Open-access Editoras universitárias do Brasil: utilização do software OMP para edição, mapeamento das políticas de privacidade, acessibilidade e licenças de uso e reprodução

RESUMO

Introdução:  Editoras universitárias constituem o ponto de encontro entre o campo da universidade e o do livro, adotado como um meio tradicional de publicação. As mudanças trazidas pela Ciência Aberta transformaram o cenário das publicações científicas, e as editoras brasileiras estão se inserindo nesse cenário.

Objetivo:  Investigar como se configura o uso de software Open Monograph Press (OMP) para editoração de e-books no contexto das editoras universitárias brasileiras. Para atingir a este objetivo, mapeou-se as editoras universitárias brasileiras que utilizam software OMP, bem como os seus respectivos endereços eletrônicos e analisou-se as informações disponíveis nos sites das editoras, a saber: a caracterização, o mapeamento das políticas de privacidade, as licenças de uso e reprodução e a acessibilidade a pessoas com deficiência.

Metodologia:  Para a realização do estudo, foram extraídos dados secundários dos sítios eletrônicos das editoras, tratando-se de um trabalho exploratório e de caráter descritivo, de abordagem qualitativa e documental.

Resultados:  Entre os resultados, a Região Sudeste se destaca com o total de seis editoras universitárias, evidenciando o estado de São Paulo com cinco unidades. O OMP é utilizado por 17 editoras, das quais 82% definem declaração de privacidade e apenas uma é acessível para pessoas com deficiência, que é o caso da UFPB.

Conclusão:  Destaca-se a importância de se utilizar um software padronizado, que esteja de acordo com as exigências de uma qualidade editorial satisfatória. Sugere-se, conforme os resultados, que o OMP representa uma qualidade satisfatória das informações apresentadas no site sugerem uma adaptação eficaz do referido software no que concerne às exigências editoriais e quanto às normas que se propõem para a qualidade do mercado editorial brasileiro. Destaca-se que as editoras precisam se atentar à questão da acessibilidade.

PALAVRAS-CHAVE:
Editoração científica; Editoração eletrônica; Tecnologias da informação e comunicação; Acesso livre

ABSTRACT

Introduction:  University presses serve as the intersection between academia and books, traditionally adopted as a primary medium for publishing. The transformations brought by Open Science have reshaped the landscape of scientific publications, and Brazilian university presses are inserted in this context.

Objective:  To investigate the use of Open Monograph Press (OMP) software for editing e-books within Brazilian university presses. To achieve this, Brazilian university presses using the OMP software were mapped, including their respective websites. The study analyzed the information available on these websites, specifically focusing on the characterization, mapping of privacy policies, licensing for use and reproduction, and accessibility for people with disabilities.

Methodology:  This exploratory and descriptive study adopted a qualitative and documentary approach, extracting secondary data from the websites of university presses.

Results:  The Southeast region stands out, with six university presses, five of which are located in São Paulo. OMP is utilized by 17 presses, 82% of which have privacy statements, while only one, the UFPB, provides accessibility for people with disabilities.

Conclusion:  The study highlights the importance of using standardized software that meets the demands of satisfactory editorial quality. The results suggest that OMP represents a suitable adaptation to editorial standards and aligns with the norms required for the quality of the Brazilian publishing market. However, this study highlights the need for university presses to prioritize accessibility.

KEYWORDS:
Scientific publishing; Electronic publishing; Information and communication technologies; Open access

1 INTRODUÇÃO

O conhecimento científico é um patrimônio da humanidade, mas, para que cumpra seu papel social, deve ser acessível à sociedade. O desenvolvimento socioeconômico de uma nação está diretamente relacionado ao investimento em inovação, ciência e tecnologia (Alencar; Rocha, 2018; Dijkstra et al., 2020), por isso é necessário o investimento em educação científica, a fim de promover as ferramentas que incentivam a disseminação do conhecimento científico.

Furtado (2020) considera que os processos desenvolvidos pelo serviço público precisam de maior transparência, sustentabilidade e eficiência na gestão, assim conseguem alcançar maneiras de comunicação dinâmica e efetiva. Essa dinâmica faz parte do cotidiano das organizações, que precisam atender cada vez mais às exigências por parte dos seus clientes e estar atentas ao desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

Diante desse avanço, surgem novas demandas de produtos, técnicas, desenvolvimento de serviços, formas de gerenciamento e sistemas de comunicação (Furtado, 2020), fazendo com que a organização precise estar sempre aberta às mudanças tecnológicas e, para isso, o investimento em pesquisa torna-se fundamental para o desenvolvimento das organizações.

As editoras universitárias, objeto de estudo deste artigo, constituem o ponto de encontro entre dois mundos: o da universidade e o do livro. Dado que seu objetivo principal é de complementar as três missões da educação superior (ensino, pesquisa e extensão), suas políticas editoriais devem ser entendidas à luz das necessidades da academia e da comunidade na qual a universidade está inserida (Verdelli, 2020).

Essas editoras disseminam, de maneira rápida e econômica, livros científicos publicados por pesquisadores da sua universidade. Servem como complemento das editoras comerciais, já que nem sempre as produções científicas têm vantagem estritamente econômica. As editoras universitárias exercem uma atividade importante no desenvolvimento científico e, consequentemente, no desenvolvimento nacional. Além disso, elas funcionam como apoio para o ensino, pesquisa e extensão, porque servem como um meio de divulgação científica, especialmente para a comunidade acadêmica.

Bufrem e Garcia (2014) discutem que as editoras universitárias precisam consideram as mudanças ocorridas na ciência, como por exemplo o movimento de Acesso Aberto que buscou atender as demandas dos pesquisadores, propondo uma ciência mais acessível aos pesquisadores e a sociedade. Embora este movimento tenha ganhado forças dentro da comunidade acadêmica, ainda é necessário superar desafios como a falta de políticas de acesso aberto das editoras.

Existem várias iniciativas e plataformas que promovem a publicação de artigos em acesso aberto, permitindo que qualquer pessoa com acesso à internet possa ler, baixar e utilizar o conhecimento científico sem restrições. Isso potencializa o avanço científico em diversas áreas do conhecimento. Esse é o caso do Open Journal Systems, para editoração de periódicos; do DSpace, para gerenciamento dos Repositórios Digitais; e do Sistema Eletrônico de Administração de Conferências (SOAC), para gestão de eventos.

O objetivo deste estudo foi investigar como se configura o uso de software Open Monograph Press (OMP) para editoração de e-books, no contexto das editoras universitárias brasileiras. Os objetivos específicos são os seguintes: a) Mapear as editoras universitárias brasileiras que utilizam o OMP; b) Analisar as informações disponíveis nos sites das editoras, a saber: a caracterização, o mapeamento das políticas de privacidade, as licenças de uso e reprodução e a acessibilidade a pessoas com deficiência.

Este estudo busca trazer contribuições que a automação pode trazer às editoras universitárias. Dentre elas, destaca-se a confiabilidade ao gerir, operacionalizar e, por fim, disseminar os livros acadêmicos. Busca-se cooperar teoricamente para as editoras universitárias com novos dados, já que mais editoras aderiram ao modelo de publicação digital, conforme será visualizado nos resultados. Consequentemente, ao apresentar um aporte teórico, espera-se que essa pesquisa apresente as características das editoras universitárias ativas.

