As profetizas do nosso tempo: acolhimento de mulheres migrantes na missão das irmãs scalabrinianas em Fortaleza-CE

The prophetesses of our time: reception of migrant women in the mission of the scalabrinian sisters in Fortaleza-CE

Idalina Pellegrini Sobre o autor

A minha aproximação com a realidade de mulheres migrantes e refugiadas se encontra com a história das mulheres e ancestrais da minha família que passaram pela migração. Minha bisavó Maria Carollo, saiu do norte da Itália no ano de 1891 com 5 crianças menores de 12 anos, uma delas possuía apenas 40 dias1 1 Neste mesmo ano, 1891, o Pe. José Marchetti, cofundador da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, acompanhava os migrantes nos navios da Europa até as Américas e, a partir de sua experiência, percebeu a necessidade da presença e da atuação de mulheres consagradas para acompanhar os órfãos e migrantes. Assunta Marchetti, aceita o convite de seu irmão Pe. José e juntamente com outras mulheres, suas companheiras, com a benção do bispo italiano João Batista Scalabrini (Signor, 2005). São 126 anos de missão Scalabriniana e sou grata a Deus em poder contribuir para a dignidade humana nesta missão. . Migraram junto com o seu esposo, meu avô, Antônio Pellegrini. A família se estabeleceu em Nova Bassano-RS, onde também meu pai Fortunato Pellegrini nasceu e quando ele ainda era pequeno se mudaram para Parai-RS.

Vinda de uma família de 7 mulheres 4 homens netos de migrantes, meu encontro com a Missão Scalabriniana e o cuidado e acolhimento com os migrantes se deu na pequena comunidade de Barra Seca, Paraí-RS. Lembro que ainda pequena dizia que queria ser missionaria, para ajudar as pessoas mais necessitadas e foi com esse sonho que saí de casa aos 17 anos para a caminhada vocacional com as irmãs Scalabrinianas.

A missão Scalabriniana em Fortaleza teve início em 1995, a convite de Dom Aloisio Lorcheider, Bispo comprometido com as causas sociais. Dizia ele que na Arquidiocese de Fortaleza faltava quem tivesse o cuidado e a atenção às pessoas migrantes, na época, principalmente, os migrantes internos, característica própria da história dos povos do nordeste do Brasil, que migravam pelos poucos recursos e pela seca na região. As primeiras irmãs fizeram esta experiência de acolhida: a casa foi toda equipada com a solidariedade da comunidade local. Na atualidade, a cidade está mudando muito, sendo que o medo, a indiferença, o preconceito vão tomando espaços nas comunidades e se faz necessário o trabalho de acolhimento e de sensibilização.

Em 2010 o fenômeno migratório na região tomou outras formas e, por isso, as Irmãs Scalabrinianas passaram a dar atenção também às migrações internacionais, com destaque para estudantes, migrantes econômicos e, inclusive, as mulheres vítimas do tráfico de drogas, conhecidas como “mulas do tráfico”, provenientes de vários países, principalmente de países do continente africano.

São várias as ações desenvolvidas atualmente pela pastoral no atendimento de migrantes e refugiados oriundos de vários países, sempre no sentido de Acolher, Proteger, Promover e Integrar essas pessoas, como sugerido porFrancisco (2017FRANCISCO. Discurso do papa Francisco aos participantes no Fórum Internacional sobre migrações e paz. 21.02.2017.). De fato,

Acolher no sentido de “oferecer a migrantes e refugiados possibilidades mais amplas de entrada segura e legal nos países de destino; Proteger: propiciar ações em defesa dos direitos e da dignidade dos migrantes e refugiados, independentemente da sua situação migratória; Promover: empenhar-se para que os migrante e refugiados tenham condições para se realizar como pessoas em todas as dimensões que compõem a humanidade; Integrar: oportunizar o enriquecimento intercultural dos migrantes e da comunidade que os acolhe. (SPM, 2021SPM. Pastoral do Migrante de Fortaleza. 2021. Disponível em: Disponível em: https://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/arquidiocese/pastorais-e-organismos/pastoral-do-migrante-de-fortaleza/Acesso em: 24.01.2022.
https://www.arquidiocesedefortaleza.org....
)

