Efeitos da variação da rampa de entrega do ΔF sobre a acomodação da corrente interferencial em mulheres saudáveis

Thais Eduarda Carvalho Guerra Gladson Ricardo Flor Bertolini Sobre os autores

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A corrente interferencial é modalidade de eletroterapia comum na prática fisioterapêutica, mas a regulagem de seus parâmetros ainda é empírica, sendo necessários estudos que estabeleçam os parâmetros adequados para seu uso. O objetivo deste estudo foi avaliar o tempo de início da primeira acomodação e o número de vezes em que ela ocorreu durante 10 minutos de aplicação da corrente interferencial, variando a forma de apresentação das rampas de entrega do delta F (ΔF). MÉTODO: A amostra foi composta por 18 mulheres, que foram divididas em 3 grupos: Grupo A - 1:1 (variação a cada 1 segundo), no 2º dia 1:5:1 (subida e descida das frequências em 1 segundo e manutenção por 5 segundos), 3º dia - 6:6 (subida e descida das frequência em 6 segundos); Grupo B -1:5:1 no 1º dia, no 2º dia utilizou 6:6, e no 3º dia 1:1. Grupo C - 6:6 no 1º dia, 1:1 no 2º e 1:5:1 no 3º dia. A estimulação era acima do limiar sensitivo, durante 10 minutos, e as voluntárias indicavam o momento em que ocorria a primeira acomodação e quantas vezes ocorria. RESULTADOS: Ao avaliar o limiar de acomodação, nenhuma das rampas de entrega de ΔF apresentou diferença significativa. Para o número total de acomodações houve diferença significativa ao comparar a rampa 1:5:1 com a rampa 6:6, sendo que esta apresentou maior número de acomodações. CONCLUSÃO: A rampa de entrega do ΔF não influenciou no limiar de acomodação e a rampa 1:5:1 foi a que obteve menor número de acomodações quando comparada com a rampa 6:6.

Analgesia; Eletricidade; Terapia por estimulação elétrica


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