = (ln AF2- ln AF1) / (T2 - T 1), em que AF2 é a área foliar total atual da parte aérea (cm2) e ln é o logaritmo Neperiano.

A comparação entre as médias para as fontes de variações e suas interações foi realizada pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade, utilizando-se o programa estatístico Sisvar(r) (Ferreira, 2011Ferreira DF (2011) Sisvar: a computer statistical analysis system. Ciência agrotecnologia, 35:1039-1042.). As variáveis estudadas ao longo do ciclo de cultivo foram analisados por regressão polinomial, em que as equações foram ajustadas, utilizando-se os parâmetros de correlação e de determinação para as variáveis avaliadas, em função das épocas de desenvolvimento da cultura e dos cultivares de alface, empregando-se o programa estatístico SigmaPlot(r). Quanto aos parâmetros fisiológicos calculados na análise de crescimento, não foram realizadas análises de variância. Segundo Banzatto & Kronka (1989Banzatto DA & Kronka SN (1989) Experimentação agrícola. Jaboticabal, UNESP. 247p.), não se pode afirmar que variáveis calculadas obedeçam às pressuposições básicas para esse tipo de análise.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na Tabela 2, é apresentado o resumo da análise de variância (valores de F) das características AF, NF, DC, MFPA, MSPA, MSR, MST de cultivares de alface em função das épocas de avaliação. De maneira geral, verificou-se que os parâmetros avaliados foram significativamente (p < 0,01) influenciados pelos cultivares e pelas épocas de avaliação (Tabela 2). Também é possível verificar interações significativas (p < 0,01) entre os fatores estudados, indicando que há interdependência entre eles.

Comparando-se os resultados dos parâmetros avaliados (AF, NF, DC, MFPA, MSPA, MSR e MST), verifica-se que as alfaces Americana Rafaela(r) e Repolhuda todo ano(r) não diferiram entre si, sendo superiores aos demais cultivares, Grand Rapids TBR(r) e Crespa Repolhuda(r) (Tabela 2). Isso pode estar relacionado com o melhoramento genético da cultura, que tornou alguns cultivares mais tolerantes a altas temperaturas, conforme documentado por Feltrim . (2005Feltrim AL, Filho ABC, Branco RBF, Barbosa JC & Salatiel LT (2005) Produção de alface americana em solo e em hidroponia, no inverno e verão, em Jaboticabal, SP. Revista brasileira engenharia agrícola ambiental, 9:505-509.).

Por meio da distribuição de AF nas diferentes épocas (Figura 2A), verificou-se que o crescimento da AF foi lento, até 28 DAS, para todos os cultivares, em comparação com a AF final aos 40 DAS, fato comum em hortaliças que estão em estádios de crescimento e desenvolvimento. Também é possível observar que a partir dos 28 DAS, os cultivares de Americana Rafaela(r) e Repolhuda Todo ano(r) apresentaram maiores valores de AF.

De maneira geral, todos os parâmetros ajustaram-se de forma quadrática com elevado coeficiente de determinação (Figura 2F). Observaram-se os valores máximos de número de folhas (NF) e de diâmetro do coleto (DC) de 27 unidades e de 14,47 mm, respectivamente, para o cultivar Repolhuda todo ano(r) (Figuras 2B e 2C).

Figura 2:
Área foliar (A), número de folhas (B), diâmetro do coleto (C), massa fresca da parte aérea (D), massa seca da parte aérea (E), massa seca das raízes (F) e massa seca total (G) de plantas de alface [Lactuca sativa L.] cultivada em vaso, em função de cultivares e épocas de avaliação. Bom Jesus, PI, 2012.

Com exceção do NF e do DC, que apresentaram comportamento linear (Figuras 2B e 2C), os demais parâmetros apresentaram os maiores acúmulos de massa para o cultivar Americana Rafaela(r), sendo que o crescimento foi lento até aos 28 DAS. A maior MFPA foi observada no cultivar Americana Rafaela(r) (Figura 2D), com expressivo crescimento após os 28 DAS até o final do ciclo de cultivo (40 DAS), atingindo 146,70; 89,45; 81,35; e 64,34 g-1, respectivamente, para os cultivares Americana Rafaela(r), Crespa Repolhuda(r); Repolhuda todo ano(r), Grand Rapids TBR(r) (Figura 2D). Dessa forma, vê-se que a alface segue a tendência de crescente produção de AF e de massa ao longo da sua ontogenia, conforme observado também para a cultura do rabanete (Pisco & Arenas, 2006Pisco RR & Arenas MIP (2006) Evaluacion del potencial de los biosólidos procedentes del tratamiento de aguas residuales para uso agrícola y su efecto sobre el cultivo de rabano rojo (Raphanus Sativus L.). Revista Facultad Nacional de Agronomía, 59:3543-3556.; Pédo ., 2010Pedó T, Lopes NF, Moraes DM, Aumonde TZ & Sacarro EL (2010) Crescimento de três cultivares de rabanete (Raphanus sativus) ao longo da ontogenia das plantas. Tecnologia & Ciência Agropecuária, 4:17-21.).