E assim, nasceu uma atenção especial desenvolvida pela pastoral para acolher, integrar e proteger os migrantes provenientes da Guiné Bissau, Nigéria, Cabo Verde, Colômbia, Venezuela, Cuba, que chegaram e ainda chegam à cidade, principalmente as mulheres mães e seus filhos. Estamos fazendo processos de incidência com o poder público municipal e estadual, para a construção de políticas públicas de acolhimento, a fim de dar visibilidade a esta realidade.

O trabalho diretamente com as mulheres intensificou-se em decorrência do estado emergencial mundial instaurado pela pandemia de Covid-19. Se antes da pandemia a vida dessas pessoas já não era fácil, pelas consequências da própria migração, a pandemia fez com que a realidade trouxesse ainda mais desafios, com o surgimento do novo vírus, muitas áreas se viram afetadas, algumas pessoas perderam trabalho, ficaram sem moradia e alimentação. Os programas de proteção social emergencial, promovidos pelo governo federal, atenderam uma parcela pequena da população e ainda de maneira insuficiente. Uma das medidas para conter a propagação do vírus foi o distanciamento social, campanha que ficou conhecida com a frase “fica em casa”. No entanto, mesmo com tudo fechado, escolas, igrejas, restaurantes e espaços de trabalho o decreto promovido pelas autoridades sanitárias, não significava a proteção.

Enquanto a campanha dizia para as pessoas se resguardarem, muitas mulheres migrantes, mães com filhos, estavam sem trabalho, ficaram sem o básico, sem alimento e sem a garantia da moradia. Essa difícil situação nos mobilizou a buscar formas de ajudar essas pessoas, em especial as famílias de mães e filhos migrantes. Com a ajuda de alguns migrantes voluntários, que atuavam na Pastoral, fomos de casa em casa, saber como essas famílias estavam e oferecemos cestas básicas e máscaras. Essas mães já eram conhecidas por buscarem orientação e ajuda na sala da Pastoral do Migrantes, mas o fato de nós, Irmãs da Pastoral, irmos de encontro com elas gerou uma aproximação maior e o compromisso de encontrar soluções para a situação de vulnerabilidade em que viviam.

Dessa forma, este breve relato busca contar sobre o trabalho das Irmãs Scalabrinianas em Fortaleza, juntamente com as mulheres migrantes que se encontravam sem trabalho e com dificuldades financeiras em consequência ao estado de emergência instaurado pela pandemia. Contarei a seguir a história de três mulheres e como os encontros promovidos pela pastoral possibilitaram que elas investissem em formas de geração de renda para garantir o sustento de suas famílias.

Os encontros na pastoral

A pandemia fez com que aprendêssemos juntas a usar as redes sociais para realizar encontros semanais. Nesses encontros, buscávamos proporcionar um espaço de escuta e orientação para a geração de renda. Um grupo de 10 mulheres permitiu o acompanhamento e a orientação de uma de nossas voluntárias, especialista em negócios, explicava o passo a passo para cada uma montar o seu próprio negócio. As origens dessas mulheres eram diversificadas, eram de Guiné Bissau, Cabo Verde e Venezuela. No encontro semanal virtual, buscou-se criar um espaço de escuta, onde cada uma falava de suas dificuldades, suas conquistas e aprendiam juntas a dar o próximo passo.

Depois de mais de um ano de orientação cada uma das mulheres migrantes está trabalhando em seu pequeno negócio como, por exemplo, tranças africanas, estética e costura. Através de um apoio financeiro foi possível comprar o equipamento básico para cada uma iniciar, espelho, cadeira, máquina de costura, maca. Ainda o básico, que possibilita a cada uma seguir com o sonho de ampliar com seus recursos próprios.

