Este artigo se propõe a apresentar e discutir parte de uma pesquisa mais ampla expondo o perfil sociológico do bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras sob as perspectivas da divisão sexual nas áreas de conhecimento e na mobilidade acadêmica internacional. O enfoque engloba a análise da participação das mulheres nessa mobilidade, no âmbito do País, e estreita-se de modo mais detalhado sobre o campus empírico do estudo, que é a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A discussão central aborda o percentual de mulheres que participaram do Programa Ciência sem Fronteiras, indagando as possíveis razões que impactaram essa participação tanto sob a perspectiva da literatura que investiga a divisão sexual na pesquisa científica no Brasil quanto da proficiência linguística. Ademais, estabelece-se uma comparação entre o contingente feminino de bolsistas no Programa Ciência sem Fronteiras e outros programas de mobilidade acadêmica no mundo.
Palavras-chave:
mulheres; ciência sem fronteira; divisão sexual na formação; internacionalização acadêmica
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Fonte: Elaboração própria a partir de dados disponibilizados pelo Data mart do CsF até agosto de 2016#PraTodoMundoVer O gráfico mostra barras horizontais que representam a distribuição de bolsas do Programa Ciência sem Fronteiras por Área Prioritária na Universidade Federal de Minas Gerais. O gráfico está enumerado de acordo com percentuais que vão de zero a cinquenta por cento. As Engenharias e demais áreas tecnológicas estão representadas por uma barra horizontal que alcança 48% dos estudantes. A Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde estão representadas por uma barra horizontal que totaliza 20% dos estudantes. A Indústria Criativa está representada por uma barra que alcança 11% dos estudantes. As Ciências Exatas e da Terra estão representadas por uma barra que alcança em torno de 7,5% dos estudantes e a Computação e Tecnologias da Informação estão representadas por uma barra que alcança 6% dos estudantes. A área de Tecnologia Aeroespacial está representada por uma barra que alcança 2% dos estudantes. As demais áreas estão representadas por barras horizontais que totalizam em torno de 7%
Fonte: Elaboração própria a partir de dados da pesquisa#PraTodoMundoVer O gráfico mostra barras verticais que representam três eixos intitulados: Discentes da UFMG, Discentes das Engenharias em 2013, Pesquisados do CsF. O percentual total das colunas consta de 0% a 80%. O primeiro eixo que representa o número de discentes da UFMG no ano de 2013 tem duas colunas, sendo que a primeira representa 56% e a segunda coluna 44%. O segundo eixo do gráfico também tem duas colunas que comparam a presença de discentes homens e mulheres nas áreas das engenharias na UFMG. A primeira coluna representa as mulheres com 32%, enquanto a segunda coluna representa os homens, com 68%. O terceiro eixo é composto por duas colunas que comparam a presença de homens e mulheres entre os pesquisados, sendo que há 44% de mulheres e 56% de homens.
Fonte: Elaboração própria a partir de dados da pesquisa#PraTodoMundoVer O gráfico mostra a distribuição dos pesquisados por sexo e por área prioritária na UFMG em 2013. O percentual das colunas vai de 0 a 90%. São nove eixos no total, sendo que cada eixo é composto por duas colunas. A primeira coluna se refere ao percentual de homens e a segunda coluna se refere ao percentual de mulheres. O primeiro eixo compara o percentual de homens e mulheres nas Engenharias. Sua primeira coluna representa 67% de homens frente a 33% de mulheres. O segundo eixo compara dados da área de Ciências Biológicas e da Saúde; a primeira coluna representa 35% de homens e a segunda 65% de mulheres. O terceiro eixo trata da área de Indústria Criativa, revelando, na primeira coluna, 31% de homens frente a 69% de mulheres. O quarto eixo representa a área das Ciências Exatas e da Terra, e sua primeira coluna representa 61% do percentual de homens, frente a 39% do percentual de mulheres na segunda coluna. O quinto eixo informa sobre dados da área de Computação e Tecnologias da Informação e é composto por um percentual de 82% de homens na primeira coluna frente a 18% de mulheres, respectivamente. A sexta área é a Tecnologia Aeroespacial e sua primeira coluna representa 82% de homens frente a 18% de mulheres na segunda coluna. A sétima área é a tecnologia mineral e sua primeira coluna representa 70% de homens, enquanto, a segunda coluna, 30% de mulheres. A oitava área é Energias Renováveis, composta pela primeira coluna, com 72% de homens frente a 28% de mulheres, e o nono eixo é denominado de eixo e representa um conjunto de áreas pouco representativas no CsF, também composto por duas colunas; a primeira representa dados sobre os homens, totalizando 31%, frente a um percentual maior de mulheres, 69%
Fonte: Elaboração própria a partir de dados da pesquisa.#PraTodoMundoVer O gráfico mostra o nível de proficiência, em língua estrangeira, de alunos da UFMG distribuídos por sexo, em três grupos dentro do percentual de proficiência de 0 a 90%. O gráfico está representado por seis eixos, com quatro colunas cada. A primeira coluna de cada eixo representa o nível de capacidade de leitura em inglês. A segunda coluna representa o nível de leitura em duas línguas. A terceira coluna representa o nível de leitura em língua espanhola e a última coluna representa dados sobre aqueles ou aquelas que não leem nenhuma língua estrangeira. O primeiro eixo é composto por dois grupos de quatro colunas cada, sendo que o primeiro grupo representa as mulheres discentes da UFMG e o segundo grupo representa os homens discentes da UFMG. Nesse primeiro eixo, a primeira coluna indica que 39% das mulheres afirmam capacidade de leitura em inglês, e a segunda coluna mostra que 16% delas afirmam ler em duas línguas, enquanto a terceira coluna indica 22% de mulheres que leem língua espanhola frente a 23% que não leem nenhuma língua estrangeira. O segundo grupo possui quatro colunas referentes aos dados sobre homens discentes da UFMG. A primeira coluna desse eixo mostra que 42% desses homens afirmam capacidade de leitura em inglês, enquanto na segunda coluna 30% afirmam que leem duas línguas, e na terceira coluna, 12% afirmam que leem língua espanhola frente a 17% que não leem nenhuma língua estrangeira. O segundo eixo também é composto por dois grupos de colunas que representam dados de homens e mulheres da área de Engenharia. Na primeira coluna que representa o grupo de mulheres, 47% destas afirmam que leem inglês como língua estrangeira. Na segunda coluna, 28% delas afirmam que leem em duas línguas, enquanto na terceira coluna 10% afirmam que leem língua espanhola frente a 15% que afirmam não lerem em nenhuma língua estrangeira. No segundo grupo composto por colunas que informam dados acerca dos homens, 50% deles afirmam que leem a língua inglesa, sendo que na segunda coluna 28% deles afirmam que leem em duas línguas e 8% afirmam que leem em língua espanhola, enquanto 9% não leem nenhuma língua estrangeira. O terceiro eixo tem quatro colunas que apresentam dados dos participantes da pesquisa, bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras. A primeira coluna do primeiro grupo indica que 65% das mulheres que participaram do Programa afirmam que leem em língua inglesa e a segunda coluna desse mesmo grupo indica que 33% das mulheres que participaram do Programa afirmam que leem em duas línguas estrangeiras. A terceira coluna indica que 20% delas leem em língua espanhola. A primeira coluna do segundo grupo, referente aos homens, indica que 79% deles afirmam que leem em língua inglesa, e a segunda coluna indica que 6% deles afirmam que leem em mais de uma língua estrangeira. Já 15% deles afirma que leem em língua espanhola. Nesse eixo, nos dois grupos, ninguém informou falta de proficiência em língua estrangeira