A maior acumulação de MSPA e MST (Figura 2E e 2G) no cultivar Americana Rafaela(r) é o reflexo da maior AF, pois o valor dessa variável está associado diretamente ao da área fotossintética da planta. Plantas com maior área fotossintética, consequentemente, terão maior produção de fotoassimilados, resultando em crescimento e desenvolvimento. Guimarães . (2011Guimarães MA, Mandelli MS & Silva DJH (2011) Seleção de genótipos de Lactuca sativa L. para a produção com adubação orgânica. Revista Ceres, 58:202-207.), ao trabalhar com 20 acessos de alface para produção orgânica em vasos, obtiveram resultados de produção de massa seca da parte aérea semelhantes aos obtidos neste experimento.

A massa seca das plantas está diretamente associada à capacidade de fixação de CO2 atmosférico, por fotossíntese, e esta é tanto mais elevada quanto maior for a AF. Entretanto, o ganho de massa não pode ser atribuído apenas à AF, mas também à capacidade de aproveitamento da energia luminosa, que envolve, sobretudo o mecanismo de fixação de carbono, que é o responsável principal por governar o crescimento e o desenvolvimento vegetal (Caron ., 2012Caron BO, Souza VQ, Trevisan R, Behling A, Schmidt D, Bamberg R & Eloy E (2012) Eficiência de conversão da radiação fotossinteticamente ativa interceptada em fitomassa de mudas de eucalipto. Revista Árvore, 36:833-842.).

O desenvolvimento da alface é bastante influenciado pelas condições ambientais (Yuri ., 2002Yuri JE, Souza RJ, Freitas SAC, Júnior JCR & Mota JH (2002) Comportamento de cultivares de alface tipo americana em Boa Esperança. Horticultura Brasileira, 20:229-232.), dentre as quais se destaca a temperatura do ar. Segundo Taiz e Zeiger (2009Taiz L & Zeiger E (2009) Fisiologia vegetal, 4ª ed. Porto Alegre, Artmed. 719p.), a temperatura afeta a velocidade das reações químicas e dos processos internos de transporte dos solutos e o desenvolvimento normal das plantas.

Durante a condução do experimento, as temperaturas médias, mínima e máxima registradas foram, respectivamente, 23,80 e 31,27 °C, valores superiores aos considerados ideais para a cultura [15 e 24 °C (Knott, 1962Knott JE (1962) Handbook for vegetable growers. 2ª ed. New York, John Wiley e Sons. 245p.), 7 a 27 °C (Puiatti & Finger, 2005Puiatti M & Finger FL (2005) Fatores climáticos. In: Paulo CRF (Ed.) Olericultura - teoria e prática. Rio Branco, Suprema Gráfica e Editora. p.17-38.), 20 e 25 ºC (Embrapa, 2003Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropécuaria (2003) Alface: produção em cultivo protegido. Brasília, Engenharia de Agricultura. p.21-26.)]. Esses valores permitem afirmar que a temperatura influenciou negativamente a AF, DC, NF, MFPA, MSPA, MSR, MST. Esses resultados corroboram os encontrados por Santos . (2009Santos CL, Junior SS, Lalla JG, Theodoro VCA & Nespoli A (2009) Desempenho de cultivares de alface tipo crespa sob altas temperaturas em Cáceres-MT., Agrarian 2:87-98. ), ao verificarem que os cultivares de alface expostos a altas temperaturas do ar, com médias mínima e máxima de 20,3 e 35,3 °C, respectivamente, apresentaram reduções significativas da MST, variando de 52,5 a 111,5 g planta-1.

Adicionalmente, durante a condução do experimento, verificaram-se valores de umidade relativa do ar (UR) abaixo dos considerados ideais para o cultivo da alface. Cermeñozs (1990Cermeñozs (1990) Estufas, instalações e manejo Lisboa, Litexa Editora. 355p.) relata que os valores UR ideais para o cultivo da alface variam de 60 a 80%.

A TCA é a variação ou o incremento de crescimento entre duas amostragens, ao longo do período (Benincasa, 2003Benincasa MMP (2003) Análise de crescimento de plantas (noções básicas). Jaboticabal, FUNEP. 41p.). Verifica-se, na Figura 3A, que há um crescimento vegetativo acelerado dos 36 aos 40 DAE, na ordem dos cultivares Americana Rafaela(r) > Repolhuda todo ano(r) > Crespa Repolhuda(r) > Grand Rapids TBR(r), o que pode estar relacionado com as características intrínsecas dos cultivares.

