Neste artigo tem-se como objectivo estimular a reflexão sobre as diferenças de género nos cursos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) no ensino superior moçambicano, tendo como base a avaliação da situação dos anos 2013 a 2017. O estudo procura identificar as principais causas e propor acções de intervenção para promover o acesso e maior participação de raparigas e mulheres. Dada a sua natureza qualitativa, os dados foram colectados através da análise documental e revisão de literatura relevantes, enfocando na situação geral do acesso ao ensino superior pela mulher, particularmente nos cursos de STEM, considerando tendências mundiais e locais e sem descurar os factores socioculturais, políticos e históricos que influenciam na escolha de cursos e/ou profissões pelas mulheres. Os resultados indicam que a participação integral da mulher nos cursos de STEM ainda é um desafio enorme em Moçambique, necessitando de adopção de estratégias para a promoção de igualdade de oportunidades para mulheres e homens no acesso ao conhecimento científico no geral e em estudos e exercício profissional na área de STEM.
Palavras-chave:
Barreiras; ensino superior; intervenções; mulher; STEM
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Fonte: Relatório da UNESCO Brasil, 2018.#PraTodoMundoVer O Gráfico utiliza duas cores: o azul escuro para representar as meninas e o roxo para representar os meninos. A imagem evidencia que a maior parte das meninas está matriculada em cursos das áreas humanas, e que a maior parte dos meninos nas áreas das exatas. Nas área de negócio e administração e ciências naturais tem um equilíbrio na distribuição de matrículas. As áreas aparecem escritas abaixo da linha horizontal do Gráfico, de forma perpendicular, e os números com as percentagens estão logo acima de cada barra azul e verde
Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional.#PraTodoMundoVer. O Gráfico utiliza três cores: o azul para representar os homens, o laranja para representar as mulheres, o verde para a soma total de matrículas. O Gráfico informa que há um crescimento da participação feminina no número de matrículas entre os anos 2013 e 2017. São cinco conjuntos de três barras, na ordem azul, laranja e verde. Cada conjunto fica em cima de uma coluna, sendo elas, respectivamente, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017. A tabela contém mais três linhas, além das que apresentam os anos. Na primeira linha aparecem os resultados dos homens em relação a cada um dos anos. Em seguida aparecem os resultados das mulheres e, na última linha, o total. A legenda encontra-se em uma coluna à esquerda
Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional.#PraTodoMundoVer O Gráfico demonstra a evolução da distribuição de pessoas matriculadas por sexo, entre as anos 2013 e 2017, em oito áreas de conhecimento. As áreas e cores são: Educação (azul), Artes e Humanidades (vermelho), Ciências Sociais (verde), Ciências (roxo), Engenharias (verde musgo), Agricultura (laranja), Saúde (preto), Serviços (marrom). Ao lado da legenda de cores é possível ler os números do ingresso de homens e mulheres por ano. Acima dos números está o Gráfico; abaixo dele a tabela com os números. São cinco colunas, cada uma representando os anos 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017. Cada uma dessas colunas se divide em duas para apresentar os números relacionados aos homens e os números relacionados às mulheres.
Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional,#PraTodoMundoVer O Gráfico está em formato de pizza e com suas oito cores revela que a maior participação das mulheres (54%) é nas Ciências Sociais (verde), seguida da Educação (azul), com 24%, e Saúde (azul escuro) (7%). Nas áreas de Engenharias (azul claro), Agricultura (laranja), Ciências (roxo), Artes e Humanidade (vermelho) e Serviços (marrom) a participação gira de 1% a 5%.