A realidade da cadeia do trigo no Brasil: o elo produtores/cooperativas

Argemiro Luís Brum Patrícia Kettenhuber Müller Sobre os autores

O presente artigo tem como objeto a cadeia produtiva do trigo no Brasil e destaca a realidade econômica de seus principais elos, com ênfase nos elos da produção agrícola e industrial do cereal. Salienta-se que o artigo traz a atualidade do setor no Brasil, a partir da análise dos resultados de pesquisa de campo realizada com produtores rurais, cooperativas e moinhos de trigo. O estudo da cadeia tritícola brasileira, com seus problemas, oferece uma luz para melhor compreensão das condições que o país possui para não só responder às dúvidas expostas, mas, sobretudo, apontar o caminho seguido pela produção de trigo no Brasil nesse início de século XXI. A triticultura nacional está ameaçada e dificilmente alcançará a auto-suficiência, pois os produtores brasileiros não possuem vantagens comparativas e competitivas suficientes, particularmente em relação aos produtores argentinos. A comercialização do trigo também enfrenta dificuldades, tanto na questão de preços do produto, quanto na qualidade exigida pelos moinhos. A retirada da intervenção estatal na produção nacional de trigo, em 1990/91, que a deixou ao sabor do mercado, alterou completamente o quadro de competitividade dos produtores e da própria cadeia produtiva. Uma das principais conclusões é de que a cadeia tritícola brasileira não funciona a contento, a eficiência da produção nacional está em xeque e seu futuro, comprometido.

trigo; cadeia produtiva; competitividade


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