Revista do Hospital das Clínicas, Volume: 57, Issue: 2, Published: 2002
  • Guidelines on how to assess the validity of results presented in subgroup analysis of clinical trials Review

    Moreira, Edson Duarte; Susser, Ezra

    Abstract in Portuguese:

    Em estudos de observação, a identificação de associações dentro de subgrupos particulares é o método habitual de investigação. Como um método exploratório, faz parte do dia-a-dia da pesquisa epidemiológica. Quase tudo o que se sabe hoje em Epidemiologia foi derivado da análise de subgrupo. Em ensaios clínicos randomizados, o propósito principal é a comparação dos indivíduos sob experimentação e os controles, e quando nós estamos particularmente interessados nos resultados do tratamento em uma certa seção de participantes do ensaio, uma análise de subgrupo é executada. Estes subgrupos são examinados para verificar se eles foram objeto de um maior benefício ou malefício secundário ao tratamento. Assim, analisar subconjuntos de pacientes é uma parte natural do processo de melhorar o conhecimento terapêutico através de ensaios clínicos randomizados. Não obstante, a confiança na análise de subgrupo pode ser pobre devido a problemas de multiplicidade de comparações e limitações em números de pacientes estudados. A interpretação simplista dos resultados de tal técnica é uma causa de grande confusão na literatura terapêutica. Nós enfatizamos a necessidade de chamar a atenção dos leitores que as conclusões baseadas em comparações entre subgrupos em ensaios clínicos randomizados sejam examinadas com mais cautela do que aquelas baseadas na comparação principal. Ou seja, resultados de análise de subgrupo provenientes de ensaios clínicos corretamente desenhados não são necessariamente válidos, portanto, não devemos tirar conclusões precipitadas e aceitar a validade dos resultados sem um julgamento judicioso.

    Abstract in English:

    In observational studies, identification of associations within particular subgroups is the usual method of investigation. As an exploratory method, it is the bread and butter of epidemiological research. Nearly everything that has been learned in epidemiology has been derived from the analysis of subgroups. In a randomized clinical trial, the entire purpose is the comparison of the test subjects and the controls, and when there is particular interest in the results of treatment in a certain section of trial participants, a subgroup analysis is performed. These subgroups are examined to see if they are liable to a greater benefit or risk from treatment. Thus, analyzing patient subsets is a natural part of the process of improving therapeutic knowledge through clinical trials. Nevertheless, the reliability of subgroup analysis can often be poor because of problems of multiplicity and limitations in the numbers of patients studied. The naive interpretation of the results of such examinations is a cause of great confusion in the therapeutic literature. We emphasize the need for readers to be aware that inferences based on comparisons between subgroups in randomized clinical trials should be approached more cautiously than those based on the main comparison. That is, subgroup analysis results derived from a sound clinical trial are not necessarily valid; one must not jump to conclusions and accept the validity of subgroup analysis results without an appropriate judgment.
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