Carolina2 2 Na intenção de preservar as identidades os nomes foram trocados por nomes fictícios. vem de Guiné Bissau e tem 40 anos. Ela montou, com o apoio da Pastoral dos Migrantes, uma barraca de churrasquinhos na porta de sua casa. Depois se especializou em fazer tranças africanas e atualmente trabalha como técnica de enfermagem. O relato que nos deu revela tanto os desafios e os sofrimentos da migração, quanto as estratégias de superação e, inclusive, os seus sonhos, aspirações para o futuro:

O motivo que me trouxe aqui, minha mãe morreu muito cedo, em 2004, eu sou a segunda, somos 8 irmãos, meu irmão mais velho não tem a mesma responsabilidade. Eu cuidava de meus irmãos mais novos. Eu comecei fazer tranças, ficava no salão até as 10hs, no início cobrava 50 reais. Nem sempre dava pra pagar o meu aluguel. O que me deixa triste é o que as pessoas falam assim: no teu país não tem trabalho não? O que você veio fazer aqui? Como você chegou aqui, veio de carro? Isso dói muito, a pessoa fala assim pra te humilhar. Meu primeiro sonho é ter uma vida boa para ajudar os meus irmãos... (choro) os outros sonhos estão na mão de Deus. Já estou aqui há 6 anos, sem ver meus irmãos. Tem dias que a gente chora de saudades (choro)... o menor tem 18 anos. Já estou trabalhando como técnica de enfermagem, o dinheiro é pouco. Faço 15 plantões no mês, 80 reais, na cooperativa. Destes plantões a cooperativa tira 20%, o que sobra tenho que tirar pra pagar o aluguel e a comida. (Carolina, Guiné Bissau, 2022)

Cada encontro que se realiza com as mulheres gera um fortalecimento nelas mesmas, gera mais confiança em si mesma para a realização dos sonhos que as trouxeram até este país. Desistir nunca é uma opção, pois as necessidades e os sonhos são maiores. Nas rodas de conversa ainda realizadas pela pastoral, é sempre uma oportunidade de cada uma falar de si, de seus desafios, de seus objetivos e de se reconhecer umas nas outras. Além de visualizarem possibilidades de seguir na busca de uma vida melhor não só para si, mas para seus filhos e aqueles que em outro continente esperam por elas.

Esta ação da Pastoral do Migrante abrange também uma dimensão religiosa. De fato, entrar em contato com a história de cada mulher migrante é tocar e deixar-me tocar pela presença de Deus com rosto de mãe, que se faz humano, mulher, mãe e nos revela que a encarnação acontece a cada dia na vida das mulheres que ajudam a construir um mundo mais humano e fraterno. Na diversidade das culturas cada uma vai mostrando seus saberes, seu jeito de encontrar uma saída para aquilo que aos nossos olhos pareça ser impossível.

Inês, Guiné Bissau, 35 anos, possui dois filhos e o marido em Portugal. Ela conta sua história e suas lutas de superação, na condição de mulher africana, mãe, desempregada e migrante. Estando sozinha com seus filhos soma a necessidade com a criatividade em busca de saídas, para conseguir o sustento. Seu testemunho revela a fé no Deus que nunca a desampara. É uma realidade que perpassa muitos relatos. Com efeito, muitas mulheres migrantes se colocam na confiança do Deus que nunca as abandona, na mesma atitude da profetisa bíblica Esther que suplica a Deus quando viu seu povo ameaçado de extermínio.