2 TECNOLOGIAS ORGANIZACIONAIS

O desenvolvimento das tecnologias afetou as atividades das organizações. As tarefas cotidianas passaram a ter outras formas de serem desenvolvidas com ferramentas tecnológicas (Rossetti; Morales, 2007). A evolução da tecnologia, aliada à administração da informação, contribui para o desenvolvimento das mais variadas organizações sociais, provocando reflexos positivos nas pessoas, nas empresas e nos órgãos públicos (Longaray et al., 2018).

Silva, Ruão e Gonçalves (2020) consideram que as informações geram sentido à organização, pois uma via de comunicação com tecnologias passa a ser um processo dinâmico que possibilita que várias pessoas de uma organização tenham acesso às mesmas informações.

A globalização trouxe possibilidades que fizeram as organizações adaptarem-se a novas realidades e utilizarem-se da tecnologia como recurso estratégico (Mariano; Carreira, 2012). Os autores abordam que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), atuando em conjunto com as atividades de gerenciamento de informação, como extração e armazenamento, são válidas para o apoio e a disseminação de conhecimento.

Com esses avanços, visualizaram-se possibilidades de alcançar os resultados organizacionais. Houve então uma necessidade de que as instituições utilizassem tecnologias para auxiliar no gerenciamento do negócio; o desenvolvimento das TICs, por sua vez, fornece aos profissionais e à organização um processo dinâmico e ágil para as atividades (Pessoa et al., 2016).

Balbe (2010) considera que os recursos tecnológicos auxiliam no apoio das tomadas de decisões nos setores que têm contato direto com a população e foram considerados uma solução inovadora no setor público. Existem vantagens em aderir às TICs em uma organização, dentre elas: melhor desempenho e produtividade das tarefas (visto que os colaboradores da organização terão acesso às mesmas informações), padronização dos processos, das atividades e das informações (Quelhas, 2019).

Eleuterio (2015, p. 21) define a tecnologia digital como recurso que transforma a informação em registros digitais, dessa maneira são processados eletronicamente e armazenados em bancos de dados.

Dentre as tecnologias atuais, o computador é o mais utilizado para o desenvolvimento de atividades. Ferreira (2020) explica que, quando o funcionamento do computador não é apenas a máquina em si, mas, sim, o conjunto de orientações que orientam as atividades, este é nomeado como software ou programa de computador.

O computador realizou uma revolução silenciosa. Dentro das organizações, possibilitou que os ambientes pudessem criar novos modelos organizacionais; outra revolução perceptível foi a origem das redes de comunicação digital. Diante desse desenvolvimento, os computadores e os softwares se interconectam, fazendo com que as informações transitem de maneira rápida e segura (Eleuterio, 2015).

Os hardwares são dispositivos que recebem dados e informações, processam-nos e exibem-nos (Turban; Kelly; Potter, 2007). Entretanto, é com a ação do software que é possível que o hardware processe os dados (Turban; Kelly; Potter, 2007), são eles que acionam e instruem as ações a serem executadas.

Para que sejam implementadas tecnologias de tomada de decisão, é imprescindível que exista um maior cuidado no uso dos programas ou do software. Existem fatores que devem ser considerados na seleção de um software. O quadro 1 apresenta essas questões.

Quadro 1
Fatores que interferem na seleção de um software

A aplicação de um software consiste em suprir uma necessidade específica por parte de uma determinada organização, podendo ser desenvolvido internamente por uma equipe de sistemas de informação ou encomendado por um fornecedor de software (Turban; Kelly; Potter, 2007). Para além da busca de um software que atenda às necessidades de uma organização, também se leva em consideração o tipo de licença dele. Compreende-se como licenciamento de software o contrato realizado entre o fabricante e o usuário (indivíduo ou empresa) que possibilita a instalação e o uso, de forma que esteja conforme as regras e o valor contratual. O principal objetivo do acordo é proteger o fabricante do produto (Stone, 2022).

O software proprietário ou restrito configura-se como uma licença que o identifica como privativo, isso significa que todos os direitos são particulares do autor (Osório et al., 2005; Moura, 2017). Ainda na discussão dos autores supracitados, esse tipo de software pode ser preservado de patentes, e seu código-fonte não pode ser alterado, além disso, a aquisição desse sistema é realizada por meio de contrato de licença, o qual proíbe a redistribuição e determina restrições de acordo com o licenciamento que será utilizado.

As formas de licenciamento no âmbito da compra e da venda de um software são: (i) licença simples (uso permitido para um usuário); (ii) licença para uso em rede (existe uma autorização para determinado grupo de usuários); e (iii) licenciamento de software como serviço - Software as a Service (SaaS) (uso em rede). As licenças têm base em assinaturas, por isso existe um período de renovação; ademais, é pago o tempo de serviço (Ferrante, 2006).

Um outro caminho para o uso de um sistema está o software livre. Este utiliza licenças para determinar os direitos do usuário; entretanto, usa-se para estabelecer a liberdade de executar, distribuir, copiar, estudar e alterar o software. O acesso ao código-fonte também possibilita que o usuário possa utilizar o software para qualquer finalidade, fazendo a sua customização sem valor financeiro adicional (Stallman, 2015).

Existem quatro características atribuídas a um software livre, a saber: a liberdade de executar o programa para qualquer propósito; a liberdade de estudar como o programa funciona e customizar conforme a sua necessidade (acesso ao código-fonte é um pré-requisito para essa liberdade); a liberdade de redistribuir cópias; a liberdade de contribuir com o aperfeiçoamento do programa, de modo que toda a comunidade se beneficie (o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para essa liberdade) (Turban; Kelly; Potter, 2005; Campos, 2006; Bibi; Ampatzoglou; Stamelos, 2016)

Os autores citados explicam que o software livre não está relacionado à gratuidade do produto, mas, sim, à sua liberdade em relação ao código. Além disso, o software livre pode cobrar um valor para a distribuição ou não.

No século XX, um grupo de profissionais envolvidos nas questões do software aberto, inquieto com a colocação filosófica do movimento e esperançoso de que o software proprietário fosse um atraso, acreditava que o apoio ao software livre seria maior e proporcionava o software de código aberto como um recurso viável (Campos, 2006; Bibi; Ampatzoglou; Stamelos, 2016).

O software de código aberto, também conhecido como software de fonte aberta, consiste em um programa cujo código-fonte está disponível para o público e não exige restrições ou limitações de uso. A fonte aberta é resguardada por direitos autorais que podem usar restrições para proteger o status, nota de autoria e controle de desenvolvimento (Arroyo; Merlo; Simões, 2004; Silveira, 2004).

O modelo do software de código aberto é colaborativo, isso significa que recebe modificações da empresa e dos interessados no seu desenvolvimento, até mesmo de voluntários residentes em diversos países (Lakhani; Hippel, 2004). Para que um software seja considerado de código aberto pela Open Source Initiative, é necessário que esteja dentro dos 10 critérios de definição de código aberto.

