Nascer em Belo Horizonte: a trajetória das parturientes e seus desfechos reprodutivos

Torcata Amorim Mariana Santos Felisbino-Mendes Rafaela Siqueira Costa Schreck Sabrina Paiva Ribeiro Edna Maria Rezende Eunice Francisca Martins Sobre os autores

RESUMO

Objetivo:

Analisar a trajetória percorrida pelas gestantes para assistência ao parto em Belo Horizonte e sua relação com os desfechos reprodutivos.

Método:

Estudo transversal, que utilizou base de dados de uma pesquisa realizada em Belo Horizonte. As variáveis estudadas foram referentes à trajetória da mulher em busca de atendimento para o parto, às suas características sociais, demográficas e assistenciais e aos desfechos reprodutivos. Estimou-se Odds Ratios com seus intervalos de 95% de confiança para avaliar os fatores associados à trajetória desfavorável e aos desfechos.

Resultados:

Foram estudados 1.087 casos, dos quais 39,3% tiveram trajetória desfavorável. A chance de ter trajetória desfavorável foi maior para mulheres não residentes em Belo Horizonte, com menor escolaridade, da raça/cor não branca e que realizaram o pré-natal no serviço público. A prevalência dos desfechos reprodutivos foi semelhante, independentemente do status da trajetória, exceto para parto vaginal.

Conclusão:

A trajetória desfavorável, ainda elevada, evidencia fragilidades da rede de serviços de saúde para garantir acesso oportuno e qualificado às gestantes. Porém, a assistência recebida nos serviços de saúde supera os riscos da trajetória.

DESCRITORES:
Gestantes; Parto; Acesso aos Serviços de Saúde; Avaliação em Saúde; Enfermagem Obstétrica

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