Ser mulher, migrante, desempregada e mãe é um desafio. Estar em outro pais é muito diferente de que estar no seu país. Mas tenho que agradecer a Deus que graças à comunidade migrante e à pastoral tem me ajudado muito e orientado. Não consegui trabalhar, agora tenho os meus 2 filhos e quero montar o meu negócio, fazer alguma coisa em casa. Fazer o curso de corte costura com o apoio da pastoral dos migrantes vai me ajudar a encaminhar o meu negócio e cuidar de meus filhos. Meu marido foi buscar o filho de 8 anos na Guiné Bissau, estou triste, porque não foi possível trazer, pela demora da documentação. Hoje ele me ligou que vai ficar em Portugal para conseguir um trabalho melhor lá. Eu vou dar um jeito aqui, ele sabe que dependo dele, mas eu quero fazer o trabalho com costura. (Inês, Guiné Bissau, 2022)

Outra realidade que chega até a pastoral são as mulheres vítimas do tráfico de drogas, as “mulas do tráfico”. Redes criminosas se organizam às custas da pobreza e vulnerabilidade das pessoas, especialmente mulheres mães que, na necessidade e falta de informação, são envolvidas em situações ilegais que as distanciam de seus filhos em outro país. Fazemos este acompanhamento junto com a Pastoral Carcerária e Defensoria Pública, como pontes para agilizar o processo, já que elas não têm ninguém próximo que as possa ajudar. De fato, é uma tarefa desafiadora encontrar um abrigo para poder cumprir a pena em liberdade até o retorno a seu país.

O testemunho a seguir de Rose de Cabo Verde, atesta o drama de quem se viu envolvida em uma situação inesperada e acabou passando pelo trajeto, talvez, mais perigoso e sofrido: a vida na cadeia, que ela define como um verdadeiro “inferno”.

Fui presa no Brasil pela Polícia Federal no aeroporto, onde fiquei três dias, depois fui transferida para o presídio e fui me adaptando no lugar juntamente com as outras mulheres presas. Tive quase depressão por conta que minha ficha ainda não tinha caído sobre o que tinha ocorrido comigo. Com o tempo fui aceitando a situação em que fiquei um ano e cinco meses. Se existe o inferno é lá no presídio, passei por muita humilhação. Logo em seguida, com a tornozeleira fui encaminhada numa instituição religiosa que me acolheu e está ajudando no que é necessário até o final do processo. Estou aprendendo a melhor me relacionar com Deus e ao próximo, também desenvolvendo a fazer trufas, terços entre outras coisas. No presídio não podia falar com meus filhos. Aqui na comunidade todo o sábado posso falar com eles. Espero terminar o processo e voltar logo para ficar com eles. (Rose, Cabo Verde, 2022)

A história de Rose atesta também que estar a serviço de migrantes e refugiados não significa idealizar a figura da pessoa em mobilidade, como se fosse apenas vítimas de injustiças. Todo ser humano, independentemente de sua nacionalidade, pode cometer erros e falhas. Ainda assim, todo ser humano é sujeito de direitos, inclusive quem vive fora do seu país, como é o caso de Rose. Todo ser humano tem uma dignidade que não pode ser violada. Todo ser humano tem direito de recomeçar sua trajetória de vida. E é sobre isso que trabalha a Pastoral do Migrantes oferecendo acolhida, protegendo de violações, promovendo sua reconstrução identitária e, quando necessário, integrando na sociedade de acolhida.

Os relatos de Carolina, Inês e Rose. constituem três casos de mulheres migrantes que vivem em Fortaleza e que com o apoio da pastoral seguem na luta com determinação para garantir o sustento próprio e, nos casos de Carolina e Inês também dos familiares. A essas mulheres, muitas vezes, faltaram oportunidades, mas mesmo apesar das dificuldades, mesmo diante da discriminação e das numerosas adversidades cotidianas, seguem com resiliência em busca de melhores condições de vida.

Mulheres e mães: as profetizas do nosso tempo

As mulheres migrantes, mães, refugiadas, estudantes são as profetizas de nosso tempo. Enquanto os governos tramam a morte através da conquista de territórios com armas e guerras, elas cruzam fronteiras, para ganhar o pão para seus filhos. Enquanto o mercado concentra a riqueza na mão de poucos, elas gerenciam seu pequeno negócio para dar conta de atender as suas necessidades básicas.