Os estudos apontam vantagens em relação ao uso de software livre, de código aberto e proprietário. Aspectos como custo; facilidade e praticidade; customização; diferenciais do produto; e segurança e qualidade são pontos positivos que levam o usuário a optar pelo sistema (Garcia et al., 2010; Stone, 2022).

Instituições de Ensino Superior (IES) que apresentam propostas de atividades como a gestão administrativa, o ensino, a pesquisa e a extensão adquirem software conforme as necessidades. No entanto, uma aquisição de software proprietário pode restringir o trabalho da instituição, pois existe um limite de usuários para além do custo da licença que pode não estar no orçamento da IES (Stone, 2022). Dessa forma, o uso de software livre e código aberto pode ser o mais adequado para uso nas editoras universitárias, pois permite a customização, baixo custo de instalação e manutenção.

2.1 Tecnologias para gestão editorial de editoras universitárias

O desenvolvimento das TICs e o uso da internet resultaram em alterações na maneira de produção, de disseminação, de acesso e de uso da informação (Andrade; Araújo, 2017). A expansão da internet possibilitou o avanço dos documentos em formato digital. Com o advento das Tecnologias de Informação e Comunicação, é cada vez mais comum o uso de e-books.

O e-book, que também é conhecido como livro eletrônico, digital ou virtual, configura-se como um suporte de leitura exclusiva em formato digital, isso significa que, para a leitura dele, são necessários um dispositivo e um software (Reis, 2013). O autor ainda explica que esse formato de livro pode conter texto, imagem, áudio e vídeo, para além de possibilitar marcação de trechos, comentários, ajuste de iluminação da tela, cor e tamanho da fonte de leitura.

O livro científico ou livro acadêmico pode ser definido como uma monografia; assim como uma tese, uma dissertação e relatórios de pesquisa, é atrativo e acessível à comunidade acadêmica (Björk, 2007; Budnyk et al., 2021). Shintaku e Brito (2019) definem que o livro acadêmico tem a função básica de propagar o conhecimento. Diferentemente do livro didático, destinado para o ensino infantil, o livro acadêmico tem a estrutura e a linguagem voltadas para a comunidade acadêmica. Os autores ainda consideram que esse tipo de livro é construído por cientistas para compartilhar resultados de suas pesquisas.

Blattmann; Fachin; Werlang (2020) consideram que o livro acadêmico tem um circuito editorial que o difere do formato impresso, isso ocorre por conta da interação que o leitor consegue ter com a literatura em formato digital. Os livros científicos são produzidos por editoras especializadas e precisam passar por um processo de avaliação pelos pares, ou ser aprovado pela equipe editorial, com o objetivo de garantir a sua cientificidade.

Shintaku e Brito (2019) afirmam que parte das editoras científicas são vinculadas a universidades ou a institutos de pesquisa. No Brasil, começaram a surgir editoras científicas, com esse padrão de qualidade editorial, a partir da década de 1960 (Bufrem; Freitas, 2019), quando projetos editoriais foram evoluindo e, aos poucos, transformando-se em editoras no modelo que conhecemos atualmente (Silveira; Bufrem, 2020).

Nesse sentido, as editoras universitárias contribuem de maneira significativa com a divulgação dessas produções. Silveira e Bufrem (2020) destacam uma relevante qualidade da editora universitária, que é a possibilidade de publicar estudos originais, traduções ou outras obras complexas que não seriam publicadas por editoras comerciais por conta da dificuldade do retorno financeiro.

Andrade e Araújo (2017) apontam que o processo de publicação e de armazenamento dos e-books passou a fazer parte das editoras universitárias a partir da década de 1960. Essas editoras incluíram-se no mercado editorial digital, e novas atividades foram integradas a essas organizações, como, por exemplo, criar e gerenciar o fluxo editorial dos livros on-line. E dois fatores contribuem para favorecer as editoras universitárias, que são: “[...] o movimento de Acesso Aberto e a utilização de plataformas para a publicação e o gerenciamento dos livros digitais” (Andrade; Araújo, 2017, p. 3).

Clare (2014) considera que muitas editoras universitárias agora são adeptas à publicação de e-book em Acesso Aberto; esse movimento contribui para que mais pessoas conheçam as pesquisas em desenvolvimento nas universidades. Acesso aberto também foi mencionado por Bunz (2014), que o entende como uma junção entre tecnologia, conhecimento e interesse público, alcançando a edição de livros. Isso ocorreu por conta do crescimento das TICs e da democratização desse acesso.

O movimento pela Ciência Aberta, pala além do incentivo ao acesso sem barreiras, reafirmou o incentivo do uso de softwares gratuitos de código aberto. Desde o primeiro manifesto proposto em 2009, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) tem uma importante atuação no incentivo ao uso de software de código aberto, como, por exemplo: o DSpace e o Open Monograph Press (OMP).

O DSpace permite que a comunidade de usuários colabore para o seu desenvolvimento. Essa colaboração não está limitada aos feedbacks de uso e às falhas no funcionamento, uma vez que podem desenvolver ferramentas relacionadas às diretrizes do software, contribuindo com as novas versões (Shintaku; Meirelles, 2010). Esse software é utilizado para repositórios digitais.

Os repositórios digitais são sistemas de informação aberta que visam à gestão do conhecimento científico e armazenam arquivos em diversos formatos, ampliando a visibilidade dessas produções (Torino, 2017). Portanto, o repositório serve para gerir e disseminar a produção intelectual. Nessa definição, está incluso o formato de livros. Entretanto, existe uma limitação no que diz respeito ao registro do processo editorial: embora todos os livros de uma determinada editora estejam disponíveis no repositório da universidade, ainda faltaria o registro do processo editorial.

O OMP trata-se de um software de código aberto usado para gerenciar o fluxo editorial de livros acadêmicos. O sistema opera em processos editoriais utilizados para visualizar monografias, volumes editados e outras edições acadêmicas via revisão interna e externa, catalogação, produção e publicação. Para além dessas funcionalidades, o OMP também pode ser usado como um site de imprensa, oferecendo catálogo, distribuição e vendas (Public knowledge Project, 2023).

Para além de oferecer um fluxo editorial e apresentação das obras, também se faz necessário para uma editora tornar acessível as informações para que todos os usuários tenham a oportunidade de receber as informações para publicar e acessar os documentos do Portal de Livros.

3 METODOLOGIA

Quanto a classificação metodológica deste estudo, considera-se como pesquisa exploratória e documental. Relativo à natureza, é considerada básica e com abordagem quanti-qualitativa.

Para mapear as editoras universitárias brasileiras que publicam livro em formato digital e utilizam o software aberto OMP, bem como os seus respectivos endereços eletrônicos; e investigar software, primeiramente, foi buscado no sítio e-mec as universidades públicas brasileiras. Foi realizada uma planilha para transcrição dos dados e organizados.

Na segunda etapa, foi consultado em cada sítio de universidades se existiam editoras que publicam no formato digital. Nesta etapa os resultados começaram a ser organizados, foi realizada a separação das universidades com publicações em formato digital em conjunto com os seus respectivos links de acesso. Foram verificadas todas as editoras universitárias brasileiras que fazem uso do OMP, das quais foram classificadas, ainda, como categoria administrativa, podendo ser federal, estadual, municipal, privada ou comunitária. As instituições foram separadas conforme a divisão geográfica do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram identificadas 214 instituições, distribuídas da seguinte forma: 96 são instituições privadas, 71 são federais, 41 são estaduais, cinco são municipais e há uma comunitária.

