A compreensão que a violência contra a mulher possa ser analisada territorialmente abre a perspectiva que políticas públicas de segurança, saúde, assistência social e acesso à justiça possam ser planejadas para serem estratégicas dependendo da forma como se manifesta no espaço urbano. Foi feita a espacialização das ocorrências de violências das bases de dados estaduais e dos atendimentos dos centros da mulher municipais em 2018. Apesar de ocupar todo o perímetro da mancha urbana, os mapas revelaram que, em números absolutos, existem concentrações em vários distritos periféricos e semiperiféricos. Em números relativos, as violências estão em maior número nos distritos do centro expandido. Essa concentração nas áreas centrais nos levou a supor que esta violência é resultado do tensionamento das normas subordinadoras patriarcal, capitalista e racial aplicadas sobre os padrões de uso e ocupação do solo, um recalque espacial.
Palavras-chave:
violência contra a mulher; estudos de gênero; espaço urbano
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Fonte: SSP-SP, 2018#PraTodoMundoVer: A
Fonte: SSP-SP, 2018#PraTodoMundoVer: A Figura 2 contém dois mapas comparativos: o Mapa 2a mostra só a localização dos feminicídios, espalhados no território; o Mapa 2b mostra a relação entre os casos de feminicídio e os equipamentos da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Neste mapa é possível avaliar que estão não só mal distribuídos como ausentes em várias regiões
Fonte: SSP-SP, 2018#PraTodoMundoVer: A Figura 3 contém 4 mapas comparativos. Apesar dos mapas apresentarem separadamente os tipos de violência contra a mulher (Mapa 3a: violências patrimoniais. Mapa 3b: violências físicas. Mapa 3c: violências sexuais. Mapa 3d: violências psicológicas e morais), evidenciam que, em maior ou menor quantidade, estão distribuídos por toda a mancha urbana
Fonte: Censo Universo IBGE, 2010. Fonte: SSP-SP, 2018#PraTodoMundoVer: A
Fontes: SSP-SP e SMDHC e SMADS-PMSP, 2018#PraTodoMundoVer: A figura 5 e a tabela 1 são complementares. Enquanto a tabela mostra 2 colunas: a 1ª à esquerda, o ranking dos 24 de 96 distritos com maior n.º de violências contra a mulher; a 2ª coluna à direita mostra a relação entre a quantidade de violências dividida pelo nº. de atendimentos nos centros de referência da mulher. Ambas mostram que os distritos de Itaquera (leste), Capão Redondo (sul) e Santo Amaro (sudoeste) são os mais desfavoráveis nessa relação