Fatores prognósticos influenciando a mortalidade em esofagectomia

OBJETIVO: Nos últimos 15 anos, melhorias técnicas contribuíram para a redução da taxa de mortalidade pós-operatória de 29 para 8 %. O objetivo deste estudo é analisar retrospectivamente o papel de diferentes fatores na mortalidade pós-operatória de 63 pacientes submetidos a esofagectomia para tratamento de câncer. MÉTODOS: Sessenta e três pacientes foram submetidos a esofagectomia com utilização do estômago como substituto. Os procedimentos cirúrgicos incluíram esofagectomia transtorácica em 49 pacientes e esofagectomia trans-hiatal em 14 casos. Entre os 49 pacientes de esofagectomia transtorácica haviam 18 (37%) com risco anestésico elevado (ASA <FONT FACE=Symbol>³</FONT> III). Quatorze pacientes foram submetidos a esofagectomia trans-hiatal. RESULTADOS: A mortalidade operatória foi de 14% na esofagectomia trans-hiatal e 22% na esofagectomia transtorácica (p = ns). A mortalidade dos pacientes com risco anestésico elevado foi de 47 % após esofagectomia transtorácica e 10% após esofagectomia trans-hiatal (p < 0,05). DISCUSSÃO: Em nossa experiência, a mortalidade foi de quase 18% e 22% após esofagectomia transtorácica. Entre os pacientes com risco anestésico elevado que se submeteram à operação, a mortalidade pós-operatória foi significativamente mais baixa após a esofagectomia trans-hiatal (10%) comparativamente à esofagectomia transtorácica (47 %) (p< 0,05).

Carcinoma de esôfago; Esofagectomia trans-hiatal; Esofagectomia transtorácica; Fatores prognósticos; Risco anestésico


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