Para responder ao primeiro objetivo específico proposto - mapear as editoras universitárias brasileiras que utilizam o software OMP, bem como os seus respectivos endereços eletrônicos -, inicia-se apresentando a lista de universidades e os correspondentes modos de acesso remoto, expostos no quadro 2.

Quadro 2
Editoras universitárias e endereço eletrônico

Verificou-se que somente 17 das 191 editoras fazem uso da ferramenta de gerenciamento de publicação de livros OMP, um índice consideravelmente reduzido.

Desenvolvido pelo Public Knowledge Project (PKP), um grupo de pesquisa canadense, o OMP se propõe a publicar monografias com metadados completos e com fluxo de trabalho intuitivo (Public Knowledge Project, 2023). O grupo de pesquisa citado desenvolve software de código aberto, que tem como característica promover o Acesso Aberto.

Vale destacar, dentre as opções disponibilizadas pelo OMP, o acompanhamento de todo o fluxo editorial por parte do editor e do autor, permitindo o gerenciamento de conteúdo desde a submissão até a publicação; a permissão de gerar métricas e relatórios, fazendo com que os editores avaliem o desempenho das publicações; para as instituições, é interessante a customização, para que o sítio da editora seja personalizado conforme as necessidades específicas; sob o ponto de vista do leitor, existe o suporte para leitura em diversos formatos, tais como PDF, PNG, JPG e etc.

O quadro 3, caracteriza as editoras por unidade federativa, região e categoria administrativa.

Quadro 3
Editoras universitárias no Brasil por local e categoria administrativa

Após essa verificação, observa-se que a região Sudeste é a que possui mais editoras universitárias, com o total de seis; seguida pela região Nordeste, com quatro; após, a região Sul, com três; depois, a região Centro-Oeste, com duas; e, por último, a região Norte, com apenas uma editora universitária com esse suporte.

Sete editoras pertencem à categoria administrativa federal; sete editoras são estaduais; duas, são da esfera privada, e; uma é municipal.

Consoante aos dados obtidos, cinco editoras estão localizadas no estado de São Paulo, especificamente, na capital, São Paulo, Campinas, Sorocaba, Taubaté e Marília. O segundo estado que apresentou mais unidades foi o Paraná, em três municípios, são eles: Londrina, Maringá e Curitiba. Em Pernambuco, uma universidade foi identificada, em Recife. No estado da Paraíba, uma universidade foi encontrada, na cidade de João Pessoa. O Piauí tem uma universidade, em Teresina. Em Alagoas, uma universidade, no município de Maceió. No Mato Grosso, uma universidade, na Região Turística de Grande Dourados. Roraima apresentou uma universidade, em Boa Vista. Minas Gerais, uma universidade, no município de Ouro Preto. Goiás, uma universidade, na capital Goiânia. E, por fim, Distrito Federal, uma universidade, em Brasília.

De acordo com os dados obtidos, na Universidade Federal da Grande Dourados, identificou-se o Portal de Livros Abertos. O Portal de Livros Abertos da Editora UFGD tem como objetivo promover a divulgação de livros acadêmicos e científicos com acesso gratuito. A plataforma oferece mais de 240 títulos em formato PDF/A para download, com algumas versões impressas também disponíveis para compra. As publicações são de autoria de docentes, discentes de pós-graduação, técnicos-administrativos da UFGD e pesquisadores externos. O portal utiliza o Open Monograph Press (OMP), para gerenciar o processo editorial das publicações, incluindo revisão e produção. O PKP é uma iniciativa de diversas universidades que desenvolve softwares gratuitos e realiza pesquisas para aprimorar a qualidade e o alcance das publicações acadêmicas. A Editora UFGD adota essa plataforma para gerenciar seu fluxo editorial, garantindo a revisão interna e externa das obras, bem como a editoração e a produção das publicações.

Na Universidade Federal da Paraíba, foi identificada a Editora UFPB. A Editora UFPB, fundada em 1962 como Imprensa Universitária, é responsável pela recepção, editoração e disponibilização de livros acadêmicos da Universidade Federal da Paraíba, tanto em formato impresso quanto digital. Com base em princípios éticos e políticas editoriais, a Editora reafirma seu compromisso de disseminar conhecimento ao público, promovendo a divulgação de produções científicas, didáticas, técnicas, literárias e artísticas. Ao longo dos anos, a Editora tem se consolidado como um importante veículo para a circulação do conhecimento acadêmico, contribuindo para o fortalecimento da educação e da pesquisa na universidade.

Na Universidade Federal de Alagoas, foi recuperada a Editora da Universidade de Alagoas (EDUFAL). A EDUFAL é uma importante casa publicadora com quatro décadas de existência, criada em 5 de outubro de 1983. Ela tem promovido a publicação de obras de teóricos alagoanos e contribuído para a pesquisa e a divulgação científica. Como parte da UFAL, a EDUFAL tem editado e divulgado trabalhos de interesse científico, tornando-se uma instituição premiada nacionalmente.

A política editorial da EDUFAL tem sido expandida para além dos limites da universidade. A editora conta com o suporte da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU) e do Programa Interuniversitário de Distribuição de Livros (PIDL) para a divulgação de sua produção acadêmica regional.

Em 2005, a EDUFAL inovou ao iniciar o Projeto Braille, tornando-se pioneira no Brasil nesse segmento, já tendo publicado vinte títulos em Braille, que são doados a bibliotecas e instituições de apoio a deficientes visuais.

Na Universidade Federal de Pernambuco, a Editora UFPE. A Editora UFPE é um órgão suplementar crucial da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), responsável pelo apoio e publicação das produções intelectuais dos docentes e pesquisadores da instituição. Ela realiza publicações tanto em formato digital quanto impresso. Além de atender às necessidades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão, a Editora UFPE oferece serviços a indivíduos e entidades públicas ou privadas por meio de contratos ou convênios.

A Editora UFPE possui uma estrutura funcional eficiente, contando com uma equipe qualificada, composta por mestres e doutores, o que assegura a qualidade dos materiais produzidos. A equipe também se dedica à atualização técnica e ao aperfeiçoamento contínuo. Adicionalmente, a Editora contribui para a formação dos alunos da UFPE em áreas relacionadas ao editorial, como letras, design, ciência da informação, biblioteconomia e tecnologia.

Em 2020, a Editora UFPE refiliou-se à Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), entidade da qual foi cofundadora na década de 1990, e celebrou seus 65 anos de existência, consolidando-se como a editora universitária mais antiga do Brasil.

Na Universidade Federal de Ouro Preto, a Editora UFOP. A Editora UFOP, fundada na década de 1980, faz parte do Setor de Comunicação, Imprensa e Editoração da Universidade Federal de Ouro Preto. Sua trajetória é marcada pela publicação de textos acadêmicos rigorosos, que desafiam o conhecimento estabelecido, bem como textos literários e didáticos. Desde sua criação, está alinhada às políticas acadêmicas da universidade nas áreas de Extensão, Pesquisa e Ensino.