Figura 3:
Taxa de crescimento absoluto (A), taxa de crescimento relativo (B), taxa de assimilação líquida (C), razão de área foliar (D), razão de peso de folha (E) e taxa de crescimento relativo da área foliar (F) de plantas de Alface (Lactuca sativa L.), cultivadas em vaso, em função de cultivares e de épocas de avaliação. Bom Jesus, PI, 2012.

A TCR representa o incremento da matéria seca já existente por unidade de matéria seca existente em um determinado período (Benincasa, 2003Benincasa MMP (2003) Análise de crescimento de plantas (noções básicas). Jaboticabal, FUNEP. 41p.). Observou-se que Americana Rafaela(r) apresentou maior TCR aos 20 DAS (Figura 3B). Nesse período, verificou-se o máximo acúmulo da TCR pelos cultivares Americana Rafaela(r), Repolhuda Todo ano(r), Grand Rapids TBR(r), Crespa Repolhuda(r), com as taxas de 3,06; 2,94; 2,83; 2,68 g g-1 d-1, respectivamente. Posteriormente, aos 20 DAS, de maneira geral, independentemente dos cultivares, observou-se brusca redução, até 32 DAS, estabilizando-se, após esse período, até o final do ciclo da cultura. O cultivar Americana Rafaela(r) mostrou eficiência de conversão de massa seca maior que a dos demais cultivares em todas as épocas avaliadas. Provavelmente, a redução foi provocada pelo aumento da atividade respiratória e pelo autossombreamento, que aumenta de acordo com a idade da planta (Milthorpe & Moorby, 1974Milthorpe FL & Moorby J (1974) An introduction to crop physiology. Cambridge, Cambridge University. 201p.), sendo que, no final do ciclo, o crescimento pode-se tornar negativo, por morte de órgãos vegetais como folhas e gemas (Beckmann-Cavalcante ., 2009Beckmann-Cavalcante MZ, Pivetta KFL, Cavalcante ÍHL, Cavalcante LF & Bellingieri PA (2009) Soluções nutritivas no desenvolvimento do Crisântemo cultivado em vaso. Irriga, 14:205-219. ).

A TAL reflete a eficiência fotossintética das folhas (Benincasa, 2003Benincasa MMP (2003) Análise de crescimento de plantas (noções básicas). Jaboticabal, FUNEP. 41p.). Verifica-se, na Figura 3C, que os cultivares Repolhuda todo ano(r) e Grand Rapids TBR(r) apresentaram a maior TAL aos 24 DAS, com as taxas de 4,84; 4,40 mg cm-² d-1, respectivamente. Posteriormente, aos 24 DAS, de maneira geral, independentemente dos cultivares, observou-se brusca redução até 32 DAS, estabilizando-se, após esse período, até o final do ciclo da cultura.

A redução da TAL é consequência da taxa fotossintética, da dimensão foliar, da duração do período vegetativo, da distribuição das folhas no dossel, do ângulo foliar e da distribuição de assimilados (Pedó ., 2010Pedó T, Lopes NF, Moraes DM, Aumonde TZ & Sacarro EL (2010) Crescimento de três cultivares de rabanete (Raphanus sativus) ao longo da ontogenia das plantas. Tecnologia & Ciência Agropecuária, 4:17-21.). Para Milthorpe & Moorby (1974Milthorpe FL & Moorby J (1974) An introduction to crop physiology. Cambridge, Cambridge University. 201p.), o declínio é devido ao efeito do sombreamento das folhas inferiores. Sendo assim, a TCA tende a ser maior nos estádios iniciais, por causa do menor autossombreamento (Gondim ., 2008Gondim ARO, Puiatti M, Ventrella MC & Cecon PR (2008) Plasticidade anatômica da folha de taro cultivado sob diferentes condições de sombreamento. Bragantia, 67:1037-1045.). Assim, a TAL tende a ser maior no início do ciclo, quando o autossombreamento é reduzido (Gondim ., 2008Gondim ARO, Puiatti M, Ventrella MC & Cecon PR (2008) Plasticidade anatômica da folha de taro cultivado sob diferentes condições de sombreamento. Bragantia, 67:1037-1045.). Seu decréscimo é esperado à medida que a área foliar útil à fotossíntese é reduzida (Conceição ., 2005Conceição MK, Lopes NF & Fortes GRL (2005) Análise de crescimento de plantas de batata-doce [Ipomoea batatas (L.) Lam] cultivares abóbora e da costa. Revista Brasileira de Agrociência, 11:273-278.). Esses resultados assemelham aos de Pedó . (2010Pedó T, Lopes NF, Moraes DM, Aumonde TZ & Sacarro EL (2010) Crescimento de três cultivares de rabanete (Raphanus sativus) ao longo da ontogenia das plantas. Tecnologia & Ciência Agropecuária, 4:17-21.), que observaram a redução da TAL, em cultivares de rabanete, ao aumentar a AF, por maior autossombreamento das folhas inferiores.

