Objetivo: Analisar a associação entre características sociodemográficas, nível de estresse percebido e resiliência com funcionamento familiar de imigrantes no Brasil.
Método: Estudo transversal com 122 imigrantes residentes em município do sul do Brasil. Dados coletados em 2021, utilizando questões para caracterização, Escala de Avaliação da Coesão e Adaptabilidade Familiar, Resiliência e Estresse Percebido. Os dados foram analisados no SPSS®, por meio de medidas descritivas e analíticas (testes Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e post-hoc com correção de Bonferroni).
Resultados: Os imigrantes tinham entre 18 e 69 anos (média 35,6 anos ± 12,0), sendo a maioria do sexo feminino, venezuelanas, com até oito anos de estudo, renda familiar de um salário-mínimo, morava em casa alugada e estava no Brasil há mais de dois anos. Metade tinha companheiro(a) e 18,9% imigraram sozinhos. A coesão familiar associou-se com estado civil, idade, escolaridade, número de residentes e com quem veio para o Brasil; adaptabilidade com tempo de permanência, com quem veio para o Brasil, número de residentes e religião. Maior estresse percebido ocorreu em famílias desligadas (com menor coesão) e mais resiliência nas conectadas, aglutinadas (com maior coesão) e rígidas (mais adaptadas).
Conclusão: Características sociodemográficas, nível de estresse percebido e resiliência influenciaram no funcionamento familiar de imigrantes.
Descritores:
Emigrantes e imigrantes; Estresse psicológico; Resiliência psicológica; Família; Enfermagem
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Fonte: Dados do estudo, 2021.