A Editora busca integrar tradição e inovação, promovendo a difusão de obras por meio de mídias tanto tradicionais quanto inovadoras. Ela valoriza a produção autoral da comunidade acadêmica e a publicação de coletâneas que incluem trabalhos de professores e pesquisadores tanto da própria instituição quanto de outras.

A partir de 2014, em colaboração com o Repositório Institucional da UFOP, a Editora adotou uma Política de Acesso Livre à Informação, que prioriza a distribuição gratuita e irrestrita de suas publicações, incluindo livros eletrônicos disponíveis para download. Essa iniciativa reflete o compromisso da Editora UFOP com a democratização do acesso ao conhecimento.

Na Universidade Estadual de Londrina, a Editora da Universidade Estadual de Londrina. A Editora da Universidade Estadual de Londrina (Eduel) foi criada por meio da Resolução 2.746/94 e começou a operar em 1995. Sua missão é incentivar a produção de trabalhos intelectuais de qualidade e relevância científica, cultural, didática e literária. A Eduel busca atender às necessidades do ensino, pesquisa e extensão, não apenas da comunidade acadêmica, mas também da sociedade em geral.

A Eduel atua como um importante canal de divulgação do conhecimento produzido pela UEL, além de abrir espaço para autores e pesquisadores que não estão vinculados à universidade. A editora é associada a importantes entidades do setor, como a Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e a Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Na Universidade Estadual de Maringá, a Editora da Universidade Estadual de Maringá (EDUEM). A Editora da Universidade Estadual de Maringá (EDUEM) é um órgão que tem como função principal a edição e publicação de obras que contribuam para a disseminação do conhecimento científico, tecnológico, cultural e artístico. A EDUEM é responsável por gerir os projetos de publicação que fazem parte da política editorial da universidade, garantindo que as necessidades editoriais sejam atendidas tanto em formato impresso quanto eletrônico.

A EDUEM alinha suas atividades com a Política de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, de Inovação e Empreendedorismo da UEM, assim como com o Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI) da universidade. Dessa forma, a editora desempenha um papel crucial no apoio à pesquisa, ensino e extensão, promovendo a produção intelectual da comunidade acadêmica e contribuindo para a formação educacional e cultural.

Na Universidade Estadual de Roraima, a UERR Edições. A UERR Edições, vinculada à Universidade Estadual de Roraima, tem como principal objetivo a promoção e edição de obras que possuam elevado valor cultural e científico, incluindo textos destinados ao ensino universitário e a produção científica, cultural e tecnológica gerada pela própria universidade. Sua linha editorial é bastante abrangente, contemplando obras que se enquadrem em todas as grandes áreas do conhecimento. Além disso, a UERR Edições trabalha em parceria com os cursos de graduação e programas de pós-graduação da UERR, bem como com outras instituições públicas ou privadas, para ampliar sua gama de publicações. A editora também se dedica à tradução de obras clássicas e contemporâneas, garantindo que o acesso ao conhecimento seja facilitado para a comunidade acadêmica e a sociedade em geral.

Na Universidade de São Paulo, a Editora da Universidade de São Paulo (EDUSP). A Edusp, Editora da Universidade de São Paulo, é uma das principais editoras universitárias do Brasil, fundada em 1962. Durante quase trinta anos, atuou como coeditora antes de estabelecer seu próprio departamento editorial em 1988. Desde então, a Edusp tem selecionado e publicado seus próprios títulos, lançando mais de 1.800 livros e estabelecendo um elevado padrão editorial. A Edusp é reconhecida pela excelência de suas publicações, que lhe renderam importantes prêmios e a consolidaram como referência no campo da publicação acadêmica brasileira. A qualidade acadêmica, científica e gráfica de sua produção é altamente valorizada.

Com a missão de incentivar e promover o ensino e a pesquisa, a Edusp publica obras relevantes em todas as áreas do conhecimento, incluindo a produção científica da própria USP, mas também aberta a contribuições externas. Seu catálogo abrange desde livros didáticos até pesquisas de vanguarda, abarcando clássicos e teorias científicas contemporâneas, tanto nacionais quanto internacionais, além de estudos sobre importantes escritores e artistas brasileiros. A Edusp busca atender não apenas a comunidade acadêmica, composta por estudantes, professores e pesquisadores, mas também o público em geral, difundindo o conhecimento produzido na academia.

Na Universidade Estadual de Campinas, o PLAA/UNICAMP. O Portal de Livros de Acesso Aberto (PLAA) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), criado em 2017, e vinculado ao Sistema de Bibliotecas, é uma plataforma que visa a promoção e armazenamento exclusivo da produção didática, científica e intelectual gerada por docentes, pesquisadores e funcionários da universidade. Sem fins lucrativos, o portal adota a filosofia do acesso aberto, em conformidade com a Política Institucional de Acesso Aberto à Produção Intelectual e Científica da UNICAMP.

Na Universidade de Sorocaba, a Editora da Universidade de Sorocaba. A Editora da Universidade de Sorocaba (Eduniso) foi criada em 29 de outubro de 2007 com o objetivo de promover e difundir as produções científicas de autores da comunidade acadêmica. Suas publicações são submetidas à aprovação do Conselho Editorial e de avaliadores ad hoc, garantindo a qualidade do material divulgado. Em seus 16 anos de existência, a Eduniso tem se dedicado a publicar obras de autores promissores, baseadas em pesquisas confiáveis e que contribuem significativamente para o avanço da pesquisa em diversas áreas do conhecimento. Acompanhando as tendências e inovações do mercado editorial, a Eduniso tem investido na publicação de livros em formato digital. Priorizando a publicação de e-books, a editora lançou um novo site com navegação intuitiva, visando proporcionar uma experiência mais funcional aos usuários. Alinhada com a política de promoção do acesso aberto à informação científica e da igualdade de acesso ao conhecimento, a Eduniso disponibiliza suas publicações em formato e-book para download gratuito, reforçando seu compromisso com a disseminação do conhecimento científico.

E, por fim, na Universidade de Brasília, a Editora Universidade de Brasília (EDU). A Editora Universidade de Brasília (EDU) foi fundada em 1962 com o propósito de ser um órgão complementar à Universidade de Brasília (UnB). Sua função é editar e disseminar a produção intelectual e cultural não apenas de seus integrantes, mas também de destacados pensadores de outros países. A EDU tem como missão a difusão da cultura, do ensino, da pesquisa e da extensão tanto no ambiente acadêmico quanto fora dele.

Ao longo de sua trajetória, a EDU tem se destacado no contexto editorial brasileiro, especialmente pela publicação de obras clássicas e de referência em diversas áreas, com ênfase em Relações Internacionais, Ciências Sociais e Ciência Política. A editora é conhecida por publicar obras de autores consagrados, como Maquiavel, Hegel, Max Weber e Norberto Bobbio.

O catálogo da EDU é diversificado, englobando publicações que promovem a disseminação da produção científica, tecnológica e cultural da UnB e de outras instituições de ensino superior. Isso reafirma a relevância da EDU na promoção do conhecimento e no estímulo à publicação.