A RAF, em função do tempo, foi maior aos 20 DAS e mostrou declínio acentuado após esse período até 24 DAS, estabilizando-se até a colheita (Figura 3D). Para Caron . (2007Caron BO, Manfron PA, Lúcio AD, Schmidt S, Medeiros SLP, Bonnecarrére RAG & Neto DD (2007) Equações de estimativa da fitomassa da parte aérea da alface. Ciência Rural, 37:1248:1254.), isso indica que, nesse estádio, a maior parte do material fotossintetizado é acumulada na fitomassa aérea da alface, para maior captação da radiação solar disponível. A partir desse período ocorreram decréscimos subsequentes do desenvolvimento fenológico da cultura, decorrentes do surgimento de tecidos e estruturas não assimilatórias, como flores e sementes, além do autossombreamento, secamento e queda de folhas, com a idade da planta.

Os maiores valor da RAF correspondem aos dos cultivares Americana Rafaela(r) e Repolhuda todo ano(r), independentemente da época avaliada, fato comprovado por terem apresentado maiores MSPA, MST, e AF. Apesar de ambos os cultivares não apresentarem diferença estatística, as curvas de ambos se igualam a partir dos 24 DAS. O menor RAF do cultivar Repolhuda todo ano(r) pode ser devido a suas características intrínsecas, que lhe conferem maior eficiência das folhas para realizar a fotossíntese e produzir fitomassa. Para Benincasa (2003Benincasa MMP (2003) Análise de crescimento de plantas (noções básicas). Jaboticabal, FUNEP. 41p.), a RAF expressa à área foliar útil para fotossíntese, a razão entre a área foliar e a massa seca total. Segundo o autor, o declínio da RAF ocorre, pelo aumento da interferência de folhas superiores sobre as inferiores, à medida que a planta cresce, sendo uma tendência da AF útil diminuir de acordo com o estádio de desenvolvimento da planta. Esses resultados corroboram os obtidos por Beckmann-Cavalcante . (2009Beckmann-Cavalcante MZ, Pivetta KFL, Cavalcante ÍHL, Cavalcante LF & Bellingieri PA (2009) Soluções nutritivas no desenvolvimento do Crisântemo cultivado em vaso. Irriga, 14:205-219. ), em experimentos com o desenvolvimento de crisântemo com soluções nutritivas.

A RPF apresentou maiores valores para o cultivar Crespa Repolhuda(r) (Figura 3E). Por se tratar de uma variável que corresponde à quantidade de matéria seca armazenada nas folhas e da massa seca retida em toda a planta (Benincasa, 2003Benincasa MMP (2003) Análise de crescimento de plantas (noções básicas). Jaboticabal, FUNEP. 41p.), é possível inferir que o cultivar Crespa Repolhuda(r) tem maior RPF, à medida que cresce, por causa da menor quantidade de massa que é retida nas folhas, tendo uma maior exportação para os demais drenos da planta. Já para a TCRAF verificou-se que, nas primeiras semanas, os cultivares apresentaram um impulso no crescimento, com maiores valores, sendo que, a partir dos 32 DAS, o cultivar Americana Rafaela(r) foi o melhor.

De maneira geral, verifica-se que os melhores crescimentos referem-se aos cultivares de alface Americana Rafaela(r) e Repolhuda todo ano(r), por apresentarem maiores AF, DC, NF, MFPA, MSPA, MSR, MST e, na análise de crescimento, de TCA, TCR, TAL, RAF e TCRAF.

CONCLUSÕES

Os cultivares de alface Americana Rafaela(r) e Repolhuda todo ano(r) são mais eficientes que Grand Rapids TBR(r) e Crespa Repolhuda(r), nas condições do sul do Piauí, por apresentarem melhor desempenho e maiores índices morfofisiológicos para a cultura da alface, cultivados em vaso.

AGRADECIMENTOS

Os autores expressam seus agradecimentos ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), pela concessão de bolsas de Doutorado e Mestrado, e a Universidade Federal do Piauí e a Universidade Federal de Lavras, pelo apoio logístico.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Mar-Apr 2016

Histórico

  • Recebido
    05 Abr 2014
  • Aceito
    29 Dez 2015
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