Raiva humana no Brasil: estudo descritivo, 2000-2017* * Artigo derivado da dissertação de mestrado ‘Perfil Epidemiológico da Raiva Humana no Brasil, 2000-2017’, defendida por Alexander Vargas junto ao Programa de Pós-Graduação do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília em 13 de julho de 2018.

La rabia humana en Brasil: estudio descriptivo, 2000-2017

Alexander Vargas Alessandro Pecego Martins Romano Edgar Merchán-Hamann Sobre os autores

Resumo

Objetivo:

descrever o perfil epidemiológico da raiva humana no Brasil.

Métodos:

estudo descritivo dos casos de raiva humana notificados em 2000-2017; estimou-se a incidência e distribuição espacial.

Resultados:

188 casos humanos observados, na maioria homens (66,5%), residentes rurais (67,0%), menores de 15 anos de idade (49,6%), com exposição mais frequente por mordedura (81,9%); o período 2000-2008 apresentou maior frequência (85,6%), com 46,6% dos casos envolvendo cães e 45,9% morcegos; incubação mediana de 50 dias, seguida de sintomatologia predominante de febre (92,6%), agitação (85,2%), parestesia (66,7%) e disfagia/paralisia (51,9%); a maioria (70,2%) não fez profilaxia, os demais (29,8%) realizaram-na de forma inoportuna e/ou incompleta; 13 pacientes foram tratados pelo Protocolo de Recife e dois sobreviveram.

Conclusão:

houve redução na incidência de raiva humana e mudança no perfil epidemiológico, predominando casos transmitidos por morcegos; sugere-se investigar casos secundários e viabilizar a profilaxia pré-exposição em populações sob maior risco de acidentes com morcegos.

Palavras-chave:
Raiva; Vírus da Raiva; Epidemiologia Descritiva; Saúde Pública; Vigilância em Saúde Pública

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