A EDU tem diversificado suas linhas editoriais, incluindo séries e coleções voltadas para públicos específicos ou para atender às necessidades da comunidade acadêmica, como a série Ensino de Graduação, a coleção Brasília e a coleção Clássicos Gregos.

Os títulos do catálogo da EDU estão disponíveis para compra em duas lojas físicas, na loja virtual e por intermédio de uma ampla rede de distribuidores nacionais. A editora opera como uma entidade pública, ligada à UnB e dedicada à disseminação cultural e educacional, ao mesmo tempo em que funciona como uma empresa privada, responsável pela fabricação e comercialização de livros.

As seguintes editoras não há um texto de apresentação em seus portais: UESPI, Editora da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Editora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, editora da Universidade de Taubaté, Editora da Universidade de Taubaté (EDUNITAU), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a PUCPRESS. Por esse motivo, não foi possível descrevê-las.

A declaração de privacidade das editoras é representada na Figura 2.

Figura 1
Declaração de privacidade

No que concerne à declaração de privacidade, das 17 editoras pesquisadas, 14 cumprem com o compromisso de utilizar os dados de seus usuários exclusivamente para completar as informações do processo editorial. Trata-se de um número significativo e relativamente positivo, pois apenas 82,35% das editoras necessitam se adequar.

O fato de não existir uma declaração de privacidade clara pode tornar inseguro o tratamento de dados pessoais dos usuários. Ao realizar o cadastramento, o usuário fornece dados pessoais, tais como telefone, endereço, o login (que pode conter informação pessoal, como, por exemplo, ser o mesmo que a senha), podendo gerar consequências negativas quanto ao mau uso dos dados pessoais.

Com relação à disponibilidade de contato, todas forneceram meios de comunicação disponíveis. Quando não havia um telefone, WhatsApp e/ou e-mail disponível, a editora disponibilizou um formulário, por meio do qual o usuário pode enviar a sua questão, que terá um retorno via e-mail.

A respeito das categorias de navegação, todas as editoras forneceram de maneira eficiente. As categorias de navegação, nesse sentido, representam uma organização sistematizada que facilita a orientação dos usuários, permitindo uma utilização satisfatória de um site. Todas as editoras apresentaram categorias de navegação com hierarquia e opções claras para o usuário.

Com relação às informações acerca da publicação, com exceção da Editora da Universidade Estadual de Maringá, as editoras apresentaram, em suas plataformas, os créditos das publicações nas páginas, sem a necessidade de procurá-las no arquivo em PDF, o que sugere que todas atentam-se em manter seus metadados corrigidos corretamente. Entre tantos aspectos importantes do padrão de metadados, podemos destacar que, quando a informação está devidamente descrita, padronizada e estruturada, ela pode ser recuperada pelos sistemas de busca (Amaral; Arakaki; Furnival, 2021). O caso específico da Universidade Estadual de Maringá ocorre pelo fato de que não há catálogo disponível. A editora foi fundada em 2006, portanto esse fato sugere que a editora estava em processo de atualização do seu portal no momento da coleta de dados.

O quadro 4, por sua vez, apresenta as informações para autores e leitores.

Quadro 4
Informações para autores e leitores

É importante disponibilizar para os autores links diretos para informações sobre a editora, as diretrizes para autores, o acesso ao cadastro da revista para que possa ser realizada a submissão de textos etc. A informação para leitores é a garantia de a editora virtual oferecer a eles dados como a declaração de privacidade e link para o cadastro da revista.

Na análise dos sites das editoras, incluiu-se a verificação de recursos de acessibilidade, com a finalidade de averiguar se as instituições possuem preocupação no cumprimento das recomendações contidas no Decreto nº 5.296 de 2 de dezembro de 2004 e na difusão de conteúdo para pessoas com deficiência.

Visualizou-se que apenas a Editora UFPB utiliza o recurso da janela intérprete de Libras.

O quadro 5 apresenta como se configura as políticas das editoras.

Quadro 5
Configuração da política das políticas das editoras

Do total das editoras, nove apresentam alguma política de publicação. A Editora da Universidade Estadual de Maringá apresenta a política de privacidade, atendendo aos princípios da LGPD. A Universidade Federal de Roraima apresenta uma política de cookies, que é o fornecimento de informações sobre o uso de dados do usuário ao navegar pelo portal da editora, que também devem estar de acordo com a LGPD. A editora da UNESP, a Editora da Universidade de Taubaté e a Editora Universidade de Brasília utilizam uma Política de Acesso Livre à Publicação Científica após a sua publicação, que é a possibilidade de acesso livre e sem restrições às suas publicações. A política da Universidade de Sorocaba é compreendida como um regimento interno da editora e é aprovada pelo regimento da Universidade Federal de Sorocaba por meio da Resolução CONSU n. 003/2014, que trata sobre seus objetivos, estrutura e organização, além das atribuições da diretoria, secretaria e conselho editorial.

O compartilhamento, de dados ou da literatura científica, requer licenças Creative Commons, elas têm o objetivo de identificar ao usuário quanto ao uso dos dados. todas as licenças determinam que o criador da obra obtenha sua devida atribuição, mantendo o direito da propriedade intelectual. Observa-se que as diretrizes aparecem unicamente e em combinações que se traduzem em distribuições do documento.

Nas buscas, foi identificado que a editora Portal de Livros Abertos, da Universidade Federal da Grande Dourados deixa claro que as obras literárias utilizam a Creative Commons Atribuição-Não Comercial-Compartilha Igual 3.0 Brasil. As editoras das universidades, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Estadual de Roraima, Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, Universidade de Taubaté, Pontifícia Universidade Católica de Goiás e da Universidade de Sorocaba deixam claro que utilizam a Creative Commons Atribuição-Não Comercial-SemDerivações 4.0 (CC BY-NC-ND 4.0).

As demais universidades não descrevem nos portais que tipo de licença de distribuição e compartilhamento utilizam.

5 CONCLUSÃO

A pesquisa se propôs a analisar as editoras universitárias brasileiras que utilizam o OMP para editoração de e-book. Para responder, foi feita uma análise acerca da qualidade das informações apresentadas nos respectivos sítios das editoras.

A investigação feita essa análise verificou a transparência e confiabilidade no serviço prestado. Para além, considerando as peculiaridades das editoras, foi possível promover uma discussão sobre questões relevantes relacionadas às editoras universitárias brasileiras, no contexto da Ciência Aberta, que exerce uma significativa influência.

Destaca-se a importância de se utilizar um software padronizado, que esteja de acordo com as exigências de uma qualidade editorial satisfatória. A pesquisa pela utilização do OMP e a qualidade satisfatória das informações apresentadas no site sugerem uma adaptação eficaz do referido software no que concerne às exigências editoriais e quanto às normas que se propõem para o mercado editorial brasileiro.

Notou-se a necessidade de que as demais universidades, sejam elas públicas ou privadas, adequem-se com padronizações de metadados e informações para os autores e leitores, que possibilitam melhor publicização dos estudos publicados. Para além de metadados, observou-se que é necessária uma padronização de alguns conceitos, a exemplo da política, visto que ainda não tem um consenso teórico entre as editoras pesquisadas.