Elas são como as várias mulheres no Antigo Testamento que pela sua sabedoria e pela sua coragem assumem a missão profética de fazer a travessia carregando em sua mochila e coragem e a esperança. Em Ester 4, vemos a Rainha Ester, que entra em cena no momento que o povo está ameaçado de morte. Nessa situação dramática, Ester toma a decisão pela vida e pela solidariedade com seu povo, vence a barreira da discriminação e as barreiras da cultura. Débora é outra profetisa que aparece como grande líder de seu povo, no tempo dos Juízes 5, que com sua sabia intuição assume a desolação e o desânimo de seu povo. Ela é apresentada como a mãe de Israel, porque salva o seu povo em ameaça de extinção.

Com Carolina, Inês e Rose não é diferente. As três histórias nos contam sobre mulheres que saíram de seus países em busca de melhores condições de vida e para garantir o sustento de suas famílias e entes queridos. Esbarraram em guerras, adversidades, em preconceitos, mas decidiram pela vida e seguem trabalhando para garantir o sustento próprio e dos seus.

E nós mulheres, que escolhemos ser Irmãs e companheiras nesta jornada, assumimos com elas a defesa da vida, somos como Mirian, irmã de Moises (Ex,20 e Nm 12,2-6), que vamos com o tamborim e formamos com elas um coro de mulheres com o canto e a dança, nas rodas de conversa, na escuta, e tramamos passos para a vitória da Vida. E seguimos na ciranda da vida com a solidariedade, a compaixão e amorosidade, como nos diz a canção de Irmã Elda Broilo: “Teu canto é o amor, teu segredo é a fé e teu Deus libertador, é Jesus de Nazaré. Caminhas nas fileiras deste povo peregrino, aos poucos conquistando teu lugar, carregas no teu ventre a comunhão das étnicas gerando a igualdade e a paz. É lindo ver tua luta, no campo na cidade na favela e muito mais”.

Referências bibliográficas

  • DOS SANTOS, Evanéte. Perfil do discipulado feminino Caxias do Sul: EDUCS, 1996.
  • FRANCISCO. Discurso do papa Francisco aos participantes no Fórum Internacional sobre migrações e paz 21.02.2017.
  • SIGNOR, Lice Maria. Irmãs Missionárias de São Carlos, Scalabrinianas - 1895-1934 Vol. 1. Brasília: CSEM, 2005.
  • SPM. Pastoral do Migrante de Fortaleza 2021. Disponível em: Disponível em: https://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/arquidiocese/pastorais-e-organismos/pastoral-do-migrante-de-fortaleza/Acesso em: 24.01.2022.
    » https://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/arquidiocese/pastorais-e-organismos/pastoral-do-migrante-de-fortaleza/

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    Neste mesmo ano, 1891, o Pe. José Marchetti, cofundador da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, acompanhava os migrantes nos navios da Europa até as Américas e, a partir de sua experiência, percebeu a necessidade da presença e da atuação de mulheres consagradas para acompanhar os órfãos e migrantes. Assunta Marchetti, aceita o convite de seu irmão Pe. José e juntamente com outras mulheres, suas companheiras, com a benção do bispo italiano João Batista Scalabrini (Signor, 2005SIGNOR, Lice Maria. Irmãs Missionárias de São Carlos, Scalabrinianas - 1895-1934. Vol. 1. Brasília: CSEM, 2005.). São 126 anos de missão Scalabriniana e sou grata a Deus em poder contribuir para a dignidade humana nesta missão.
  • 2
    Na intenção de preservar as identidades os nomes foram trocados por nomes fictícios.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    11 Maio 2022
  • Data do Fascículo
    Jan-Apr 2022

Histórico

  • Recebido
    22 Fev 2022
  • Aceito
    11 Abr 2022
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