Limites e possibilidades vivenciados por enfermeiras no tratamento de mulheres 
com úlcera venosa crônica* * Extraído do trabalho “Adesão ao tratamento da úlcera venosa crônica: perspectiva da mulher”, 1ª Mostra de Trabalhos do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2013

Marcelo Henrique da Silva Maria Cristina Pinto de Jesus Miriam Aparecida Barbosa Merighi Deíse Moura de Oliveira Sobre os autores

Objetivo

Compreender as experiências e expectativas de enfermeiras no tratamento de mulheres com úlcera venosa crônica na Atenção Primária à Saúde.

Método

Pesquisa fundamentada na fenomenologia social de Alfred Schütz, com depoimentos obtidos em janeiro de 2012, por meio de entrevista semiestruturada com sete enfermeiras.

Resultados

As enfermeiras revelam dificuldades apresentadas pelas mulheres com úlcera venosa crônica para realizar o autocuidado, percebem limitações na terapêutica ancoradas na desmotivação e nos valores e crenças das mulheres. Referem frustração profissional em razão da recidiva da lesão, falta de insumos e tecnologia, de trabalho interdisciplinar e da capacitação da equipe de enfermagem. Esperam a adesão das mulheres ao tratamento e ressaltam a necessidade do cuidado contínuo, do autocuidado apoiado e da padronização de condutas no tratamento.

Conclusão

O tratamento da úlcera venosa crônica constitui-se em um desafio que requer investimento coletivo, envolvendo a mulher, os profissionais, os gestores e as instituições de saúde.

Mulheres; Úlcera varicosa; Cuidados de enfermagem; Adesão ao tratamento; Atenção Primária à Saúde; Pesquisa qualitativa


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