Verificou-se que, dentre as editoras pesquisadas, apenas a Editora da UFPB utiliza recurso para acessibilidade. Mesmo que seja um avanço, ainda é necessário que as editoras adequem os sítios para que sejam apresentados de maneira adequada para pessoas com deficiência. Dessa maneira, existirá melhor facilidade a acessar as produções científicas, além das informações sobre as publicações.

Estudos futuros podem aprofundar essa questão ao obterem dados qualitativos entrevistando os gestores. Pode-se verificar o ano que cada editora estabeleceu um software de gerenciamento, a fim de conhecer cronologicamente a evolução das editoras universitárias brasileiras.

Reconhecimentos:

Não aplicável.

REFERÊNCIAS

  • ALENCAR, M. S.; ROCHA, R. B. Os desafios da inovação tecnológica. Revista de Tecnologia da Informação e Comunicação, Palhoça, SC, v. 8, n. 1, p. 23-29, 2018.
  • AMARAL, F. B. M.; ARAKAKI, A. C. S.; FURNIVAL, A. C. M. Metadados e padrão de metadados para editoras universitárias brasileiras. RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 19, e021032, 2021. DOI: https://doi.org/10.20396/rdbci.v19i00.8667482
    » https://doi.org/10.20396/rdbci.v19i00.8667482
  • ANDRADE, R. L. V.; ARAÚJO, W. J. Editoras universitárias e a publicação de livros digitais no Brasil. In: ENCONTRO DE USUÁRIOS DE SISTEMAS DE PUBLICAÇÃO (SISPUB), Brasília. Anais eletrônicos [...]. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 2017. Disponível em: http://eventos.ibict.br/index.php/sispub/SISPUB2017/paper/viewFile/17/7 Acesso em: 06 dez. 2024.
    » http://eventos.ibict.br/index.php/sispub/SISPUB2017/paper/viewFile/17/7
  • ARROYO, C. S.; MERLO, E. M.; SIMÕES, A. X. A economia do Software de fonte aberta: razões que levam os desenvolvedores de Software a participar das comunidades de fonte aberta. RAM - Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, SP, v. 5, n. 1, p. 123-143, 2004.
  • BALBE, R. S. Uso de tecnologias de informação e comunicação na gestão pública: exemplos no Governo Federal. Revista do Serviço Público, Brasília, DF, v. 61, n. 2, p. 189-209, 2010. Disponível em: https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/view/45 Acesso em: 11 dez. 2024.
    » https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/view/45
  • BIBI, S.; AMPATZOGLOU, A.; STAMELOS, I. A Bayesian belief network for modeling open source software maintenance productivity. In: OPEN SOURCE SYSTEMS: INTEGRATING COMMUNITIES: 12th IFIP WG 2.13 INTERNATIONAL CONFERENCE, OSS 2016, Gothenburg, Sweden, maio, 30 jun., 2016. Proceedings 12. Springer International Publishing, 2016. p. 32-44. Disponível em: https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-319-39225-7_3 Acesso em: 11 dez. 2024.
    » https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-319-39225-7_3
  • BJÖRK, B. C. A model of scientific communication of a global distributed information system, Information Research, [S. l.], v. 12, n. 2, p. 1-47, 2007. Disponível em: https://informationr.net/ir/12-2/paper307.html Acesso em: 10 dez. 2024.
    » https://informationr.net/ir/12-2/paper307.html
  • BLATTMANN, U.; FACHIN, J.; WERLANG, E. Perspectivas do e-book acadêmico de acesso aberto. Revista Ibero-Americana de Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 13, n. 2, p. 522-547, 2020. DOI: 10.26512/rici.v13.n2.2020.21154. Acesso em: 02 fev. 2021.
    » https://doi.org/10.26512/rici.v13.n2.2020.21154
  • BUDNYK, A. et al. Livro impresso e digital: o problema de escolher dos estudantes da universidade moderna. Revista Tempos e Espaços em Educação, v. 14, n. 33, p. 1-10, 2021. DOI: https://doi.org/10.20952/revtee.v14i33.15913
    » https://doi.org/10.20952/revtee.v14i33.15913
  • BUFREM, L. S.; FREITAS, J. L. Editoras universitárias e informação científica. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, João Pessoa, v. 12, n. 1, 2019. Disponível em: http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/151774 Acesso em: 12 fev. 2021.
    » http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/151774
  • BUFREM, L. S.; GARCIA, T. M. B. A editora universitária e o compromisso da universidade com as práticas de divulgação do conhecimento produzido. Em Questão, Porto Alegre, v. 20, n. 1, p. 151-164, 2014. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/40816 Acesso em: 11 dez. 2024.
    » https://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/40816
  • BUNZ, M. ‘The returned’: on the future of monographic books. Insights: the UKSG journal, [S.l.], v. 27, p. 30-34, 2014. DOI: https://insights.uksg.org/articles/10.1629/2048-7754.122/.
    » https://insights.uksg.org/articles/10.1629/2048-7754.122
  • CAMPOS, Augusto. O que é software livre. BR-Linux.org, 2006. Disponível em: http://br-linux.org/linux/taxonomy/term/13 Acesso em: 25 mar. 2006.
    » http://br-linux.org/linux/taxonomy/term/13
  • CLARE, J. University Presses in the digital age: how pace university press and other university presses can survive and thrive. Publishing Research Quarterly, [S.l.], v. 30, p. 195-211, 2014.
  • DIJKSTRA, A. M. et al. Setting the Scene. In: VAN DAM, F. et al. (ed.). Science communication: an introduction. Hackensack, NJ: World Scientific, 2020. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/339910881 Acesso em: 10 nov. 2022.
    » https://www.researchgate.net/publication/339910881
  • ELEUTERIO, M. A. M. Sistemas de informações gerenciais na atualidade. Curitiba: Intersaberes, 2015.
  • FERRANTE, D. Software Licensing Models: What's Out There? IT Professional, Canadá, v. 8, n. 6, pp. 24-29, Nov.-Dec. 2006, DOI: 10.1109/MITP.2006.147. Disponível em: https://ieeexplore.ieee.org/document/4042601 Acesso em: 10 mar. 2023.
    » https://doi.org/10.1109/MITP.2006.147» https://ieeexplore.ieee.org/document/4042601
  • FERREIRA, M. C. Z. Diretrizes de utilização de licenças de software livre e creative commons. 2020. Dissertação (Mestrado Profissional) - Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/216063 Acesso em: 10 jan. 2023.
    » https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/216063
  • FURTADO, P. R. Fomento à inovação na Universidade de Brasília: estudo de caso no Decanato de Pesquisa e Inovação. 2020. Dissertação (Mestrado Profissional em Gestão Pública) - Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública, Universidade de Brasília, Brasília, 2020.
  • GARCIA, M. N. et al. Software livre em relação ao software proprietário: aspectos favoráveis e desfavoráveis percebidos por especialistas. Gestão & Regionalidade, São Caetano do Sul, v. 26, n. 78, p. 147-162, 2010.
  • LAKHANI, K. R.; VON HIPPEL, E. How open source software works: "free" user-to-user assistance. Research Policy, [S. l.], v. 32, p. 923-943, 2004. Disponível em: DOI: https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-322-84540-5_13
    » https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-322-84540-5_13
  • LONGARAY, A. A. et al. Uma proposição de análise do emprego de sistemas de gestão empresarial à luz da usabilidade de software. BIBLOS, Rio Grande, RS, v. 32, n. 1, p. 53-70, 2018. DOI: 10.14295/biblos.v32i1.7796. Disponível em: https://periodicos.furg.br/biblos/article/view/7796 Acesso em: 03 dez. 2023.
    » https://doi.org/10.14295/biblos.v32i1.7796» https://periodicos.furg.br/biblos/article/view/7796
  • MARIANO, A. F.; CARREIRA, M. L. A relação da Tecnologia da Informação com a Gestão do Conhecimento: Definindo os papeis para uma gestão estratégica. Revista de Ciências Gerenciais, São Paulo, v. 14, n. 20, 2012.
  • MOURA, M. L. S. Software livre economia e sociedade: uma análise dos efeitos econômicos e externalidades associadas no contexto das IFES. Dissertação (Mestrado Profissional em Economia) - Programa de Pós-graduação em Economia, Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: http://www.rlbea.unb.br/jspui/handle/10482/31946 Acesso em: 12 dez. 2024.
    » http://www.rlbea.unb.br/jspui/handle/10482/31946
  • OSÓRIO, T. L. G. et al. Utilização de software livre em órgãos públicos. In: SIMPÓSIO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO E TECNOLOGIA - SEGET, 2., Anais [...]. [S.l.]: AEDB, 2005. Disponível em: https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos05/360_Artigo_SL_Completo.pdf Acesso em: 11 dez. 2024.
    » https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos05/360_Artigo_SL_Completo.pdf
  • PESSOA, C. R. M. et al. Da gestão de TI à gestão de informação e tecnologia: uma abordagem teórica da evolução do conceito. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 17., 2016, Salvador. Anais [...]. Salvador: ANCIB: 2016. Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/102595 Acesso em: 14 dez. 2024.
    » https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/102595
  • PUBLIC KNOWLEDGE PROJECT - PKP. OMP: for books. Canadá: PKP, 2023. Disponível em: https://pkp.sfu.ca/software/omp/. Acesso em: 04 nov. 2023.
    » https://pkp.sfu.ca/software/omp
  • QUELHAS, F. C. Impacto dos investimentos em tecnologia da informação nas variáveis estratégicas organizacionais e no desempenho de micro e pequenas empresas (MPE). Revista Gestão & Tecnologia, São Paulo, SP, v. 19, n. 4, p. 138-164, 2019. Disponível em: https://regepe.org.br/regepe/article/view/1293 Acesso em: 10 jan. 2023.
    » https://regepe.org.br/regepe/article/view/1293
  • REIS, J. M. E-books, bibliotecas e editoras: um diálogo necessário. 2013. 139 f. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/101850;jsessionid=C8E3321FDD2F5B69A20D85D501D76072 Acesso em: 23 jan. 2023.
    » https://lume.ufrgs.br/handle/10183/101850;jsessionid=C8E3321FDD2F5B69A20D85D501D76072
  • ROSSETTI, A. G.; MORALES, A. B. T. O papel da tecnologia da informação na gestão do conhecimento. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 36, n. 1, p. 124-135, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ci/a/FzcdzsLpNJ43cXj5RcRWg5v/. Acesso em: 12 jan. 2023.
    » https://www.scielo.br/j/ci/a/FzcdzsLpNJ43cXj5RcRWg5v
  • SHINTAKU, M.; MEIRELLES, R. Manual do DSPACE: administração de repositórios. Salvador: EDUFBA, 2010. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/769/1/Manual%20do%20Dspace(2).pdf Acesso em: 16 jun. 2022.
    » https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/769/1/Manual%20do%20Dspace(2).pdf
  • SHINTAKU, M.; BRITO, R. F. Guia de usuário do OMP: sistema de editoração eletrônica de livros e monografias. Curitiba: PUCPRESS, 2019.
  • SILVA, S.; RUÃO, T.; GONÇALVES, G. O estado da arte da comunicação organizacional: as tendências do século XXI. Observatório Journal, Lisboa, v. 14, n. 4, p. 98-118, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.15847/obsOBS14420201652 Acesso em: 11 dez. 2024.
    » https://doi.org/10.15847/obsOBS14420201652
  • SILVEIRA, M. A. A.; BUFREM, L. S. Memória editorial e temática da Editora Universitária da UFPE (1955-2014). InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 11, n. 1, p. 135-149, 2020.
  • SILVEIRA, S. A. Software livre: a luta pela liberdade do conhecimento. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.
  • STALLMAN, R. Free software is even more important now. GNU Operating System, 2015. Disponível em: http://infolab.stanford.edu/pub/gio/cs207/FreeSoftware.pdf Acesso em: 12 jan. 2024.
    » http://infolab.stanford.edu/pub/gio/cs207/FreeSoftware.pdf
  • STONE, D. C. Usar ou não software livre? Uma proposta matricial para apoiar a decisão da adoção ou não do software livre no ensino. 2022. Dissertação (Mestrado em Administração Pública) - Programa de Pós-Graduação em Administração Pública, Universidade Federal de Goiás. Disponível em: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/11869 Acesso em: 05 jul. 2024.
    » http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/11869
  • TORINO, E. Políticas em repositórios digitais: das diretrizes à implementação. In: VECHIATO, F. et al. (org.). Repositórios digitais: teoria e prática. Curitiba: EDUTFPR, 2017. p. 91-114.
  • TURBAN, E.; KELLY, R. J.; POTTER, R. Administração de tecnologia da informação: teoria e prática. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
  • TURBAN, E.; KELLY, R. J.; POTTER, R. Introdução a sistemas de informação: uma abordagem gerencial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
  • VERDELLI, A. Las editoriales universitarias de cara a los procesos de internacionalización de la educación superior: el caso de las políticas editoriales de EDUNTREF entre 2011-2017. Centro de Estudios en Diseño y Comunicación, Buenos Aires, v. 85, p. 70-84, 2020. DOI: https://doi.org/10.18682/cdc.vi85.3752
    » https://doi.org/10.18682/cdc.vi85.3752
  • JITA:
    EB. Printing, electronic publishing, broadcasting.
  • ODS:
    9. Indústria, inovação e infraestrutura
  • Financiamento:
    Este estudo foi parcialmente financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES), Código financeiro 001.
  • Aprovação ética:
    Não aplicável.
  • Disponibilidade de dados e material:
    Não aplicável.
  • Editor:
    Gildenir Carolino Santos

Disponibilidade de dados

Não aplicável.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    03 Fev 2025
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    08 Jul 2024
  • Aceito
    28 Nov 2024
  • Publicado
    11 Dez 2024
location_on
Universidade Estadual de Campinas Rua Sérgio Buarque de Holanda, 421 - 1º andar Biblioteca Central César Lattes - Cidade Universitária Zeferino Vaz - CEP: 13083-859 , Tel: +55 19 3521-6729 - Campinas - SP - Brazil
E-mail: rdbci@unicamp.br
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Ir para o topo Reportar erro